Sinopse

Três mulheres fortes que representam diferentes facetas da cobiça. Beatriz (Glória Pires) é uma mulher de classe privilegiada, que tem sede de poder e sabe usar a sensualidade para conseguir o que quer. Aos olhos dos outros já tem tudo, mas sempre quer mais. Inês (Adriana Esteves), de classe média, se equilibra com Beatriz na falta de caráter e na facilidade para corromper, mas não tem os atributos e os privilégios da outra. Inês quer ser Beatriz, é sua amarga obsessão. São duas vilãs fortes que, para atingir seus objetivos, vão viver em conluio, num perigoso jogo de negociação e equilíbrio de forças.

Logo no primeiro capítulo, um crime as une, uma relação de chantagem em que uma anula a outra, e que vai transformar a relação num triângulo. Se no dicionário “cobiça” e “ambição” são sinônimos, no dia a dia tratamos a ambição como um sentimento positivo. A de Regina (Camila Pitanga) é simples: de origem humilde, quer estudar e avançar na vida, uma ambição interrompida pelo assassinato de seu pai, vítima do jogo de cobiça entre Inês e Beatriz. Caberá à jovem guerreira provar que é possível conseguir o que quer sem passar por cima dos outros.

Globo – 21h
de 16 de março a 29 de agosto de 2015
143 capítulos

novela de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenez Braga
colaboração de Sérgio Marques, Ângela Carneiro, Chico Soares, Fernando Rebello, João Brandão, Luciana Pessanha e Maria Camargo
direção de Cristiano Marques, Luísa Lima, Pedro Peregrino e Giovanna Machline
direção de Dennis Carvalho, Maria de Médicis e Vinicius Coimbra
direção geral de Dennis Carvalho e Maria de Médicis
núcleo Dennis Carvalho

