Sinopse

Dante, Oliveira e Elen, amigos de longa data, têm a vida completamente impactada depois de uma apresentação de “Hamlet”, quando Dante, que fazia o papel principal, surta e sai no meio da cena do enterro de Ofélia – personagem de Elen. Na época, eles eram grandes amigos, Dante e Elen viviam uma história de amor, e Oliveira estava no auge de sua carreira como diretor. Depois da polêmica apresentação de “Hamlet”, Dante some da vida deles durante sete anos. Oliveira assume a direção artística da conceituada Companhia de Teatro do Estado (CTE), na qual Elen é a estrela. E Dante fica à frente de uma pequena e falida companhia teatral, Sans Argent.

Na noite de abertura de “Sonho de Uma Noite de Verão”, Oliveira dirige pela sétima vez o espetáculo e Elen interpreta pela quarta vez Titânia. O Teatro Municipal está lotado para a estreia, mas a apresentação arranca aplausos mornos e risos constrangidos. Na coxia, Oliveira assiste à televisão ao lado do zelador Naum, e durante um noticiário vê Dante sendo despejado, por falta de pagamento, do seu teatro. Ele relembra o amigo e, depois da apresentação, telefona para Dante. Eles trocam farpas e acusações sobre o destino que cada um tomou depois da fatídica apresentação de “Hamlet”. Desiludido, Oliveira caminha sem destino pelas ruas do centro de São Paulo quando é atropelado por um caminhão de presunto e morre. A partir deste momento, a vida de Dante sofre uma reviravolta em pleno velório do amigo.

Entretanto, Dante – cujo temperamento lembra o do próprio Hamlet, dramático, angustiado e um tanto louco – é convidado a assumir a direção artística do CTE. Não se sabe ao certo se ele está atuando ou enlouquecido mesmo, porém ao contrário do príncipe da Dinamarca, Dante não quer vingança, ele quer juntar os pedaços do seu passado e seguir adiante. Em toda a companhia, Elen é a pessoa que mais fica atormentada com a chegada de Dante. Ela é a grande diva do teatro, que passa por um momento de transição, está num momento da carreira em que se despede dos papeis de princesas para encarar as rainhas, e assiste à chegada de novos talentos, o que a frustra e a deixa insegura.

Na outra ponta da história está Ricardo da Silva. Diretor financeiro da companhia, vive preocupado com as contas e com o mau desempenho da temporada de Shakespeare. Ricardo não poupa esforços para alavancar a bilheteria. Rapidamente, ele se junta a Graça, uma funcionária da Secretaria de Cultura que não tem o menor escrúpulo para conseguir o que quer – e que, neste caso específico, pretende transformar a companhia em uma grande empresa de musicais.

Em uma das tentativas de Ricardo para atrair um grande público ao teatro é a contratação de Jaques Maia. O jovem é um galã de novelas que não tem carreira nos palcos de teatro. Dante enfrenta a fúria dos atores mais antigos da companhia, que torcem o nariz para o novo integrante, e também tem que lidar com o método pouco ortodoxo de Jaques nos ensaios. A mais atingida na montagem de “Hamlet” é Elen, que vive Gertrudes. Ela não se esforça para ajudar o colega de trabalho e desdenha da nova montagem. Por outro lado, Kátia, vê sua chance quando a protagonista sai da companhia entregando-lhe o papel de Ofélia. Em meio aos ensaios, ela se envolve com Jaques.

O dilema vivido na trama é atrair grandes plateias e patrocinadores e, ao mesmo tempo, manter o frescor e o ineditismo da área artística da companhia. E é neste descompasso que entra o humor. Se nos palcos os atores vivem os grandes personagens dramáticos de Shakespeare, nos bastidores a vida é uma comédia. Dante convive com as ideias loucas e, muitas vezes, equivocadas do administrador Ricardo para trazer mais público para o teatro, como a contratação do publicitário Sanjay. E por outro lado, Ricardo aceita, muitas vezes por medo, os métodos estranhos de Dante em realizar os ensaios e conduzir os elencos.

