Sinopse

Maria da Paz (Juliana Paes) vem de uma família de justiceiros profissionais, os Ramirez, da cidade de Rio Vermelho, Espírito Santo. Desde pequena, ela mantém o hábito de ficar na cozinha ao lado de sua avó, Dulce (Fernanda Montenegro), com quem aprendeu a fazer bolos. Essa rotina a seduz mais do que as atividades impostas pelo pai, Ademir (Genézio de Barros), que quer transformá-la em uma justiceira.

Na década de 1990, Maria conheceu e se apaixonou por Amadeu (Marcos Palmeira), advogado formado em Vitória, porém membro do clã rival nos negócios dos Ramirez, os Matheus. Quando descobre que vem de famílias rivais, o casal, para viver o romance, sugere um pacto de paz e consegue marcar o casamento. Porém, no altar, Amadeu leva um tiro e, após a tragédia, os Matheus prometem vingança contra os Ramirez.

As primeiras vítimas são Fabiana (Maria Clara Baldon) e Virgínia (Duda Batista), sobrinhas de Maria, filhas de sua irmã Zenaide (Maeve Jinkings). Vicente (Álamo Facó), irmão de Amadeu, fica encarregado de dar fim nas meninas, mas só consegue capturar Fabiana e, sem coragem, a deixa em um convento. Ao saber do sumiço de Fabiana, Zenaide e Virgínia fogem para Vitória e uma nova tragédia acontece: a menina se separa da mãe e se perde.

Jurada de morte, Maria foge para São Paulo e é acolhida na casa de Marlene (Suely Franco), começando uma nova vida com a promessa de reencontrar as sobrinhas. Com o passar do tempo, recebe a notícia da morte de Amadeu, sem saber que a mentira é um acordo entre sua mãe Evelina (Nívea Maria) e a mãe dele, Nilda (Jussara Freire), que decidem dizer para ambos que os dois estão mortos.

Se não bastasse o sofrimento pela “morte” do amado, Maria se vê grávida e sem emprego. Como forma de sustento, começa a vender bolos que ela mesma faz. O negócio dá tão certo que, vinte anos depois, Maria tornou-se uma bem-sucedida dona de uma cadeia de confeitarias. Vive ao lado da filha, Josiane (Agatha Moreira), que cultiva desprezo pela mãe, critica seu comportamento e aparência e odeia o próprio nome.

Jô – como Josiane prefere ser chamada – precisa da mãe para realizar o sonho de se tornar uma digital influencer e, para conquistar a projeção social que deseja, articula um plano com Régis (Reynaldo Gianecchini), um playboy de família tradicional. A jovem o apresenta para a mãe e arma o casamento entre eles para tomar o dinheiro dela. Maria sequer imagina que a união pode colocar em risco seu patrimônio conquistado com tanta luta.

Jô ainda faz de tudo para se aproximar da famosa Vivi Guedes, filha adotiva do casal Otávio (José de Abreu) e Beatriz (Natália do Vale) que se tornou uma conhecida digital influencer. Jô não imagina que ela é sua prima desaparecida Virgínia. Já Fabiana, descobre o paradeiro da irmã ao vê-la na televisão com um amuleto dado de presente pela avó. Ela muda-se então para São Paulo a fim de recuperar a vida que não teve.

A princípio, Fabiana não revela o parentesco com Virgínia, afinal, tem inveja da irmã bem-sucedida. Quem também se muda para São Paulo é Amadeu, que, após se recuperar do tiro que levou com a ajuda da fisioterapeuta Gilda (Heloísa Jorge), casou-se com ela certo de que sua Maria morreu. Na metrópole, ele pretende exercer seu ofício de advogado. E é lá que o casal protagonista se reencontra e reacende o amor do passado.