Novela anterior no horário
Império

Novela posterior
A Regra do Jogo

GLÓRIA PIRES – Beatriz Amaral Rangel
ADRIANA ESTEVES – Inês Junqueira
CAMILA PITANGA – Regina Rocha
THIAGO FRAGOSO – Vinícius Loureiro
MARCOS PALMEIRA – Aderbal Pimenta
CÁSSIO GABUS MENDES – Evandro Rangel
SOPHIE CHARLOTE – Alice
FERNANDA MONTENEGRO – Teresa Petrucceli
NATHALIA TIMBERG – Estela Marcondes
ARLETE SALLES – Consuelo Pimenta
BRUNO GAGLIASSO – Murilo
THIAGO MARTINS – Diogo
CHAY SUEDE – Rafael
LUÍSA ARRAES – Laís
LAILA GARIN – Maria José
GABRIEL BRAGA NUNES – Luís Fernando Vidal
MARCELLO MELO JR. – Ivan
HERSON CAPRI – Otávio
BRUNO GISSONI – Guto
TAINÁ MÜLLER – Cris
MARCOS PASQUIM – Carlos Alberto da Mata
MARCOS VERAS – Norberto
ÍGOR ANGELKORTE – Clóvis
JULIANA ALVES – Valeska
WERNER SCHÜNEMANN – Oswaldo
SHERON MENEZES – Paula
DUDU AZEVEDO – Bento
CLÁUDIO LINS – Sérgio
MARIA CLARA GUEIROS – Karen
ANDRÉ BANKOFF – Pedro
MAÍRA CHARKEN – Vera
DÉBORA DUARTE – Celina
LU GRIMALDI – Olga
VIRGÍNIA ROSA – Dora
ROSI CAMPOS – Zélia
CARLA SALLE – Helô
CRISTINA GALVÃO – Wilma
TADEU AGUIAR – Xavier
PETER BRANDÃO – Wolnei
CÉSAR MELLO – Tadeu
KIZI VAZ – Gabi
MARY SHEILA – Ivete
ROGÉRIA – Úrsula Andressa
MARCELO LAHAM – Ronaldo Queiróz
DAYSI LÚCIDI – Dulce
JACQUELINE LAURENCE – Simone
FILIPE RIBEIRO – Fred
PAULO VERLINGS – Tom Cruzes
VIVIANE PORTO – Cilene
RODRIGO FAGUNDES – Rubi (porteiro no edifício onde moram Clóvis e Norberto)
ANTÔNIO GONZALES – Zé Henrique (investigador de polícia)
LUIZA THIRÉ – Flávia (secretária no escritório de Tereza)
PEDRO DONDÉ – Nelson (estagiário no escritório de Tereza)
LUÍSA FRIESI – Sílvia (secretária na Souza Rangel)
BEATRICE SAYD – Carla (copeira na mansão Souza Rangel)
LARA TREMOUROUX – Sandrinha (amiga de Laís)
as crianças
SABRINA NONATA – Júlia (filha de Regina e Luís Fernando)
BERNADETE WILHELM – Nina (filha de Karen e Luís Fernando)
XANDE VALOIS – Joaquim (filho de Karen e Luís Fernando)
CAUÊ CAMPOS – Carlinhos (irmão de Tadeu e Wolnei)
e
ADRIANO PETTERMANN – cliente que briga no bar de Cadelão assustando Alice
ALEXANDRE BARBALHO – juiz de paz no casamento de Alice
ALEXANDRE MOFFATTI – policial federal no acidente de helicóptero com Aderbal
ALEX BRASIL – Valdecir (ajudante de Regina na barraca da praia)
ALEX TEIX – oftalmologista
ALFREDO MARTINS – Deputado Virgílio (encontra Aderbal com Susana e o repreende)
ANNA AGUIAR – assistente social do conselho tutelar que ameaça levar Júlia para o abrigo quando encontram drogas na mochila dela
ANDRÉA DANTAS – crítica gastronômica que seduz Luis Fernando
ANDRÉ DIAS – viúvo gay do secretário de comunicação de Jatobá, defendido por Vinícius depois de ser destratado por Aderbal e Consuelo
ANTÔNIO ISMAEL – idoso barrado de entrar num prédio
BERNARDO VELASCO – rapaz na praia com Alice
BETH ZALCMAN – juiza de paz que casa Tereza e Estela
BETO QUIRINO – Macarrão (dono da barraca onde Regina trabalha no início)
BIA ARANTES – Lara (envolve-se com Guto)
BRENNO DI FILLIPO – Cerqueira (capanga de Aderbal)
BRUNO DUBEUX – João Paulo (barman na boate de Guto)
CAETANO O’MAILAN – Tarcísio Flores (repórter que entrevista Regina após uma sessão de fotos)
CAMILA MOREIRA – Inês (adolescente)
CARLOS FONTE BOA – recepcionista de uma festa
CHARLES FRICKS – delegado que recebe denúncia de Aderbal contra Rafael ter drogado Laís
CHARLES MYIARA – advogado de Aderbal no caso das drogas com Laís
CHICO TERRA – motorista da mudança da familia de Luis Fernando para a Barra
CINARA LEAL – Penélope (funkeira cujo show Luís Fernando escreveu uma crítica)
CLÁUDIA RAIA como ela mesma
CLÁUDIA VENTURA – repórter que entrevista Consuelo no último capítulo
CLÁUDIO TOVAR – crítico gastronômico que elogia Norberto
CRIS NICOLOTTI – Glória Diniz (apresentadora de TV que entrevista Norberto)
DANILO SACRAMENTO – Alex (treinador que substituiu Carlos Alberto)
