Sinopse

Dona Benta é uma velha senhora que vive no Sítio do Picapau Amarelo, afastada do barulho e da correria da cidade grande. A cozinheira Tia Nastácia compartilha dessa vida calma fazendo quitutes para a sinhá e sua neta, Lúcia, mais conhecida como Narizinho. Vivendo sozinha e tendo apenas as duas mulheres idosas como companhia, a menina cria um mundo de fantasias do qual a personagem principal é a sua boneca Emília, feita por Tia Nastácia com restos de pano. Também vivem no sítio o velho Tio Barnabé e seus ajudantes Zé Carneiro, Garnizé e João Perfeito, responsáveis pela manutenção do sítio.

Um dia, Narizinho conhece o Príncipe Escamado, soberano do Reino das Águas Claras, que por coincidência, fica localizado no ribeirão do sítio. O príncipe fica encantado com a menina e a convida a conhecer seu reino. Lá ela é apresentada aos mais proeminentes súditos de sua majestade, como a azeda Dona Carochinha, responsável por administrar os contos de fadas, e determinada a manter o Pequeno Polegar preso em seus livros. Também o Doutor Caramujo, um renomado cientista que dá à boneca Emilia a pílula falante. Depois que ingere o remédio, Emília começa a falar e não pára mais.

Durante o período de férias escolares, Narizinho tem como companhia o seu primo Pedrinho, que estuda na cidade grande onde vive com sua mãe. O menino também tem um amigo montado por Tia Nastácia, o Visconde de Sabugosa, feito de uma espiga de milho velha, que também ganha vida. Por ter sido esquecido por um bom tempo nos meios dos livros, o Visconde adquiriu uma admirável sabedoria, tornando-se um intelectual e cientista.

No Sítio do Picapau Amarelo tudo é possível. A fantasia se mistura com a realidade fazendo parte do cotidiano da menina Narizinho e de seu primo Pedrinho. E são com personagens adultos que as crianças compartilham suas aventuras num mundo fantástico, onde transitam a boneca Emília, o Visconde de Sabugosa, o Saci Pererê, a Cuca, e outros personagens fantasiosos.

Globo – 17h30
de 7 de março de 1977
a 31 de janeiro 1986

adaptação de Paulo Afonso Grisolli e Wilson Rocha
escrito por Wilson Rocha, Benedito Ruy Barbosa, Marcos Rey, Sylvan Paezzo, Fábio Sabag e outros
baseada na obra de Monteiro Lobato
direção de Geraldo Casé, Reynaldo Boury (1977-1980), Fábio Sabag (1981),
Roberto Vignatti (1983), Gracindo Júnior e Hamilton Vaz Pereira (1985)
direção geral de Geraldo Casé
supervisão do projeto de Edwaldo Pacote

DIRCE MIGLIACCIO – Emília (1977)
RENY DE OLIVEIRA – Emília (1978-1982)
SUZANA ABRANCHES – Emília (1983-1986)
JÚLIO CÉSAR – Pedrinho (1977-1980)
MARCELO JOSÉ – Pedrinho (1981-1984)
DANIEL LOBO – Pedrinho (1985-1986)
ROSANA GARCIA – Narizinho (1977-1980)
DANIELA RODRIGUES – Narizinho (1981-1982)
ISABELA BICALHO – Narizinho (1983-1984)
GABRIELA SENRA – Narizinho (1985-1986)
ANDRÉ VALLI – Visconde de Sabugosa
ZILKA SALABERRY – Dona Benta
JACYRA SAMPAIO – Tia Nastácia
SAMUEL SANTOS – Tio Barnabé
TONICO PEREIRA – Zé Carneiro
CANARINHO – Garnizé
IVAN SENNA – João Perfeito
ROMEU EVARISTO – Saci Pererê
DORINHA DUVAL – Cuca (1977)
STELLA FREITAS – Cuca (1978-1980)
CATARINA ABDALLA – Cuca (1981-1986)
CHAGUINHA – Rabicó
JÚLIO BRAGA – Besouro I
CHAGUINHA – Besouro II
IVAN SETTA – Burro Falante
JOSÉ MAYER – Burro Falante
CACÁ SILVEIRA – Príncipe Escamado
ARY COSLOV – Jaboti
ARTHURZINHO OSCAR – Pequeno Polegar
JAIME BARCELOS – Coronel Teodorico
NELSON CAMARGO – Zé Bento
moradores do Arraial dos Tucanos
GERMANO FILHO – Elias Turco (1977-1978)
FRANCISCO NAGEN – Elias Turco (1979-1986)
LAJAR MUZURIS – Seu Boticário
LINA ROSSANA – Das Dores
CARLOS IZAÍAS ADIB – Carteiro
WALDIR MAIA – Quirino
THAÍS PORTINHO – Ritinha

