Sinopse

As peripécias de um casal, Karin e Agnaldo, que descobre de uma hora para a outra que não sabe mais por que continua junto depois de tantos anos. Mas, por alguma razão, eles não conseguem deixar para trás a vida a dois.

Com o relacionamento à beira de um colapso, a separação vai se alastrando. A vida profissional do casal é “contaminada”. Professora primária, Karin leva sua crise para o trabalho. Agnaldo, que é funcionário de uma corretora de seguros, também se descontrola em qualquer lugar. Os dois já não fazem mais a menor cerimônia e geram sempre o maior climão na frente de qualquer um.

A chefe de Karin, Cinira, que já foi casada três vezes, é também uma espécie de conselheira sentimental. Ainda mais problemática, ao invés de ajudar, acaba contribuindo para o caos total. Os amigos também não conseguem escapar do “espírito” da separação iminente. Gilda e Delgado são apaixonados, mas o romance dos dois dificilmente ofusca os escândalos do casal.

Globo – 23h10
de 9 de abril a 24 de setembro de 2010
23 episódios

escrito por Fernanda Young e Alexandre Machado
direção geral de José Alvarenga Jr.

DÉBORA BLOCH – Karin
VLADIMIR BRICHTA – Agnaldo
CRISTINA MUTARELLI – Cinira
RITA ELMOR – Anete
KIKO MASCARENHAS – De La Vega
CLÁUDIA VENTURA – Gilda
MARCELO VÁRZEA – Delgado
HÉLIO VACCARI – narrador
e
ALESSANDRO ANES
MÁRCIO MACHADO
MABEL CÉSAR
MARIA MÔNICA PASSOS
RICARDO CONTI
Seriado exibido às sextas-feiras, após o jornalístico Globo Repórter.

Inicialmente prevista para ter 12 episódios, Separação acabou sendo esticada, encerrando sua jornada com 23 episódios e média de 15 pontos
de audiência (cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande São Paulo).

Os criadores e roteiristas do programa, Alexandre Machado e Fernanda Young, já escreveram algo semelhante ao cotidiano de um casal com o extinto Os Normais, sitcom de sucesso exibida entre 2001 e 2003. À dobradinha de roteiristas, uniu-se o mesmo diretor do antigo programa, José Alvarenga Jr.
Os Normais trazia um casal pronto para viver a vida ao máximo, mas querendo aparentar normalidade. A dupla de Separação?! começa careta e vai enlouquecendo. Como na série anterior, esses novos personagens vão criar um ponto de identificação com o público, mesmo que seja por uma particularidade.”, explicou Alvarenga.
Ele ainda afirmou que o programa trouxe uma evolução em relação aos Normais.
“Ainda estamos falando de um casal, mas de um ponto que não tínhamos tocado. E agora busco uma imagem mais elaborada, com cenas mais longas. Nos Normais o ritmo era outro, com muitos closes e cortes.”

“É uma comédia leve sobre esse processo (de separação). Acho que as pessoas vão se divertir com os ataques dos dois. Eles não se suportam, brigam por tudo, fazem as pazes, mas brigam de novo”, contou Alexandre Machado.

Os autores brincaram com algo que todo mundo já viveu – os clichês que se apresentam em qualquer relação falida – e arrastaram seu humor para o absurdo, com muita comédia nonsense, altas doses de escatologia, piadas e situações politicamente incorretas e trocadilhos infames.
“É importante deixar claro que mostramos uma visão humorada da separação. A gente não está fazendo o drama que o tema pede.”, esclareceu Débora Bloch, que vive Karin, a esposa. “É a intimidade do casal que leva aos desentendimentos deles.”
A separação do casal era o tema principal do seriado, e o assunto só foi verbalizado pelos dois no último episódio.
“Eles não têm coragem de iniciar uma conversa sobre isso, mas passam perto. Ficam num incômodo um com o outro. Parece que a ficha não caiu!”, completou Débora.

O seriado era comentado por um narrador, que tentava explicar as confusões em que o casal se metia com informações pseudo-científicas e estatísticas matrimoniais.
“Não é um simples locutor, é uma voz especial que liga o telespectador à história. Cria uma interatividade”, explicou Fernanda Young.

Destaque para os coadjuvantes, que conferiram ao texto uma graça extra: Cinira (Cristina Mutarelli), chefe de Karin, que com seus conselhos absurdos a respeito de relacionamentos, foi levando, aos poucos, o ódio de Karin por Agnaldo à níveis quase estratosféricos; Anete (Rita Elmor), a chefe squizofrênica de Agnaldo, que acabou se revelando um poço de patologias, indo da loucura à ninfomania de um episódio para o outro; o peruano De La Vega (Kiko Mascarenhas), o sacana colega de trabalho de Agnaldo, sempre disposto a arrasar com seu dia; e o casal de amigos felizes, Gilda (Cláudia Ventura) e Delgado (Marcelo Várzea), que sempre eram involuntariamente metidos nas discussões de Karin e Agnaldo, e serviam como uma espécie de contraponto às implicâncias dos protagonistas.

Tema de Abertura: PODE VIR QUENTE QUE EU ESTOU FERVENDO

Se você quer brigar
E acha que com isso estou sofrendo
Se enganou meu bem
Pode vir quente que eu estou fervendo!

Pode tirar o seu time de campo
O meu coração é do tamanho de um trem
Iguais a você eu já apanhei mais de cem
Pode vir quente que eu estou fervendo!

Mas se você quer brigar
E acha que com isso estou sofrendo
Se enganou meu bem
Pode vir quente que eu estou fervendo!…

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