Globo – 21h
estreia: 20 de maio de 2019

novela de Walcyr Carrasco
escrita com Nelson Nadotti, Márcio Haiduck e Vinicius Vianna
direção de André Barros, Bernardo Sá, Bruno Martins Moraes, Caetano Caruso e Vicente Kubrusly
direção geral de Luciano Sabino
direção artística de Amora Mautner

Novela anterior no horário
O Sétimo Guardião

JULIANA PAES – Maria da Paz Ramirez
MARCOS PALMEIRA – Amadeu Matheus
AGATHA MOREIRA – Jô (Josiane)
REYNALDO GIANECCHINI – Régis
PAOLLA OLIVEIRA – Vivi Guedes (Virgínia)
SÉRGIO GUIZÉ – Chiclete (Ricardo)
NATHALIA DILL – Fabiana
CAIO CASTRO – Rock
MARCO NANINI – Eusébio
ROSI CAMPOS – Dodô (Doroteia)
ARY FONTOURA – Antero
SUELY FRANCO – Marlene
LEE TAYLOR – Camilo
MÔNICA IOZZI – Kim
ANDERSON DI RIZZI – Márcio
HELOÍSA JORGE – Gilda
MALVINO SALVADOR – Agno
DEBORAH EVELYN – Lyris
NATHALIA TIMBERG – Gladys
JOSÉ DE ABREU – Otávio
NATÁLIA DO VALLE – Beatriz
ROSAMARIA MURTINHO – Linda
NÍVEA MARIA – Evelina
BETTY FARIA – Cornélia
TONICO PEREIRA – Chico
GLAMOUR GARCIA – Britney (Rarisson)
PEDRO CARVALHO – Abel
LUCY RAMOS – Silvia
ROSANE GOFMAN – Ellen
RAFAEL QUEIROZ – Rael
CÉSAR FERRARIO – Adão
GUILHERME LEICAM – Mão Santa (Júnior)
BRUNO BEVAN – Zé Hélio
CAROL GARCIA – Sabrina
JOÃO GABRIEL D´ALELUIA – Carlito
MEL MAIA – Cássia
RAINER CADETE – Téo
OSVALDO MIL – Cosme
DUIO BOTTA – Jardel
SAMIRA LOCHTER – Sueli
BERNARDO DANTAS – Nilson
JARDEL CAMELO – Beto
LUCIANA FERNANDES – Jenifer
BETTO MARQUE – Tonho
BRUNO BARBOZA – Eurico
CHAN SUAN – Naomi
GLÁUCIO GOMES – Nicolas
THIAGO TOMÉ – Adriano
FERNANDO ZILI – André
DANI GUIMARÃES – Lígia
e
ÁLAMO FACÓ – Vicente (irmão de Amadeu)
ALICE JARDIM – Sabrina (criança)
ALLEXANDRE COLMAN – Rock (criança)
ANA BARROSO – Josiane (mulher de Aírton, madrinha de Maria da Paz, a ajuda a fugir para São Paulo)
ANDRÉ SALVADOR – delegado que interroga Eusébio e Cornélia, presos em um supermercado roubando
ÁUREA MARANHÃO – Ticiana (irmã de Amadeu)
BERNARDO AMIL – Júnior (criança)
CAMILA COUTINHO como ela mesma, no programa “Encontro” de Fátima Bernardes
CYNTHIA SENEK – Edilene (filha de Cosme, empregada na casa de Otávio, morre no início)
DEIWIS JAMAICA – colega de Camilo na delegacia, vê fotos sensuais de Vivi e faz comentários