1977
o sítio do picapau amarelo – de 07/03 a 08/07/1977
a cuca vai pegar – de 11/07 a 05/08/1977, 20 capítulos
joão faz-de-conta – de 08/08 a 09/09/1977, 25 capítulos
o anjinho da asa quebrada – de 12/09 a 07/10/1977, 20 capítulos
peninha, o menino invisível – de 10/10 a 04/11/1977, 20 capítulos
o terrível pássaro roca – de 07/11 a 02/12/1977, 20 capítulos

1978
cupido maluco
a raiz milagrosa
os piratas do capitão gancho
o minotauro
reinação atômica
a morte do visconde
memórias de emília
quem tem boca vai à roma
o outro lado da lua

1979
don quixote, o cavaleiro da triste figura
curupira
quem quiser que conte outra
olhos de retrós
o gênio da lâmpada
emília, romeu e julieta
o casamento da raposa
davi e golias
o rapto do rabicó

1980
a santa do pau oco
não era uma vez
a sacizada
a rainha das abelhas
a galinha dos ovos de ouro
o dia em que a emília morreu
elementar emília
a máscara do futuro

1981
a chave do tamanho
o fazedor de milagres
o espelho da cuca
as caçadas de pedrinho
entrou por uma porta e saiu por outra:
– rapunzel
– abu kir e abu sir
– o pé de feijão
– o homem que quis laçar deus – 07/12/1981
– o nascimento do saci

1982
a sobrinha da cuca
ali babá, emília e os quarenta ladrões
a bela e a fera
a canastra da emília
pinóquio
a grande vingança da cuca
era um vez uma bela adormecida
a chave partícula do tamanho
os besouros da emília
o rapto das estrelas – 27/09/1982
um estranho conto de fadas
aí vem tom mix
reinações de narizinho

1983
a viagem ao céu
robson crusoé
a guerra dos sacis
califa por um dia
o gato félix
emília borralheira
o burro falante

1984
a arca da emília
reinação do esperto com esperto
a volta do anjinho da asa quebrada
visconde de sabugosa
barba azul, o cara de coruja

1985-1986
o enigma enigmático
a trilha das araras

O Sítio do Picapau Amarelo, a obra imortal de Monteiro Lobato, foi criado em 1921, e seu sucesso não restringiu-se apenas às publicações reeditadas de tempos em tempos, pois já teve, pelo menos, 2 versões para o cinema e 5 séries de televisão. Em 1951 a turma do sítio foi retratada no filme O Saci, com direção de Rodolfo Nanni e Nelson Pereira dos Santos, e em 1974, em O Picapau Amarelo, dirigido por Geraldo Sarno.

A Tupi foi a primeira a adaptar o Sítio, entre 1952 e 1962 (na época da TV ao vivo), com Lúcia Lambertini no papel da boneca Emília. Lúcia voltou a interpretar a boneca numa nova edição produzida pela TV Cultura em 1964. Entre 1967 e 1969, a Bandeirantes apresentou uma nova produção, tendo Zódia Pereira como Emília.

