Sinopse

As confusões provocadas pelo malandro Carlo Bronco Dinossauro, cunhado de Pepino Trapo, o patriarca da família Trapo.

Além do cunhado, Bronco infernizava também a vida da irmã Helena, dos sobrinhos, Verinha e Sócrates, e do insólito mordomo Gordon.

Record
de 1967 a 1971

criação de Nilton Travesso, A.A. de Carvalho, Raul Duarte e Manoel Carlos
roteiros de Carlos Alberto da Nóbrega e Jô Soares
direção de Nilton Travesso, Manoel Carlos e Tuta de Carvalho

RONALD GOLIAS – Carlo Bronco Dinossauro
OTELO ZELONI – Pepino Trapo
RENATA FRONZI – Helena
JÔ SOARES – Mordomo Gordon
CIDINHA CAMPOS – Verinha
RICARDO CORTE REAL – Sócrates

A Família Trapo foi um sucesso da TV Record entre os anos de 1967 e 1971, apresentado sempre aos sábados à noite, liderando a audiência nos três primeiros anos de exibição. Uma animada platéia lotava os teatros da Record e Paramount, em São Paulo para assistirem às gravações do programa. Os ingressos eram cobrados, mesmo assim havia uma grande disputa por um lugar para acompanhar as engraçadas aventuras da divertida e confusa família Trapo – nome extraído da família Von Trapp, do filme A Noviça Rebelde.

Foi premiada com o Troféu Imprensa de melhor programa de televisão em 1967.

A série era gravada ao vivo, numa única sessão, e era inevitável que os improvisos fossem ao ar. Ronald Golias não escolhia lugar para loucuras. Por várias vezes interrompeu os diálogos do programa para ir ao banheiro, sempre avisando: “já volto!” Otelo Zeloni aproveitava a deixa para gozá-lo: “está todo mundo sentindo o cheiro!”. A platéia gargalhava.

Os episódios contaram com a participação de personalidades convidadas, como Jair Rodrigues, Agnaldo Rayol, Hebe Camargo, Agostinho dos Santos, Ronnie Von, Nara Leão e Pelé. É histórica a cena de um episódio com Pelé, que humildemente recebeu lições de futebol de Bronco.

Dizem que a TV Record dispõe de apenas dois episódios, os demais teriam se perdido em incêndios, ou sido desgravados para reaproveitamento de fitas.

O personagem Bronco, de Ronald Golias, foi criado para a rádio em 1955. Na TV, depois da Família Trapo, o ator reviveria o papel no programa humorístico Super Bronco (Globo, 1979) e nas séries Bronco (Bandeirantes, 1987) e Meu Cunhado (SBT, 2004).

O formato do programa – série humorística gravada em teatro com platéia, onde o cenário é um apartamento de uma família trapalhona – também seria usado em outros dois programas de sucesso: Bronco (Bandeirantes, entre 1987 e 1990) e Sai de Baixo (Globo, entre 1996 e 2002).

Veja também

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Super Bronco

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Sai de Baixo

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Meu Cunhado