Sinopse

1950. Maria é uma moça humilde do interior que vem para se empregar como doméstica na cidade grande. Conhece Roberto, o seu patrão, um estudante de medicina de família tradicional. Ingênua e bela, Maria é seduzida por Roberto, que a abandona ao descobrir que ela está grávida.

O filho de Maria é criado com muito trabalho e costuras para a vizinhança, e com a ajuda do Professor Estevão, um homem simples e bom que nutre por ela uma grande paixão. Vinte anos depois, a simples Maria se transformará em modista, e seu filho, Antônio, lhe trará problemas e orgulho.

Tupi – 19h e 20h
de 6 de julho de 1970
a 26 de junho de 1971
315 capítulos

novela de Benjamin Cattan
escrita por Benjamin Cattan e Benedito Ruy Barbosa
baseada no original de Célia Alcântara
direção de Benjamin Cattan e Wálter Avancini

Novela anterior às 19h
Nino, o Italianinho

Novela anterior às 20h
A Selvagem

Novela posterior às 19h
A Fábrica

Novela posterior às 20h
Hospital

YONÁ MAGALHÃES – Maria Ramos
CARLOS ALBERTO – Estevão
TONY RAMOS – Tony (Antônio Ramos)
ÊNIO GONÇALVES – Roberto
IRENE RAVACHE – Inês
PAULO FIGUEIREDO – Carlos
ROBERTO MAYA – Alexandre
WALDEREZ DE BARROS – Tereza
RILDO GONÇALVES – Juvenal
José Gutierrez
YARA LINS – Mirtes
CARMEM MONEGAL – Bia
ANNAMARIA DIAS – Angélica
LÉA CAMARGO – Fernanda
CLÁUDIA MELLO – Cláudia
KATE HANSEN – Paula
ETTY FRASER – Pierina
WILSON FRAGOSO – José
ELIAS GLEIZER – Bóris
SUELY FRANCO – Suzana
MARILU MARTINELLI – Branca
PATRÍCIA MAYO – Anabela
MARISA SANCHES – Alexandra
HOMERO KOSSAC – Henrique
JOSÉ PARISI
ELÍSIO DE ALBUQUERQUE – Cristóvão
MARILI GOMES – Mafalda
JOÃO FRANCISCO – Serafim
Genaro
Bambina
ELIZABETH GOMES – Nina
MARIA DE FÁTIMA – Adélia
OSLEY DELANO – Pereira da Silva
RUY REZENDE – Marcos
SELMA EGREI
RAFAEL LODUCA – chefe da estação
HENRIQUE MARTINS
MARCELO PICCHI
JOVELTY ARCHÂNGELO
OLÍVIA CAMARGO
GIAN CARLO
NILSON CONDÉ
LEONOR NAVARRO
JOANA D´ARC
GENÉSIO DE ALMEIDA JR.
LUÍSA DI FRANCO
ROSA DIHEL
IRENITA DUARTE
GERMANO FILHO
JONAS BLOCH – advogado de defesa de Tony
CASTRO GONZAGA – juiz no julgamento de Tony
NORMA GRECCO
TEÓFILO MARCOS
MARIATY
CARMEM MARINHO
CLENIRA MICHEL
PAULO CÉSAR PEREIO
MARCOS PLONKA
MARCUS TOLEDO
OSVALDO ÁVILA
ALDO CÉSAR
LISA NEGRI
FERNANDO TORRES
HAROLDO BOTTA
ANA CRISTINA REDOLFE – Toninho (bebê)
e
CARLOS ZARA – Fernando

Depois de dois sucessos importantes, Antônio Maria e Nino, o Italianinho, em que principalmente se exaltou o autor nacional, a Tupi resolveu importar esse dramalhão que era sucesso em toda a América castelhana – inclusive trazendo da Globo o casal romântico Yoná Magalhães e Carlos Alberto, dos melodramas de Glória Magadan.

No segundo mês de apresentação, o adaptador, Benjamin Cattan, foi convocado pela emissora, que lhe deu ordens expressas para jogar no lixo o que restava e conduzir a novela. O resultado foi logo sentido através da intuição de Cattan.

Assim mesmo, se arrastou durante onze meses, sendo apresentada às 19 horas desde sua estreia, no dia 06/07/1970, até 27/02/1971, e depois às 20 horas, até o seu término, em 26/06/1971.

A mudança de horário no meio do percurso foi uma imposição da Censura. De acordo com o pesquisador Cláudio Ferreira no livro “Beijo Amordaçado – A Censura às Telenovelas Durante a Ditadura Militar”:
“(…) até o capítulo 200, ela foi exibida às 19h e, a partir daí, às 20h. Os censores queriam proibi-la para menores de 14 anos, com exibição somente a partir das 21h e foi preciso a TV Tupi negociar um meio termo.”

Com 315 capítulos, Simplesmente Maria é a segunda novela mais longa da TV Tupi, perdendo apenas para O Machão (1974-1975), que teve 371 capítulos. É seguida por Nino, o Italianinho, com 304 capítulos exibidos.
No ranking geral de todas as emissoras, Simplesmente Maria é a 11ª novela mais longa da Teledramaturgia nacional.