Na primeira metade dos anos 1970, a Rede Globo, em conjunto com a TV Educativa, produziu Pluft, o Fantasminha, série infantil exibida em 8 episódios, baseada na obra de Maria Clara Machado. Na época, também ia ao ar o programa educativo Vila Sésamo, uma produção americana adaptada para a realidade nacional. Entusiasmados com a audiência de ambos os programas, a Globo decidiu adaptar o Sítio do Picapau Amarelo, com um enfoque educativo como Vila Sésamo, mas tipicamente brasileira como Pluft. Assim sendo, o Ministério da Educação e Cultura – o MEC, através da TV Educativa, trabalhou em conjunto com a Globo para a produção de um episódio piloto da obra de Lobato, a qual foi adaptada por Paulo Afonso Grisolli e Wilson Rocha. Um grupo de professores foi chamado para estruturar o conteúdo do programa. Ao contrário de Vila Sésamo que se baseava exclusivamente na didática, o Sítio deveria seguir o estilo que Monteiro Lobato perpetuou em seus livros, ou seja, ensinar e estimular a curiosidade das crianças enquanto se contava uma história ou fábula.

Os autores buscaram aproximar o programa da realidade e da linguagem contemporânea, levando em consideração as diferenças entre o Brasil de 1977 e o da década de 30 – quando a obra foi criada. Era preciso conservar o conteúdo rural, sem esquecer a grande parcela da população infantil das cidades grandes, para quem a informação sobre o meio urbano também era importante. Para isso, o personagem Pedrinho tornou-se a ligação do sítio com a cidade grande. Segundo o diretor Geraldo Casé, o programa era atemporal, e houve uma preocupação de não urbanizar demais a parte rural, para não perder o contraste vivido por uma criança que sai do centro urbano e vai para um sítio.

A realização do programa contou com o apoio de uma equipe especializada em linguística, ciência, educação, psicologia, pesquisa e sociologia, e a seleção do conteúdo de cada capítulo era feita pelos autores e pelo grupo de apoio pedagógico.

A Globo montou um cenário num sítio de verdade, localizado na Barra da Guaratiba. Havia uma casa central, horta e animais, mas as cenas dentro da casa eram filmadas na Cinédia em Jacarapaguá. Os cenários e figurinos eram elaborados com base em estudos de cores, e ficou a cargo de Arlindo Rodrigues.

Nos primeiros anos dessa versão, um elemento dos livros foi praticamente suprimido: o pó de pirlimpimpim, que servia para transportar os personagens no tempo e no espaço. O pó havia sido abolido para que ninguém tecesse comparações com a cocaína, droga da moda na época. Até o compositor Gilberto Gil recebeu a recomendação de não utilizar a palavra na letra da música-tema, feita exclusivamente para a série.

O episódio piloto, Dom Quixote, estreou na TVE em 07/03/1973 para testar a audiência. O elenco era praticamente o mesmo que voltou mais tarde na Globo. O sucesso alcançado gerou a produção da série, que teve início em 1976 mas estreou somente em 07/03/1977, de segunda à sexta às 17h25, com reprise às 9h, com a mais cara e bem cuidada produção da época. A princípio, calculava-se a produção de 265 episódios, mas a resposta do público foi tão receptiva que a série durou 9 anos, totalizando 1436 capítulos.

Em 1979, o Sítio recebeu um prêmio da UNESCO como o melhor programa infantil do ano.
Vendida para vários países, especialmente da língua portuguesa, a série infantil foi censurada na Angola por terem concluído que Tia Nastácia era uma escrava.

Para o papel de Dona Benta, a Globo escolheu Zilka Salaberry, que não queria fazer parte do elenco. A atriz não gostava da idéia de trabalhar no campo, mas, segundo declarações posteriores de Zilka à imprensa, por imposição da presidência da Globo, teve que aceitar viver a personagem, que a identificaria para sempre.

A princípio, André Valli havia sido escalado para interpretar o Zé Carneiro, e Tonico Pereira o Visconde. Mas quando Tonico ficou doente, foi substituído por Valli na última hora. Mais tarde, Tonico entrou para o elenco vivendo Zé Carneiro.

Foram testadas dezenas de meninas para o papel de Narizinho, mas a personagem acabou ficando com Rosana Garcia, com 11 anos quando a série começou a ser gravada. Ela já havia atuado em novelas na Globo, como O Primeiro Amor, A Patota e Fogo Sobre Terra.

