Sinopse

Entre os problemas dos escravos das Antilhas do passado, no início do século XIX, a figura de uma senhora branca, denominada Gata, se faz respeitar e desperta paixões violentas.

Tupi – 20h
de 11 de maio a 2 de julho de 1964

novela de Ivani Ribeiro
baseada no original de Manuel Muñoz Rico
direção de Geraldo Vietri

Novela anterior no horário
Alma Cigana

Novela posterior
Se o Mar Contasse

MARISA WOODWARD – Adriana, a Gata
RITA CLEÓS – Mercedes
LIMA DUARTE – Barrabal
ELÍSIO DE ALBUQUERQUE – Bráulio
ALTAIR LIMA – Rodrigo
DALMO FERREIRA – Domingos
VIDA ALVES – Paula
GEÓRGIA GOMIDE – Zulima
NÉA SIMÕES – Isabel
EDUARDO ABBAS – Delacroix
NORAH FONTES – ama de Adriana
MARCOS PLONKA – Coronel Arellana
XISTO GUZZI
BENEDITA RODRIGUES

A Gata foi a primeira a usar de dois expedientes utilizados na telenovela brasileira: a atuação de modelos bonitas com pouca noção de interpretação, e as grandes “viradas” na trama.

E a virada ocorreu por causa da modelo: o fracasso da participação de Marisa Woodward diminuiu sua personagem na trama e a sua irmã na novela, Rita Cleós, assumiu a protagonização.

A novela começou bem, mas a partir do vigésimo capítulo começou a perder público. Assustada, a Colgate-Palmolive (que patrocinava a atração) encomendou uma pesquisa para saber o porque desse esvaziamento. Uma semana depois, a pesquisa revelava os motivos:
1°) O vilão estava malvado demais;
2º) A mocinha era muito canastrona;
3°) Havia escravos demais na história.
Ficou decidido então que a novela sofreria três alterações aliviadoras:
1ª) O vilão passaria a ter aulas de francês para melhorar seu caráter;
2ª) A mocinha iria para Paris e sua irmã vinha para o seu lugar;
3ª) Uma epidemia na senzala mataria a metade dos escravos da novela.
Tudo isso foi feito. Mas nada adiantou pois a audiência não melhorou.

A novela foi uma das primeiras a ter um grande elenco de atores negros – mas não creditados no elenco oficial.

Para completar o pioneirismo, foi uma das primeiras a ser censurada pela recém-instaurada ditadura militar.

O livro “Memória da Telenovela Brasileira”, de Ismael Fernandes, credita a adaptação dessa novela a Ivani Ribeiro.
Entretanto, Mauro Gianfrancesco e Eurico Neiva, em seu livro “De Noite Tem… um Show de Teledramaturgia na Pioneira”, dão o crédito a Oswaldo Sampaio, de acordo com a fonte mencionada no verbete: Nilton Nascimento em sua coluna no jornal Diário de São Paulo, em 26/04/1964.

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