DIONÍSIO NETO – Hélcio (primo de Maria da Paz, marido de Zenaide, pai de Virgínia e Fabiana)
DUDA BATISTA – Virgínia (criança)
DUDU BERTHOLINI como ele mesmo, no programa “Encontro” de Fátima Bernardes
ELIANE NARDUCHI – encomenda a Maria da Paz um bolo vermelho
EMÍLIO MOREIRA – Aírton (marido de Josiane, padrinho de Maria da Paz, a ajuda a fugir para São Paulo)
FÁTIMA BERNARDES como ela mesma, em seu programa “Encontro”, que teve a participação de Vivi Guedes
FERNANDA MONTENEGRO – Dulce (avó de Maria da Paz)
FERNANDO EIRAS – padre, primo de Marlene, ajuda Maria da Paz a fugir para São Paulo
FLÁVIO BISNETO – Zé Hélio (criança)
FLÁVIO SIQUEIRA – Jacques (estilista que faz o vestido de noiva de Vivi)
GENÉZIO DE BARROS – Ademir Ramirez (pai de Maria da Paz, morre no início)
GUSTAVO PIASKOSKI – Murilo (testemunha o assassinato do primo pelos Matheus)
ISMAEL CANEPPELE – Murilo (mais velho)
JOÃO BOURBOUNAIS – padre que ajuda Fabiana quando ela chega a São Paulo
JOSÉ KARINI – delegado em Vitória para quem Ademir denuncia o desaparecimento de Vivi e a morte de Zenaide
JUSSARA FREIRE – Nilda (mãe de Amadeu)
KEFF OLIVEIRA – colega de Camilo na delegacia, vê fotos sensuais de Vivi e faz comentários
LUIZ CARLOS VASCONCELOS – Miroel Matheus (pai de Amadeu)
LUIZ EDUARDO TOLEDO – Rael (criança)
LUIZ FELIPE MELLO – Ricardo (criança)
MAEVE JENKINGS – Zenaide (irmã de Maria da Paz, mãe de Virgínia e Fabiana)
MANU FERNANDES – Zenaide (criança)
MÁRCIO RICCIARD – delegado, preocupa-se com Camilo quando ele se aborrece com os comentários do colegas sobre Vivi
MARIA CLARA BALDON – Fabiana (criança)
MARIA SILVIA RADONILLE – Berenice (mulher de Adão, mãe adotiva de Júnior)
MARIANO JÚNIOR – Sávio (garçom da pizzaria onde Fabiana marca encontros com Agno)
MIRELLA SABARENSE – Maria da Paz (criança)
PATRÍCIA PALHARES – freira que acolhe a menina Fabiana no convento
REGINA SAMPAIO – madre que acolhe a menina Fabiana no convento
THÉO ALMEIDA – Rrisson (criança)
VANDERSON PETÃO – policial na delegacia de Camilo, quando Maria da Paz depõe após o atentado que sofreu
VICTOR AGUIAR – Hélcio (criança)
WAGNER BRANDI – com Régis no cassino
Maura (amiga de Gilda a quem ela pergunta sobre os sintomas de sua doença, para enganar Amadeu)
Mesquita (agiota que empresta dinheiro a Régis)