DENNIS CARVALHO – Lauro (filho de Tereza)
DIRA PAES como ela mesma
DJHA MARTINS – Dona Marlene (costureira do morro)
DOUGLAS SIMON – juiz no processo de Cris
FÁTIMA BERNARDES como ela mesma
FLÁVIO PARDAL – fotógrafo que tenta ir pra cama com Alice
GABRIELLA GOMMES – Monique Pimentinha (prostituta que trabalha para Murilo)
GAL COSTA como ela mesma
GARCIA JÚNIOR – juiz no processo de Regina
GEOVANNA EWBANK – Vanessinha Pitbull (prostituta amiga de Murilo)
GERO PESTOLAZZI – médico que atende Tereza
GUILHERME LOGULLO – Caio (fotógrafo que transforma Regina em modelo)
GUSTAVO OTTONI – delegado
GUSTAVO PEREIRA – traficante, amigo de Wolnei morto em uma chacina
HANNA HOMANAZZI – Cecilia (garota que dá em cima de Rafael)
HÉLIO RIBEIRO – diretor da imobiliária do apartamento de Luis Fernando na Barra
HENRIQUE CÉSAR – cadeirante que briga com Luis Fernando e é defendido por Vinícius
ÍGOR ROBERTO LAGE – rapaz do cafezinho no escritório de Tereza
JACK BERRAQUERO – mendigo
JEAN-PIERRE NOHER – Pierre (representante de uma grife internacional de cosméticos que quer contratar Regina)
JORGE LUCAS – médico que cuida de Laís
JORGE NEVES – advogado cúmplice de Murilo na armação contra Vinícius
JULIANA GUIMARÃES – Dona Mareleide (cliente do salão de beleza de Ivete)
JUREMA REIS – Rosângela (empregada de Aderbal, no início)
LEANDRA LEAL como ela mesma
LEONARDO JOSÉ – síndico que barra a entrada de dois idosos num prédio e estes são defendidos por Vinícius
LEONARDO NETO – patrão de Alice subornado por Inês
LIÚBA FRANKENTHAL – senhora que confunde Ivan com um assaltante na delegacia
LORENA DA SILVA – advogada de Inês em uma das vezes em que ela foi a delegacia
LUDMILLA como ela mesma
LÚCIO ANDREY – assaltante do antiquário derrubado por Carlos Alberto
MARCELLA RAMALHO – Alice (1ª fase)
MARCELLO MELLO – segurança que examina o corpo de Murilo na boate e constata que ele está morto
MARCELO CAPOBIANCO – PM que prende Regina depois de encontrar drogas na mochila de Júlia
MARCELO PORTINARI – preso na cela em que Ivan é colocado
MÁRCIO GARCIA – pretendente de Karen, no final
MARCOS OTÁVIO – Denilson (motorista da família Pimenta)
MARCOS PITOMBO – Yuri (participa do plano de Beatriz para separar Aderbal de Inês)
MARCOS RUBIO – John (gringo que quer pagar para ficar com Regina)
MICHEL BERCOVITCH – Campos (advogado de Beatriz)
MICHELE BIRKHEUER – Olivia (celebridade que se irrita com Regina no restaurante)
NELSON XAVIER – Sebastião (sabia que Cristóvão se encontrou com Beatriz antes de ser assassinado)
NIKOLAS ANTUNES – marceneiro assediado por Beatriz
NILVAN SANTOS – cliente que briga no bar de Cadelão assustando Alice
PASCHOAL VILLABOIM – vendedor de pamonha dentro do prédio Sereia do Leme
PAULO GIARDINNI – advogado de Inês em uma das vezes em que ela foi a delegacia
PEDRO LIMA – falsário usado por Beatriz
RAUL LABANCA – médico que atende Ivan
ROBERTO BONFIM – Cadelão (dono do boteco onde Alice trabalhou)
ROBERTO LOBO – médico que atende Tereza
RODRIGO RANGEL – contratado por Inês para assustar Beatriz com uma cobra
ROGÉRIO FABIANO – Afonso (dono do restaurante que Luis Fernando faz assessoria de imprensa)
SAULO RODRIGUES – Cabo Cerqueira (miliciano que Aderbal usa para dar um susto em Luis Fernando após chantagem)
SÉRGIO STERN – pastor que rivaliza com Aderbal
SIMON PETRACCHI – Mário
SUSANA VIEIRA como ela mesma
TARCIANA SAAD – assessora de imprensa de Beatriz
TATSU CARVALHO – Jonas (produtor de eventos amigo de Murilo)
TUCA ANDRADA – Homero (marido de Inês)
VAL PERRÉ – Cristóvão Rocha (pai de Regina e Diogo, morto por Beatriz)
VICTOR SPARAPANE – rapaz que ajuda Alice quando ela trabalha no bar de Cadelão
VIÉTIA ROCHA – repórter que entrevista Regina para um programa de TV
XANDO GRAÇA – Deodato
YANNA LAVIGNE – Susana (amante de Aderbal)
ZECA CARVALHO – policial que prende Guto
ZICO como ele mesmo

