Sinopse

A história da violenta paixão de uma moça por um homem que desdenha seu amor.

Tupi – 20h
de 21 de dezembro de 1951 a 8 de fevereiro de 1952
15 capítulos

escrita e dirigida por Wálter Forster

WÁLTER FORSTER
VIDA ALVES
LIA DE AGUIAR
JOSÉ PARISI
NÉA SIMÕES
DIONÍSIO AZEVEDO
LIMA DUARTE
JOÃO MONTEIRO
TÂNIA AMARAL
ASTROGILDO FILHO

1951. A televisão brasileira havia inaugurado há um ano: TV Tupi de São Paulo. Por vontade de seu então diretor artístico, o jovem Cassiano Gabus Mendes, a televisão deveria seguir uma direção assemelhada à do cinema, ou à dramaturgia. Foi criado então o Grande Teatro Tupi e o TV de Vanguarda. Os dois, fortemente apoiados em textos célebres, em escritores importantes, tendo sido adaptados os maiores nomes da literatura universal. (*)

Wálter Forster foi o primeiro a falar em “telenovela”, uma versão para televisão da radionovela, que era sucesso na época. O produto começou acanhado, apresentado ainda ao vivo, duas vezes por semana. A princípio, um produto menor, foi crescendo com o passar do tempo e tomou a proporção que tem hoje. (*)

Famosa por ter sido a primeira telenovela brasileira, Sua Vida Me Pertence estreou em dezembro de 1951 mas ainda não era diária – a primeira telenovela diária só foi ao ar doze anos depois, em 1963: 2-5499 Ocupado, produzida pela TV Excelsior.

Sua Vida Me Pertence foi exibida em quinze capítulos com vinte minutos de duração cada, transmitidos duas vezes por semana: terças e quintas-feiras, às 20 horas.

Wálter Forster, Lia de Aguiar e Vida Alves formavam o triângulo amoroso da história. (**)

Nessa produção ocorreu o primeiro beijo da telenovela brasileira. Um verdadeiro tabu na época, o que gerou muita discussão. Mas não era um beijo como estamos acostumados a ver. Na verdade, não passou de um inocente “selinho” entre os protagonistas, interpretados por Wálter Forster e Vida Alves.

O beijo era tabu não apenas para o público, mas também entre os artistas. “Antigamente, não se beijava no teatro, cinema, na televisão, nem no jardim de casa quando o pai saía”, lembrou Vida Alves. Para a cena acontecer, o autor e protagonista Wálter Forster foi pessoalmente conversar com o marido de sua colega de elenco (Vida), um engenheiro italiano que não se opôs à ousadia de sua mulher, depois de ouvir todas as explicações, ter a garantia de que não haveria ensaio e de que os movimentos durante a cena seriam absolutamente técnicos. (***)

A trama contou com dois cenários: um reproduzindo um quarto e o outro, um jardim de uma praça. (**)

(*) Revista PRÓ-TV, edição nº 96, dezembro de 2011.

(**) De Noite Tem… Um Show de Teledramaturgia na TV Pioneira, Mauro Gianfrancesco e Eurico Neiva, Giz Editorial, 2007.

(***) Biografia da Televisão Brasileira, Flávio Ricco e José Armando Vannucci, Matrix Editora, 2017.

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