Partiu das artes plásticas, da fotografia e do cinema a inspiração para a diretora artística Amora Mautner e as equipes de direção de arte e de cenografia desenvolverem a estética de A Dona do Pedaço.
“Fomos para uma estética mais pop no sentido de ter brilho, cor e alegria. A forma que vem, desde a fotografia, paleta de cores até as texturas, a volumetria, eu comecei a pensar a partir do tom e da dramaturgia que tem ali. Como a história é de esperança, felicidade, otimismo, luta (…), traduzimos isso em imagem com uma estética mais épica, realista em alguns momentos. (…) Minhas referências foram os filmes de melodrama. Tem um diretor que se destaca (…) o Douglas Sirk”, disse Amora na época do lançamento da novela.
“Os Irmãos Coen estão na junção das estampas e nas questões geométricas e florais. Assim como o (David) Lynch na intensidade de cores, nos enquadramentos dos carros e na maneira de ver as estradas. Tem muita coisa que é inspirada nas fontes de onde fomos bebendo, além de juntar com a nossa imaginação”, explicou o diretor de arte Valdy Lopes.

A novela se inicia com um prólogo, na década de 1970. Ainda no primeiro capítulo, uma passagem de tempo de cerca de 20 anos situa a trama na primeira fase. No início da segunda semana da novela, outros 20 anos se passam, e a novela chega a 2019.
“Temos fases distintas e o desafio de diferenciá-las. Optamos por marcar, por exemplo, pelos carros, que são de época, assim como alguns utensílios de cozinha. Mas sem levantar uma bandeira tão datada de ‘estamos nos anos 1970, 1990 e nos 2000 atuais’. É uma passagem sutil. Mas as paletas vermelha e azul, dos Ramirez e dos Matheus, respectivamente, vão passar pela novela inteira”, contou Valdy.

A dualidade dos clãs protagonistas pode ser percebida por meio de marcações que envolvem antagonismos como quente x frio, estampado x liso.
“É bem sutil. Os Matheus usam jeans escuro, marrom escuro e azul e os Ramirez, tons mais terrosos e vermelhos. Por isso, a casa deles tem o telhado vermelho, assim como as janelas são marcadas com a mesma cor. (…) E uma coisa que unifica tudo isso é a paisagem dourada que a gente criou”, comentou Valdy.

As gravações começaram em locações no Rio Grande do Sul, nas cidades de Jaguarão, Nova Esperança do Sul e São Gabriel, onde a equipe e o elenco passaram cerca de 30 dias. Lá foram gravadas as principais cenas dos sítios dos Ramirez e dos Matheus, alguns conflitos entre as famílias, os primeiros encontros de Maria da Paz (Juliana Paes) e Amadeu (Marcos Palmeira) e parte do casamento. No Rio Grande do Sul, a equipe concentrou esforços em três universos: as duas fazendas das famílias e a igreja. A opção de gravar no Sul foi feita por apresentar um cenário sem relevo, um horizonte linear e céu absoluto para contar a história de duas famílias que vivem isoladas, na cidade fictícia de Rio Vermelho.

Ainda nas locações do Sul, incontáveis quilômetros quadrados do set foram cobertos de feno para imprimir uma paisagem árida. Esses fenos também foram trazidos para o Rio de Janeiro por causa da continuidade das cenas nos estúdios.
“Recorremos aos fenos porque o verde para a gente não era o ideal. E o cenário ganhou também uma enorme e frondosa árvore cenográfica, produzida especialmente para novela, em frente à casa dos Ramirez. Essa árvore é um ícone dentro da trama”, disse Valdy.

A decoração das casas das famílias também recebeu um tratamento especial das equipes de direção de arte e de cenografia. Para ganhar um aspecto de envelhecidas, no caso da primeira fase, elas foram revestidas internamente com papel de parede. Foram colocadas luzes fluorescentes tanto dentro quanto fora, nas fachadas das residências.
Na segunda fase, em São Paulo, a novela manteve uma estética pop por meio de intervenções pontuais em locações-chave.
“O apartamento da Maria da Paz, em São Paulo, tem um vermelho muito presente. A encomenda é que a gente faça um melodrama pop, por isso também decidimos trabalhar com muita estampa e alguns exageros”, afirmou a cenógrafa Anne Bourgeois.

A primeira casa que Maria da Paz adquiriu com o dinheiro de seu trabalho entrega muito de sua personalidade. Já a segunda residência, para onde ela se mudou por influência de Régis (Reynaldo Gianecchini) e Josiane (Agatha Moreira), é um verdadeiro palacete, com o qual não se identifica.
“A primeira casa é exuberante como ela. É um apartamento amplo, com uma foto dela imensa na parede, peças de decoração de animais, detalhes em dourado. Não é um estilo kitsch, é over mesmo. Mas tem a cara dela, foi feita de acordo com o gosto dela, são as coisas que ela comprou”, explicou Anne Bourgeois, para, em seguida, conceituar a outra morada da protagonista: “A mansão é decorada por um arquiteto. E, ao chegar, Maria não sabe se relacionar com aquilo tudo. Fica catatônica com o sofá caríssimo. Não entende aquele minimalismo, sequer sabe usar as louças e os acessórios do banheiro.”