Babilônia penou com a repercussão negativa refletida na baixa audiência. Apesar de a emissora continuar sendo líder no horário, foi o menor Ibope já registrado em uma novela do prime-time da Globo até então: fechou com média geral de 25 pontos na Grande São Paulo. As duas anteriores, Em Família e Império, marcaram 30 e 33 respectivamente.

A estreia alcançou 33 pontos no Ibope na Grande São Paulo – sua antecessora, Império, registrou 32. Nos capítulos seguintes, a audiência foi caindo: no segundo capítulo obteve 30 pontos e ao final de sua primeira semana, a novela já havia perdido um terço de seu público. Essa rejeição ocorreu também nos demais estados.

As chamadas de estreia aguçaram a curiosidade do público. O primeiro capítulo foi “de tirar o fôlego”: dinâmico, bem roteirizado, numa ótima produção e direção, e performances excelentes da dupla Glória Pires e Adriana Esteves, as protagonistas vilãs. Entretanto, os autores pesaram nas temáticas abordadas, provocando e assustando o público mais tradicional. De cara, sem aviso prévio, um beijo carinhoso e demorado entre as lésbicas vividas por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg. Também violência doméstica e assassinato.

Vários políticos da ala conservadora e líderes religiosos demonstraram publicamente repúdio à trama de Babilônia, o que desencadeou uma campanha contra a novela.
Ao mesmo tempo, a concorrência estava bem munida: o SBT permanecia estável com a infantil Chiquititas e pôs a reprise do sucesso Carrossel para competir no horário. E a Record ganhava audiência com a bíblica Os Dez Mandamentos, ainda que o enfrentamento direto com Babilônia fosse por pouco tempo.

O fato é que, apesar do ótimo primeiro capítulo, nas semanas que se seguiram, Babilônia foi desvendando um roteiro inconsistente. Era uma trama que prometia, mas que se revelou sem muito apelo. Para piorar, a mocinha, vivida por Camila Pitanga, ganhou a pecha de chata e a antipatia do público. Não havia na trama central um conflito romântico forte ou personagens com os quais o telespectador pudesse se identificar e torcer. Apenas duas vilãs loucas numa briga de gato e rato e uma mocinha intragável.

O ápice da crise se deu quando estreou a trama das sete, I Love Paraisópolis, de forte apelo jovem e popular: Babilônia teve audiência menor que I Love… em alguns dias, e empatou em outros. Uma “humilhação”, reconhecida por Gilberto Braga (um dos autores) em uma entrevista ao jornal “O Globo”, em maio de 2015.

Após uma enxurrada de críticas, de todos os lados, os autores se mobilizaram para tentar consertar a novela. Para conter a queda da audiência, várias medidas foram tomadas. O grupo de discussão entre telespectadores foi adiantado. Chamadas de relançamento foram veiculadas. O logotipo original (que tinha um fundo vermelho), foi substituído por outro em cores mais suaves. A fotografia, que era escura, foi clareada. O diretor de dramaturgia da Globo, Silvio de Abreu, foi acionado: ele organizou e reescreveu cinco capítulos (do 37 ao 41) e acelerou acontecimentos.

Apurou-se que o responsável pela rejeição não era apenas o beijo entre as personagens lésbicas, mas também a violência, a decadência de valores familiares, a maldade e imoralidade de vários personagens. Na novela havia um cafetão, uma mocinha prostituta, uma vilã assassina e ninfomaníaca, filha estapeando mãe e filho ameaçando pai.

Várias modificações na trama e em perfis de personagens foram providenciadas. A revelação do segredo envolvendo as duas vilãs (Beatriz/Glória Pires e Inês/Adriana Esteves) foi antecipada.