Globo – 23h
de 7 a 24 de julho de 2009
12 capítulos

roteiro de Susan Coyne, Bob Martin, Mark McKinney
adaptação de Fernando Meirelles
direção de Fernando Meirelles, Gisele Barroco, Toniko Mello, Fabrizia Pinto e Rodrigo Meirelles
direção geral de Fernando Meirelles
co-produção da Rede Globo com O2 Filmes

FELIPE CAMARGO – Dante Viana
PEDRO PAULO RANGEL – Oliveira (Lourenço Oliveira Welles)
ANDRÉA BELTRÃO – Elen
DAN STULBACH – Ricardo da Silva
REGINA CASÉ – Graça
RODRIGO SANTORO – Sanjay
CECÍLIA HOMEM DE MELO – Ana
DANIEL DE OLIVEIRA – Jaques Maia
MARIA FLOR – Kátia
DANIEL DANTAS – Henrique Amado
PAULO BETTI – Alan
ANTÔNIO FRAGOSO – Oswald Thomas
DÉBORA FALABELLA – Sarah
LEONARDO MIGGIORIN – Patrick
CHRIS COUTO – Maria
GERO CAMILO – Naum
ARY FRANÇA – Bárbaro
HAYDÉE BITTENCOURT – Milu Silverstone
ARTHUR KOHL – Franco
WANDI DORATIOTTO – Ciro
JULIANO CAZARRÉ – Cléber
CLÁUDIA MISSURA – assessora do Ministro da Cultura
HENRIQUE SCHAFER – Geraldo
MARIA HELENA CHIRA – Clara
OLÍVIA ARAÚJO – Olívia
SILVIO RESTIFFE – Leonel
VERA VALDEZ – Moira
LIANA NAOMI – Emília Lu
GABRIELA CERQUEIRA – Margareth
VICTOR RIBEIRO – Thiago
SELMA EGREI – Célia Cruz
LÍGIA CORTEZ – diretora da peça infantil que encenava Macbeth
HIQUE GOMEZ – Irmão Delfino
NICO NICOLAIEWSKY – Irmão Delfino
CACÁ ROSSET
MAYANA NEIVA
RÚBEM DE OLIVEIRA
LEANDRO DANIEL COLOMBO
e
FERNANDA MONTENEGRO como ela mesma
WAGNER MOURA como ele mesmo
PAULO GOULART

Fernando Meirelles, diretor indicado ao Óscar por seus trabalhos no cinema, inspirou-se na série canadense Slings And Arrows – produzida por Rhombus Media Inc. – para fazer Som e Fúria, uma minissérie produzida entre a Rede Globo e a produtora O2. Slings And Arrows foi criada por Susan Coyne, Mark McKinney e Bob Martin, lançada no Canadá em 2003. Acompanhando o sucesso, a série foi exibida também nos Estados Unidos, em 2005, e a partir daí ganhou o mundo.

A responsável pelo elenco da minissérie foi Cecília Homem de Mello, que foi um dos destaques em Som e Fúria como a personagem Ana. Alguns atores eram mais conhecidos do público – como Andrea Beltrão, Pedro Paulo Rangel, Daniel de Oliveira, Maria Flor, Dan Stulbach, Regina Casé, Débora Falabella, Rodrigo Santoro, Paulo Betti. Havia também muita gente nova ou vinda do teatro: Gero Camilo, Maria Helena Chira, Juliano Cazarré, Antônio Fragoso, a própria Cecília, entre muitos outros. O destaque foi a volta de Felipe Camargo, que andava longe da TV e fez o protagonista.

As gravações aconteceram no Teatro Municipal de São Paulo, em outros pontos da cidade e em estúdios, onde uma réplica do palco principal do teatro foi cuidadosamente construída.

Som e Fúria foi eleita pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) a melhor minissérie de televisão em 2009. Felipe Camargo foi premiado como melhor ator do ano.

Em novembro de 2009 chegou às lojas o DVD da minissérie.

A trilha sonora foi assinada por Ron Sures. Já a adicional ficou sob a responsabilidade de Ed Cortes.

Músicas adicionais:
AVENTURAS E ESPADAS
SARA & PATRICK
MORGUE BLUES (ritmo)
DANTE AO PIANO
TRISTE PIANO

Fonte: site Memória Globo.

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