Duas cidades cenográficas foram erguidas nos Estúdios da Globo reproduzindo os tradicionais bairros paulistanos do Bixiga e dos Jardins. Por lá, ficam as fachadas das casas de Antero (Ary Fontoura), Marlene (Suely Franco) e Dorotéia (Rosi Campos), além de shopping center, academia, restaurantes e da fábrica de bolos. Dentro dela, no mezanino, fica o escritório de Maria da Paz, com uma visão geral de todo o processo de produção de seus bolos. São 4600m² só na parte do Bixiga e mais 3800 m² nos Jardins.

Assim como na cenografia e na direção de arte, referências do cinema também foram usadas pelas equipes de caracterização e de figurino. Uma atmosfera que mistura referências dos Irmãos Coen, Quentin Tarantino e Wes Anderson habita a novela em suas diferentes etapas.
“A Dulce é descendente de ciganos espanhóis, que vieram de Granada, então, no prólogo, ela usa uns acessórios meio grandes, está com um colo mais aparente (…) A paleta de cor é toda nesses tons dos laranjas, avermelhados, vinhos”, comentou a figurinista Claudia Kopke.

A equipe também trabalhou a evolução do figurino com a passagem do tempo. A partir do momento em que toma as rédeas da própria vida em São Paulo, a referência para Maria da Paz tem muito das musas latinas, como Eva Mendes e Penélope Cruz, até chegar nas divas italianas Sofia Loren e Mônica Belucci.
“A inspiração é nos anos 1950, pós-guerra. A mulher que fica sozinha por anos, com o marido na guerra. É uma mulher que quer parecer bonita e sensual e, ao mesmo tempo, tem o seu quê maternal, cuida da família, deixa os filhos prontos para receber o marido que está voltando. E ela tem muito essa relação com a filha Josiane (Agatha Moreira), com a casa. Faz bolo, dá comida, alimenta as pessoas. É um pouco esse imaginário”, definiu a figurinista Sabrina Moreira. Quando chega a 2019, entra no figurino da protagonista o pink, que também é quente.

Em contraponto está o figurino dos Matheus. Por ser, dentro da história, a família que mata mais, sem propósito, seus integrantes vão se vestir com tons mais frios, lisos e com pouca estampa. E Amadeu começa a trama com uma leve pegada sertaneja, que é deixada para trás ao longo da novela.
“O Amadeu tem uma pegada meio ‘Marlboro Man’, galãzão, por quem a Maria da Paz deve suspirar. Régis (Reynaldo Gianecchini) é meio um oposto, nesse sentido. Ele é um mauricinho-gato, com uma referência mais italiana, o cara que levaria ela para comer bem, conhecer o melhor da noite paulistana. E o outro mexe com os instintos dela”, pontuou Sabrina.

Outro look de destaque é o da it girl Vivi Guedes (Paolla Oliveira). Com um visual que tem o poder de influenciar toda uma geração, o figurino da personagem também faz jus à beleza de sua intérprete.
“Vamos manter um perfil da mulher mais voluptuosa. Tem um quê de Kardashian, por ela assumir as curvas e o próprio corpo. Mas não estamos usando essa inspiração para as roupas dela. Vivi usa pouco acessório. É monocromática, apresenta uma silhueta mais seca, mas tem muito brilho, strass e roupas de látex”, explicou Sabrina.
Ainda no núcleo das influenciadoras, Josiane (Agatha Moreira), antes de engrenar como influencer, não tem um estilo próprio. Só depois de contratar Kim (Monica Iozzi) é que vai ter seu visual completamente repaginado.