E a emenda saiu pior que o soneto. As alterações descaracterizaram os perfis de vários personagens. A grande vilã Beatriz (Glória Pires), uma mulher fria e calculista, ávida por sexo e poder, se revelou uma romântica boboca ao se apaixonar pelo nadador Diogo (Thiago Martins), num romance pouco crível.
Alice (Sophie Charlotte) e sua mãe Inês (Adriana Esteves), que se odiavam, se reconciliaram e viraram melhores amigas da noite para o dia. Alice, que era para ser uma prostituta de luxo, se tornou uma mocinha chorosa. O cafetão Murilo (Bruno Gagliasso) só não perdeu a função na novela porque, nas últimas semanas, os autores o pegaram para ser a vítima do “quem matou”. O romance entre Alice e Evandro (Cássio Gabus Mendes), meloso e forçado, foi outra mudança drástica, já que ele havia sido apresentado como um machista mau caráter no início. Ficou claro o foco nos romances para tentar fisgar o telespectador.

Os autores também investiram mais no humor do triângulo cômico (mas pouco engraçado) envolvendo Norberto, Valeska e Clóvis (Marcos Veras, Juliana Alves e Igor Angelkorte).
E diminuíram o foco nos personagens gays. O romance estre as lésbicas, que prometia ser uma abordagem interessante, praticamente sumiu da história, sem mais beijos. Outro personagem descaracterizado foi Carlos Alberto (Marcos Pasquim), que seria um gay enrustido de caso com Ivan (Marcello Melo Jr.), mas que acabou envolvendo-se com Regina (Camila Pitanga).

Tanto se mexeu nos dramas e personagens de Babilônia que a novela se transformou num remendo só, com tramas alinhavadas às pressas e personagens mal costurados e descaracterizados. Uma “novela Frankenstein”. Antes os autores tivessem seguido com a ideia original, porém tateando com cuidado nas abordagens dos temas considerados fortes ou pesados (ao público médio).

Em meio a tantos problemas, um grande destaque: o núcleo do político evangélico e corrupto Aderbal Pimenta, vivido por Marcos Palmeira. Com cenas divertidas envolvendo ele e sua mãe, Consuelo (Arlete Salles dando show), fez-se crítica aos governos populistas e à intolerância. Escândalos políticos atuais foram abordados, bem como a hipocrisia e ignorância do que se faz em nome da religião para alcançar poder e dinheiro. Aproveitando o gancho, vários diálogos soaram como uma resposta dos autores ao público representante da “tradicional família brasileira” que rejeitou a novela.

Apesar das mudanças realizadas, a audiência continuou baixa e a novela foi encurtada em três semanas. Babilônia só sofreu rejeição porque faltou aos autores maior cuidado ao apresentar uma trama difícil para o público médio digerir. Temas como preconceito, violência (doméstica ou urbana), prostituição, religião, homossexualidade e corrupção política poderiam ser abordados e discutidos, mas não como uma imposição. Faltou sutileza. E faltou uma história central forte o bastante para cativar a audiência. Babilônia foi pretensiosa ao provocar o público e chamar a atenção para temas pesados. Mas isso a afastou do folhetim. Na volta, ao tatear pelo folhetim na esperança de salvação, já era tarde demais.

Uma equipe de quase vinte pessoas viajou entre o calor de Dubai e o frio de Paris para captar as primeiras imagens da novela. Ao todo, foram quase duas semanas de gravação, que começou nos Emirados Árabes. Os atores tiveram quatro dias de gravação, para nove cenas na cidade, sendo uma delas em um shopping center, com 50 figurantes.
Logo depois, foi a vez das gravações em Paris. Durante três dias, uma equipe de quase 50 pessoas, entre produção local e da novela, gravou no Jardim de Luxemburgo, Place des Vosges, Ponte Bir Hakeim e Museu Rodin.