A novela foi dividida em duas fases. Alguns dos personagens da primeira fase ressurgiram na segunda, outros desapareceram, bem como novos se integraram à trama. (*)

Quando Yoná Magalhães chegou à Tupi, como superestrela contratada, sua primeira exigência foi a construção de sanitários perto dos estúdios, que atendessem às equipes que ali atuavam, e camarins individuais para que tivesse mais privacidade e pudesse guardar objetos e acessórios que usava para compor sua personagem, Maria. (**)

Simplesmente Maria representou um importante avanço na forma de fazer novelas no Brasil ao adotar um olhar mais industrial para sua produção. Até então, os capítulos eram gravados na sequência, sem inversão de cenas e com todos os ambientes montados em estúdio, no máximo em dois.
“Os cenários eram erguidos nas laterais, um do lado do outro, em sequência, criando um espaço ao centro onde ficavam as câmeras. O trabalho começava pelo primeiro, com os atores daquele núcleo,” destacou a atriz Walderez de Barros a Flávio Ricco e José Armando Vannucci para o livro “Biografia da Televisão Brasileira”.
Encerrada essa parte, mudavam o posicionamento dos equipamentos, entrava o elenco do próximo bloco e seguia no sentido horário, como estava determinado no roteiro. E com este movimento circulatório não havia a preocupação de apuro com a iluminação, faziam-se apenas pequenos ajustes suficientes para uma captação adequada de imagem.
“Um belo dia, chegamos para gravar e o Walter Avancini [o diretor] tinha introduzido um novo modelo, o que é utilizado até hoje. Estava montado o cenário da mansão da Maria e fizemos todas as cenas da semana para esse ambiente”, relembrou a atriz.
Com a nova metodologia, o diretor obrigou todo mundo a decorar o texto, estudar melhor cada fala e a chegar mais cedo para se preparar e se maquiar adequadamente. O alto comando da emissora gostou, afinal, isso representou economia com energia elétrica, menos horas extras e orçamentos mais modestos. (**)

No princípio, a personagem Angélica foi vivida pela atriz Bete Mendes, mas, por motivos de saúde, ela teve que se ausentar da novela, sendo substituída por Annamaria Dias. (*)

A novela original era peruana, com texto de Celia Alcântara, produzida pela primeira vez em 1969. Em 1991, o SBT importou uma nova versão de Simplesmente Maria, produzida pela Televisa do México em 1989, com Victoria Ruffo como a protagonista – exibida no Brasil também pela CNT/Gazeta, em 1997.

(*) “De Noite Tem… Um Show de Teledramaturgia na TV Pioneira”, Mauro Gianfrancesco e Eurico Neiva, Giz Editorial, 2007.
(**) “Biografia da Televisão Brasileira”, Flávio Ricco e José Armando Vannucci, Matrix Editora, 2017.

Trilha Sonora
simplesmentet1
com Élcio Alvarez e Grande Orquestra
01. MELODIA NO AR – Omar Fontana
02. PRIMEIRO CONCERTO PARA MARIA – Benito Di Paula
03. MARIA – Silvio César
04. CANÇÃO À MARIA – J. Garcia
05. A MINHA PRECE DE AMOR – Silvio César
06. SONATA À MARIA – Élcio Alvarez
07. SIMPLESMENTE MARIA – Paulinho da Viola (tema de abertura)
08. SEM AMOR – Marcos Roberto e César Roberto
09. A MESMA MARIA – Élcio Alvarez
10. PRA NÃO DIZER ADEUS – Benito Di Paula
11. SONHO E SAUDADE – Salathiel Coelho
12. POEMA DE MARIA – Martinha

Trilha complementar
simplesmentet2
01. FANTASIA DO AR – Hector Lagna Fietta
02. MARIA – Hector Lagna Fietta
03. SIMPLESMENTE MARIA – Titulares do Ritmo
04. SONHO E SAUDADE – Hector Lagna Fietta

Tema complementar
deusest
01. CONCERT FOR A LOVE´S ENDING – Francis Lai
Música que consta no compacto juntamente com temas das novelas Os Deuses Estão Mortos e A Fábrica.
Curiosamente, deve haver um erro na grafia, já que a música CONCERTO FOR A LOVER´S ENDING, aqui creditada à novela Simplesmente Maria, consta na trilha oficial da novela A Fábrica. Muito provavelmente, as músicas foram trocadas na capa do disco. CONCERTO FOR A LOVER´S ENDING deveria ser de A Fábrica e LOVE IS A FUNNY THING deveria ser de Simplesmente Maria.

Tema de Abertura: SIMPLESMENTE MARIA – Paulinho da Viola

Na cidade é a vida
Cheia de surpresa
É a ida e a vinda
Simplesmente
Maria, Maria
Teu filho está sorrindo
Faz dele a tua ida
Teu consolo e teu destino
Maria
Na cidade há tanta coisa
Pra fazer gente sofrer
Não é a ida é a vinda
Aquela dor desilusão
Na cidade há tanta gente
Ah Maria!
Cheia de maldade e vazia
Sem esperança e perdida
Maria, Maria
Teu filho está sorrindo
Faz dele tua a ida
Faz dele o teu destino…

Sonoplastia: Salathiel Coelho

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