Patrícia Travassos fez testes para viver a boneca Emília, personagem que ficou para a veterana Dirce Migliaccio, que havia atuado em Pluft, o Fantasminha.

Antes de tornar-se um famoso ator, José Mayer emprestou sua voz ao Burro Falante do Sítio. As falas do animal começaram a ser dubladas por Mayer em 1981. Anteriormente, o personagem era dublado pelo ator Ivan Setta.

Ao longo dos nove anos que a série esteve no ar, o elenco sofreu alterações, principalmente as crianças que, após a idade adulta (lê-se atingirem certa altura), não podiam mais interpretar seus personagens. Entretanto, uma das primeiras a deixar o elenco foi Dorinha Duval, intérprete da Cuca, substituída por Stella Freitas em 1978. Dorinha retornou em 1980, mas saiu novamente quando foi apontada como responsável pelo assassinato de seu marido, o cineasta Paulo Sérgio Alcântara. Em seu lugar entrou Catarina Abadalla, que interpretou a Cuca até o final da série. Condenada, Dorinha Duval cumpriu pena por seis anos.

A atriz seguinte a deixar o elenco foi Dirce Migliaccio, que, estressada, pediu seu afastamento. Em seu lugar entrou Reny de Oliveira, talvez a mais famosa das Emílias. Ela permaneceu no programa por cinco anos, sendo substituída em 1983 por Suzana Abranches. Na época, Reny declarou estar cansada da Emília, a qual estava lhe trazendo conflitos de personalidade. Sua intenção era interpretar papéis nos quais pudesse mostrar sua própria face. Entretanto, outro fato contribuiu para afastá-la de Emília: Reny aceitou posar para a revista Playboy, um trabalho que ia contra os objetivos do programa. Anos mais tarde, ela revelou que foi afastada pela direção da Globo por ter posado nua. Em 1986, Reny de Oliveira mudou-se para os Estados Unidos, onde já vivia sua irmã gêmea Regina. Casou-se com um americano e mudou seu nome para Reny Burrows. A ex-atriz estudou Psicologia em Cambridge e chegou a dar aulas de ioga.

Narizinho e Pedrinho foram os personagens que mais sofreram alterações de elenco, todas pelo mesmo motivo: seus intérpretes ficavam muito grandes para os papéis. Rosana Garcia e Júlio César deixaram o elenco em 1980. Na sequência, estrelaram a novela O Amor é Nosso! (1981), vivendo adolescentes, que de fato eram, com o intuito de tirarem o estigma dos personagens-crianças. Em seus lugares entraram Daniela Rodrigues e Marcelo José, os quais foram substituídos mais tarde por Isabela Bicalho, Gabriela Senra e Daniel Lobo. As mudanças de elenco eram justificadas através de um sonho de Emília no qual, vendo o futuro de Narizinho e Pedrinho, ela “fez-de-conta” que eles seriam crianças para sempre.

Nos últimos dois meses da série, foi ao ar a última história: A Trilha das Araras, encerrando em 1986 quando o contrato da Globo com a família de Monteiro Lobato terminou. Diretores da Globo afirmaram que ao se ver pela última vez, a equipe fez de conta que irim se reencontrar no dia seguinte para gravar.

Quando o programa saiu do ar (em 1986), a Globo presenteou a atriz Zilka Salaberry com a vaca Mocha que ela tanto gostava. Zilka continuou na emissora, atuando em novelas e minisséries, como Memórias de um Gigolô, O Primo Basílio, Que Rei Sou Eu?, Araponga, Tereza Batista, Engraçadinha e o remake de Pecado Capital. A atriz faleceu em 2005, aos 87 anos.

A atriz Jacyra Sampaio (a Tia Nastácia), depois do Sítio, foi vista em novelas como Sinhá Moça (1986), Bambolê (1987/88) e Despedida de Solteiro (1992), vindo a falecer em 1998, aos 79 anos.

