Sinopse

Esta é a história da fundação de uma cidade no sul da Bahia numa época em que as plantações de cacau eram adubadas com sangue. A disputa pela terra e pelo domínio político entre os coronéis Boaventura Amaral e Elias Daltro.

Tudo começa quando Natário da Fonseca quer deixar de ser um simples jagunço para virar coronel. Natário se destaca comandando o “grupo” de Boaventura. Com esse destaque, ele ganha a patente de Capitão e, com isso, algumas terras. Natário começa a plantar cacau e incentiva a fundação de uma nova cidade cujo nome será Tocaia Grande, palco de conflitos com os coronéis de Itabuna que querem continuar dominando a região e não admitem a ascensão de Natário.

No meio da disputa, surge a prostituta Júlia Saruê, que é perseguida pelos coronéis. Júlia tem quatro filhos, que abandonou quando estes eram pequenos. Entre eles, Sacramento, Ressú e Bernarda. Ressú fora criada com o padre Mariano em Itabuna. Apaixonada pelo cego Coronel Felipe Sampaio, a moça vive com ele o romance central da história. Bernarda é apaixonada por Natário, que, juntamente com sua esposa Zilda, foi quem a criou. Com a morte de sua esposa, Natário fica livre e cai nos braços de Bernarda. E Sacramento é a alegria do Coronel Boaventura, que ao morrer pede a Natário que se encarregue da moça encaminhando-a da melhor forma possível.

Mas a morte do Coronel Boaventura traz a Tocaia Grande o seu filho, Venturinha, que é obrigado a largar de sua boa vida na Europa, regressar para casa, e assumir as finanças e a política deixadas pelo pai. Ao saber que o Capitão Natário não irá mais lhe assessorar, pois o seu compromisso era com o pai e com a morte dele cessou suas obrigações, Venturinha se revolta e vai à cata de vingança.

Manchete – 21h30
de 16 de outubro de 1995
a 10 de setembro de 1996
236 capítulos

escrita por Duca Rachid, Mário Teixeira e Marcos Lazarini
supervisão de texto de Wálter George Durst
baseada no romance homônimo de Jorge Amado
direção de Wálter Avancini, Régis Cardoso, João Camargo, J. Alcântara e Jacques Lagoa
direção geral de Wálter Avancini

Novela anterior
74.5 – Uma Onda no Ar

Novela posterior
Xica da Silva

ROBERTO BONFIM – Natário da Fonseca
CARLOS ALBERTO – Coronel Boaventura Amaral
TÂNIA ALVES – Julia Saruê
GABRIELA ALVES – Sacramento
TAÍS ARAÚJO – Bernarda
GIOVANNA ANTONELLI – Ressú
VICTOR WAGNER – Coronel Felipe Sampaio
DALTON VIGH – Venturinha
LEONARDO VILLAR – Coronel Elias Daltro
GÉRSON BRENNER – Pedro Cigano
JOSÉ DUMONT – Né Cachorrão
ANTÔNIO POMPEO – Robustiano
DENISE DEL VECCHIO – Jacinta
ÂNGELA LEAL – Zilda
PATRÍCIA LUCCHESI – Maria Mocinha
REGINA RESTELLI – Gringa
JOANA LIMAVERDE – Buriti
ALEXANDRE ZACCHIA – Fadul Abdala
ANA CECÍLIA – Marisca
MIRIAN PIRES – Ernestina
JACKSON COSTA – Aurélio
ANTÔNIO PETRIN – Padre Mariano
EDWIN LUISI – Enoch Morgado
VICK MILITELLO – Dora Pão-de-Ló
SUELY FRANCO – Marcolina
LOU MODESTO – Belinha
TIÃO D’AVILLA – João Lírio
LUCIANA PALHARES – Morena
GEÓRGIA GOMIDE – Ludmila
ISAAC BARDAVID – Jamil Scaff
SUZANA PIRES – Arusa
ROBERTO FROTA – Mestre Rosa
MARIA CEIÇA – Rufina
IVAN DE ALMEIDA – Tobias
LAERTE MORRONE – Barão de Itauçú
BÁRBARA FAZIO – Maria Claude (Baronesa Itauçú)
MARCO MARCONDES – Terêncio
BENVINDO SIQUEIRA – Lupicínio Larora
JOÃO SIGNORELLI – Agnaldo
CARLA REGINA – Diva
TINA FERREIRA – Ana
MARCELO PICCHI – Pif Paf (Aristides)
CÍNTIA RACHEL – Alta Rosa
ELIANE NARDUCCI – Caetana
TIÊ ALVES – Conceição
JORGE EDUARDO COSTA
IBANÊZ FILHO – Coronel Ilídio
CLÁUDIO MAMBERTI – Dodô Pó-de-Arroz
HENRIQUE CÉSAR – Dr. Eusébio
LUÍS MAGNELLI – Florêncio
NILDO PARENTE – Frei Théo
ALCIONE MAZZEO – Irmã Auxiliadora
NEUZA AMARAL – Madre Maria de Jesus
LÉA GARCIA – Isabel
SIMONE CARVALHO – Jussara Rabad
MARCOS WAIMBERG – Klaus
SERAFIM GONZALEZ – Kurt
TÂNIA BÔSCOLLI – Lia
ELIANE OVALLE – Madeleine
IZA DO EIRADO – Maria Gina
SOLANGE COUTO – Sabina
MARCÉLIA CARTAXO – Vangé
LUCIENE ADAMI – Zezinha
NÚBIA DE OLIVEIRA – Mimi
NELSON FREITAS – Adão Valadares / Olímpio Damião
ALEXANDRE MORENO – Castor
MARIA CLARA – Cotinha
ROZANA PRAZERES SOARES – Sinhá Dadinha
REJANE DE MORAES – Zu
EVANDRO LEANDRO – Zé Amâncio
CLAUDIONEY PENIDO – Cravo Preto
RONNIE MARRUDA
LUCIANA COSTA
SUZANNE SEIXAS
MAGDA PUCCI
JOYCE DE OLIVEIRA
FERNANDA AZEVEDO
WÂNIA ACAIABA
KÁTIA REIS
NILZA MONTEIRO
THÉO MACHADO – Nando

