Sinopse

A saga dos três irmãos Villas Bôas, que embarcam em uma aventura heroica por um Brasil até então desconhecido e deixam como legado o Parque Nacional do Xingu, marco na preservação da cultura indígena. Cláudio (João Miguel), Orlando (Felipe Camargo) e Leonardo (Caio Blat), três jovens com sede de aventura, se alistam na expedição “Roncador-Xingu”, criada em 1944, no primeiro governo de Getúlio Vargas, para facilitar o processo de interiorização do Brasil.

Por serem letrados, não são aceitos na primeira tentativa, já que os sertanejos eram o alvo do projeto. Se passando por analfabetos, infiltram-se entre os recrutados e seguem sertão adentro para ocupar a região. Depois de um tempo, se dá o primeiro contato com os indígenas e eles descobrem uma nova civilização. Com sua liderança, aos poucos ganham a confiança dos índios. Encantam-se com o modo de vida deles, mas também se espantam com o impacto que o contato com os brancos causa nas aldeias.

Globo – 23h15
de 25 a 28 de dezembro de 2012
4 capítulos

roteiro de Cao Hamburger e Anna Muylaert
direção de Cao Hamburger
direção de núcleo de Guel Arraes
coprodução da Rede Globo com a O2 Filmes

JOÃO MIGUEL – Cláudio
FELIPE CAMARGO – Orlando
CAIO BLAT – Leonardo
MARIA FLOR – Marina
AUGUSTO MADEIRA – Noel
FÁBIO LAGO

Versão para a TV do filme de Cao Hamburger, exibida como microssérie (4 capítulos). Fez parte da programação especial de fim de ano em 2012, na Globo.

A edição para a televisão teve uma apresentação para introduzir cada um dos quatro episódios, além de uma nova narração, feita pelo ator João Miguel.

Inspirado na história real dos três sertanistas, os irmãos Villas Bôas, Xingu, o filme, foi dirigido por Cao Hamburger a convite de Fernando Meirelles, da O2 Filmes, que produziu o longa e recebeu o projeto das mãos do filho de Orlando Villas-Bôas.

Para a TV, a microssérie recebeu algumas adaptações e apresentou cenas inéditas:
“A gente fez um trabalho de edição que deixou a série com cara de TV de primeira qualidade: tem emoção, romance e aventura, além de cenas que não entraram no filme. Eu admiro muito a coragem da TV Globo, porque Xingu fala de coisas que a gente não está acostumado a ver na televisão”, disse Cao Hamburger.

A maioria das cenas foi rodada no Tocantins, com belas imagens aliadas à fotografia de Adriano Goldman e à trilha sonora de Beto Villares.

Para dar ainda mais veracidade à obra, os personagens indígenas foram interpretados pelos próprios índios. A equipe precisou ganhar a confiança dos índios, assim como os irmãos Villas Bôas fizeram na vida real.

Para gravar Xingu, os atores passaram dez dias morando com os índios na reserva, completamente imersos na cultura indígena.

Em entrevista, Caio Blat falou sobre as dificuldades enfrentadas durante as gravações de Xingu:
“Andamos por estradas isoladas, ficamos sem contato com o mundo, passamos fome no meio da mata, mas estávamos dispostos a viver isso.”
“Xingu sempre fez parte do meu imaginário, desde a infância. Meu padrinho participou da expedição e me contava muitas histórias. Foi um presente para ele eu ter participado do filme”

Felipe Camargo, sobre o que aprendeu com esse contato com os índios:
“Eles não são selvagens, nem um pouco. Eles tem uma civilização adiantadíssima. A diferença é que eles não tem ambição.”

João Miguel contou que era tratado como se fosse o próprio Cláudio Villa Bôas:
“Eles me chamavam de uma palavra indígena que significa olho de vidro, do mesmo jeito que chamavam o Cláudio.”

Maria Flor resumiu sua experiência:
“Foi muito interessante. Fiquei no Xingu por dez dias e tivemos uma imersão na tribo: comemos, dançamos e dormimos com os índios. Foi muito bonito!”

Na sequência, em janeiro de 2013, a Globo apresentou outra microssérie adaptada de um filme: Gonzaga, de Pai para Filho.

A novela Aritana (TV Tupi, 1978-1979), de Ivani Ribeiro, também abordou a problemática do índio brasileiro.

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