Sinopse

Salvador, século 17. A fortuna prometida pelas lendárias minas de prata de Robério Dias teria o poder de decidir o destino da colônia. No entanto, para defender o Brasil, Estácio Dias, filho de Robério, teria de resgatar o roteiro das minas deixado pelo pai antes de morrer. Assim, Estácio poderá reabilitar a memória do pai, livrando-o da acusação de falso e embusteiro, e superar o preconceito social casando-se com a amada Inesita, cujo pai, o nobre Dom Francisco de Aguilar, tem outro pretendente para a filha, o fidalgo Dom Cristóvão.

O padrinho de Estácio, o intelectual Vaz Caminha, lhe repassa uma carta deixada por seu pai. Escrita à mãe de Estácio há cerca de quatro anos, a carta ainda estava selada e trazia grandes informações. Contudo, o maior problema do rapaz é ter um grande poder nas mãos sem saber usá-lo corretamente. Em meio a muitos altos e baixos, Estácio, sempre justo, acaba por não desejar a riqueza material, mas salvar a honra do pai e casar-se com Inesita. Enquanto isso, o sorrateiro Padre Molina também quer se apoderar das minas de prata, visando destruir o império católico.

Excelsior – 19h30
de novembro de 1966 a julho de 1967

novela de Ivani Ribeiro
baseada no romance homônimo de José de Alencar
direção de Wálter Avancini e Carlos Zara

Novela anterior no horário
Anjo Marcado

Novela posterior
Os Fantoches

FÚLVIO STEFANINI – Estácio Dias
REGINA DUARTE – Inesita (Inês de Aguilar)
ARMANDO BÓGUS – Dom Cristóvão
PAULO GOULART – Dom Francisco de Aguilar
CARLOS ZARA – Padre Molina
ROGÉRIO MÁRCICO – Vaz Caminha
ARLETE MONTENEGRO – Elvira
IVAN MESQUITA – Samuel
MARIA ISABEL DE LIZANDRA – Raquel
SUSANA VIEIRA – Joaninha
RENATO MASTER – Dom Fernando
SÔNIA OITICICA – Luiza
SILVIO FRANCISCO – João Fogaça
VERA NUNES – Ismênia
STÊNIO GARCIA – Dom José
HENRIQUE CÉSAR – Batista
DAVID NETO – Dom Álvaro
RIVA NIMITZ – Brásia
SILVANA LOPES – Dulce
PROCÓPIO FERREIRA – Provençal
GERALDO LOUZANO – Padre Figueira
OSMANO CARDOSO – Padre Inácio
MÁRCIO TRUNKL – Gil
JAIME BATISTA – Padre Batista
JACYRA SILVA – Durvalina
ANTÔNIO ABUJAMRA
J. FRANÇA – Lucas
ARNALDO WEISS
TONY VIEIRA – Antão
JOÃO JOSÉ POMPEO
ALEX ANDRÉ (JOSÉ GUILHERME TEDD)
LÍDIA COSTA – Zana (substituta)
GLÓRIA MENEZES – Zana

Primeira novela histórica de Ivani Ribeiro, buscando cada vez mais a identidade nacional em sua obra.

Uma superprodução da TV Excelsior, que se esmerou ao recriar a cidade de Salvador do século 17, então capital do Brasil.
A cidade cenográfica foi erguida no sítio Alvarenga, em São Bernardo do Campo.
Algumas externas foram gravadas no Mosteiro de São Bento e no Pátio do Colégio, em São Paulo (“Ivani Ribeiro, a Dama das Emoções”, Carolline Rodrigues)

Isabel Pancada cuidou da direção de arte e figurinos. O maestro Paulo Herculano compôs uma trilha sonora especial, com pesquisa apropriada.

A direção de Wálter Avancini valorizou essa novela, então um grande momento da televisão brasileira.

Após os sucessos de A Deusa Vencida, Almas de Pedra e Anjo Marcado, a parceria entre Avancini e Ivani foi interrompida. No decorrer de As Minas de Prata, o diretor e a novelista se desentenderam. Ele queixava-se da adaptação da autora. Para Avancini, o texto estava um pouco dispersivo, muito preso ao romance de José de Alencar. Em sua visão, isso prejudicava a ação, o elemento que mais prendia o telespectador diante do vídeo. O diretor acabou afastado e substituído por Carlos Zara, que já estava no elenco da novela, vivendo o vilão Padre Molina.
Porém, a separação durou pouco. Na novela seguinte, Os Fantoches, Avancini e Ivani já estavam juntos outra vez.
(“Ivani Ribeiro, a Dama das Emoções”, Carolline Rodrigues)

Glória Menezes, interpretando Zana, também não foi até o fim, sendo substituída pela atriz Lídia Costa.

Estreia em televisão do ator Stênio Garcia. Também a primeira novela da atriz Sônia Oiticica.

O romance de José de Alencar também serviu como base para a novela A Padroeira, produzida pela Globo em 2001 – último trabalho do diretor Wálter Avancini. Luigi Baricelli, Deborah Secco e Maurício Mattar viveram os personagens equivalentes aos de Fúlvio Stefanini, Regina Duarte e Armando Bógus em As Minas de Prata.

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