André Valli continuou nas novelas e minisséries da Globo, mas nunca conseguiu se desvencilhar do Visconde, papel pelo qual foi lembrado até sua morte, em 2008.

Júlio César (o primeiro Pedrinho) abandonou a carreira de ator, enquanto Rosana Garcia (a primeira Narizinho), continuou na Globo, como atriz ou como coach (instrutora) de crianças para papéis mirins em novelas da casa.

O ator Samuel Santos (o Tio Barnabé) faleceu em 1993. E Canarinho (o Garnizé), após o Sítio, destacou-se no humorístico A Praça é Nossa, do SBT, vindo a falecer em 2014. Já Tonico Pereira (o Zé Carneiro), tornou-se um dos atores mais requisitados da Globo, com destaque para o personagem Mendonça, na série A Grande Família (entre 2001 e 2014).

Alguns dos melhores episódios do Sítio foram reapresentados a partir de julho de 1996, dentro do infantil TV Colosso. E a partir de outubro de 1994, a TV Educativa reprisou algumas histórias dentro de sua programação.

Em julho de 2000, a Globo assinou um novo contrato com os herdeiros de Monteiro Lobato, por dez anos, para a utilização de sua obra nos meios de comunicação atuais. Assim sendo, em 2001, estreou a quinta versão do Sítio para a televisão, com direção de núcleo de Roberto Talma. O roteiro começou a cargo de Walcyr Carrasco e o elenco inicial tinha Nicette Bruno (Dona Benta), Du Moraes (Tia Nastácia), César Cardadeiro (Pedrinho), Lara Rodrigues (Narizinho), Cândido Damn (Visconde), e a então menina Isabelle Drumond (Emília).

Trilha Sonora 1
sitio77t1
01. NARIZINHO – Lucinha Lins
02. “PLOQUET PLUFT NHOQUE” (JABOTICABA) – Papo de Anjo
03. PEIXE – Doces Bárbaros
04. SACI – Papo de Anjo
05. VISCONDE DE SABUGOSA – João Bosco
06. DONA BENTA – José Luís
07. SÍTIO DO PICAPAU AMARELO – Gilberto Gil (tema de abertura)
08. PEDRINHO – Aquarius
09. ARRAIAL DOS TUCANOS – Ronaldo Malta
10. TIA NASTÁCIA – Dorival Caymmi
11. PASSAREDO – MPB4
12. EMÍLIA – Sérgio Ricardo
13. TIO BARNABÉ – Marlui Miranda e Jards Macalé

Trilha Sonora 2
sitio77t2
01. SÍTIO DO PICAPAU AMARELO – Gilberto Gil
02. TEMA DE QUINDIM – Dori Caymmi e Geraldo Casé
03. JABUTY – Dori Caymmi e Paulo Afonso
04. TEMA DE RABICÓ – Dori Caymmi e Geraldo Casé
05. OS PIRATAS DO CAPITÃO GANCHO – Dori Caymmi e Wilson Rocha
06. SÍTIO DO PICAPAU AMARELO ESPACIAL – Gilberto Gil
07. A CUCA TE PEGA – Dori Caymmi e Geraldo Casé
08. TEMA DA IARA – Dori Caymmi
09. TÁ QUENTE, TÁ FRIO – Dori Caymmi e Ghiaroni
10. TEMA DE MALAZARTE E ZÉ CARNERO – Canarinho e A. Brumatti
11. SÍTIO DO PICAPAU AMARELO – Gilberto Gil

Direção Musical: Dori Caymmi
Direção de Produção: Guto Graça Mello

Tema de Abertura: SÍTIO DO PICAPAU AMARELO – Gilberto Gil

Marmela-dá de banana
Banana-dá de goiaba
Goiaba-dá de marmelo
Sítio do Picapau Amarelo

Boneca de pano é gente
Sabugo de milho é gente
O sol nascente é tão belo
Sítio do Picapau Amarelo

Rios de prata, pirata
Vôo sideral na mata
Universo paralelo
Sítio do Picapau Amarelo

No país da fantasia
Num estado de euforia
Cidade polichinelo
Sítio do Picapau Amarelo…

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