Adolpho Bloch, dono da Rede Manchete, contratou o experiente diretor Régis Cardoso para cuidar da reimplantação do núcleo de teledramaturgia da emissora, que não produzia desde o fracasso de Amazônia (1991-1992). A história escolhida para estrear o novo ciclo foi Tocaia Grande, baseada no romance de Jorge Amado.

Bloch apostou na novela e desembolsou cerca de 8 milhões iniciais na confecção de figurinos, cenários, construção de uma cidade cenográfica e novos profissionais. Esta seria a grande esperança do empresário da Manchete para voltar a produzir grandes novelas e alavancar a audiência da emissora. Bloch acabou falecendo um mês depois da estreia de Tocaia Grande (em 19/11/1995).

A novela não obteve os resultados que a Manchete esperava. Os altos custos de produção e a audiência baixa (na casa dos 3 pontos) levaram, depois de dois meses da trama no ar, à demissão de Régis Cardoso e sua substituição por Walter Avancini, tanto no comando da novela quanto do núcleo de teledramaturgia.

As providências do novo diretor foram rápidas. Primeiro trouxe Walter George Durst, com quem já trabalhara, para chefiar a roteirização dos capítulos – ele já havia adaptado para a TV outros romances de Jorge Amado: Gabriela (1975) e Terras do Sem Fim (1981-1982). De uma só vez, Avancini e Durst agilizaram a história, incluíram novos personagens, enxugaram o elenco – que possuía cerca de 74 personagens – e incluíram muito erotismo às cenas. Os resultados vieram rápido. A novela obteve uma audiência de 10 pontos em média.

De um modo geral, o rendimento da novela foi bom. Os 22 pontos sonhados por Adolpho Bloch não poderiam ser conseguidos, pois, nessa época, a Manchete não tinha mais um público cativo. Era necessário “reatrair” esse telespectador, para que ele voltasse a confiar na emissora e se fixasse novamente nela.
A novela substituta, Xica da Silva, estreou com uma audiência de 17 pontos, só conseguido através do público que assistia Tocaia Grande. A novela também significou a volta dos faturamentos e créditos ao canal. Durante os onze meses em que esteve no ar, vários programas começaram a ser produzidos e, ao final da novela, a programação da Manchete já era bem diferente da de outubro de 1995, quando Tocaia Grande estreou.

Pela primeira vez na história da Justiça do Trabalho, uma novela foi dada como garantia para pagamento de dívidas. Em processo movido, em 1998, por funcionários da extinta Manchete contra os antigos donos da rede, a empresa Bloch Som e Imagem ofereceu Tocaia Grande como bem de penhora, avaliado em R$ 5 milhões. “É um procedimento inédito”, disse a advogada Cláudia Durães, que representava os sindicatos dos Jornalistas e Radialistas do Rio, que moveram ação contra a Manchete no valor de R$ 200 milhões.

As cenas externas foram gravadas na cidade cenográfica de Maricá, onde a Itabuna dos anos 1920 foi fielmente retratada. As internas eram geradas do Complexo de Água Grande, onde estavam montados mais de 80 cenários para a superprodução.

Jorge Amado foi o autor mais adaptado para televisão. Além de Tocaia Grande: Gabriela (1975), Terras do Sem Fim (1981), Tenda dos Milagres (1985), Tieta (1989), Capitães da Areia (1989), Tereza Batista (1992), Dona Flor e Seus Dois Maridos (1998), e Porto dos Milagres (2001 – adaptação dos romances Mar Morto e A Descoberta da América pelos Turcos), e Pastores da Noite (2002).

Tema de Abertura: O VENTO – Oswaldo Montenegro

O vento da vingança é o furacão…
O vento…
Escora de Goiás, furacão
O vento…

O vento da vingança é o furacão…
Os atos, os levo daqui do chão
Trás minha vida
Esperam…
Espera…
Tocaia…

Veja também

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Terras do Sem Fim

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Gabriela (1975)

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Tenda dos Milagres

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Tieta