Já o núcleo dos moradores de rua da trama apresenta um conceito visual carregado de irreverência. O Eusébio (Marco Nanini) veste calças e camisas de pijamas no dia a dia. A Cornélia (Betty Faria) é mais assanhada, tem um pouco de crochê, estampa, tricô, legging, umas bijuterias de plástico, bem popular.
“O figurino deles é bem engraçado. Essa família é trabalhada na sobreposição, na mistura de cores, estampas, texturas e camadas. (…) Essa galera morava em um lugar de ocupação, então eles vão ganhando umas coisas, achando no lixo, e vão catando e usando”, explicou Sabrina.

A equipe de caracterização optou por utilizar uma técnica de rejuvenescimento para os atores que atuam no prólogo e na primeira fase.
“É o lifting, que consiste em esticar a pele, exatamente nos pontos onde o cirurgião plástico mexe. São adesivos que você cola na pele da pessoa e puxa. Segura na nuca, no meio do cabelo. Para o personagem que está nas três etapas, faço um trabalho de rejuvenescimento geral para o prólogo, depois, para a primeira fase, é só lateral, para já aparecer um pouquinho de peso de idade. E na segunda etapa, supostamente, vai ter uma mudança de acordo com a história desse personagem, alguns melhoram de vida”, revelou o caracterizador Martín Macías Trujillo.

Uma grande transformação no visual foi pensada para a Maria da Paz. Juliana Paes começa a novela com um aplique e tom de cabelo mais escuro, que muda quando ela enriquece.
“O tom louro marca uma virada financeira na vida dela. Na primeira fase, é mulher batalhadora. Em 2019, já é uma Maria da Paz com dinheiro, mas sem um gosto refinado. Ela tem joias, usa o que acha que é top, com a maquiagem que ela acha que é boa, mistura tudo, muita cor, muito brilho, muito ouro”, explicou a caracterizadora Sumaia Assis.

BAD GUY – Billie Eilish
BEBI LIGUEI – Marília Mendonça
BEIJO GELADINHO – Netinho de Paula
CALIFORNIA DREAMING – Bobby Womack
CHEIA DE MANIAS – Raça Negra
DAYDREAM IN BLUE – IMonster
EARN TO LIVE – Alice Merton
ECOUTE MOI CAMARADE – Rachid Taha
EU SEI – Cai Sahra
EVIDÊNCIAS – Chitãozinho e Xororó
EVIDÊNCIAS – Yasmin Santos
JOLENE – Dolly Parton
LAS VEGAS – Eduardo Queiroz
LOYAL TO ME – Nina Nesbitt
LULLABY LOVE – Roo Panes
ME CHAME DE MY LOVE – Thiago Brava e Gkay
MY SILVER LINING – First Aid Kit
NOBODY MAKES MONEY – Fantastic Negrito
NOTHING BREAKS LIKE A HEART – Miley Cyrus
O´ DEATH – Jen Titus
QUEM TEM O DOM – Jerry Smith e Wesley Safadão
REUNION – Bobbie Gentry
SNAKE CHARMER – Gustavo Bertoni
SÓ O AMOR – Preta Gil e Glória Groove
SÓ VOCÊ E EU – Vanessa da Mata
TÁ ESCRITO – Xande de Pilares
TAKI TAKI – Dj Snake, Ozuna, Selena Gomez and Cardi B
VÉU – Eduardo Queiroz
YIRI YIRI BOUM – Dois Africanos

Tema de Abertura: TÁ ESCRITO – Xande de Pilares

Quem cultiva a semente do amor
Segue em frente e não se apavora
Se na vida encontrar dissabor
Vai saber esperar a sua hora

Às vezes a felicidade demora a chegar
Aí é que a gente não pode deixar de sonhar
Guerreiro não foge da luta, não pode correr
Ninguém vai poder atrasar quem nasceu pra vencer

É dia de sol, mas o tempo pode fechar
A chuva só vem quando tem que molhar
Na vida é preciso aprender
Se colhe o bem que plantar
É Deus quem aponta a estrela que tem que brilhar

Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé
Manda essa tristeza embora
Basta acreditar que um novo dia vai raiar
Sua hora vai chegar!…

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