Babilônia teve duas cidades cenográficas, uma com ruas do bairro do Leme e outra que retratava a subida do morro da Babilônia. Mesmo assim, algumas cenas foram gravadas em locações reais.
“Por este motivo, adotamos um conceito mais realista, com dimensões reais, para fazer o link com a cidade cenográfica. Normalmente trabalhamos com proporções um pouco menores (10% a 20% menor que o real )”, explicou o cenógrafo, Mário Monteiro.
A cidade do Leme teve 17 construções e 6 mil metros quadrados com vários interiores, entre eles o prédio de Inês (Adriana Esteves), de Paula (Sheron Menezzes), de Luís Fernando (Gabriel Braga Nunes), loja de sucos, banca de jornal, quiosque de plantas e a delegacia. Já no morro da Babilônia, a equipe reproduziu um pequeno trecho do local com a casa de Regina (Camila Pitanga) e o botequim de Tadeu (César Mello), com área de 1,5 mil metros quadrados.
Além das cidades cenográficas, a novela teve 120 ambientes distintos, totalizando 40 cenários.

O diretor Dennis Carvalho fez uma participação na novela, como Lauro, o filho homofóbico de Tereza (Fernanda Montenegro). Repetiram uma dobradinha de outra novela de Gilberto Braga, Brilhante (1981-1982), em que a situação era inversa: Fernanda era Chica Newman, a mãe homofóbica do personagem gay de Dennis Carvalho (Inácio).

Susana Vieira também apareceu em Babilônia para relembrar outra dupla do passado. Como ela mesma, Susana encontrou Consuelo, personagem de Arlete Salles, sua fã ardorosa. A situação remete às personagens das atrizes na novela Lua Cheia de Amor (1991), de Ricardo Linhares (um dos autores de Babilônia): Kika Jordão (Arlete), a fã de Laís Souto Maia (Susana).
Arlete Salles até repetiu em Babilônia o bordão de Kika Jordão: “translumbrante!”.

Trilha Sonora Volume 1
babiloniat1
01. INK – Coldplay (tema de Alice e Murilo, depois de Regina)
02. EU TE DESEJO AMOR (QUE RESTE-T-IL NOS AMOURS (I WISH YOU LOVE) – Maria Bethânia (tema de Estela e Tereza)
03. Ô SORTE – Mosquito (tema de Clóvis e Norberto)
04. ILUSÃO A TOA – Gal Costa (tema de Ivan e Sérgio)
05. SPLENDOR – Dan Torres
06. PRA QUE CHORAR – Mart´nália (tema de abertura)
07. DEIXA SE ENVOLVER – Melanina Carioca (tema de Valeska e Norberto)
08. LIKE NICE – Celso Fonseca (tema de Carlos Alberto e Regina)
09. AZUL DA COR DO MAR – Tim Maia (tema de Paula e Bento)
10. SONHOS – Caetano Veloso (tema de Regina e Vinícius)
11. DON’T WANNA TOUCHDOWN – Johnny Glovez featuring Polina (tema de Diogo)
12. NÃO DIGA NÃO – Nana Caymmi (tema de Beatriz e Diogo)
13. ALVORADA – Cartola (tema de locação: morro da Babilônia)
14. CONVICTED – Alisha Pillay
15. TILL I FORGET ABOUT YOU – Cymcolé
16. A PRESENÇA – Roger Henri

Trilha Sonora Volume 2
babiloniat2
01. I´M NOT THE ONLY ONE – Sam Smith (tema de Beatriz e Diogo)
02. ESPERTA – Ana Carolina (tema de Inês e Aderbal)
03. MANIA – Zizi Possi (tema de Cris e Vinícius)
04. ESTAVA ESCRITO – Ney Matogrosso (tema de Guto e Helô)
05. ALL OF YOU – Karina Duque Estrada
06. UM TREM PARA AS ESTRELAS – Cazuza (tema de Murilo e Alice)
07. AMOR MARGINAL – Johnny Hooker (tema de Alice e Evandro)
08. O SAMBA DE NÓS DOIS – Daniel Chaudon (participação de Mart’nália) (tema de Tadeu e Gabi)
09. I´M ALIVE – Mister Jam featuring Francinne
10. TANGO DO MAL – Simone Mazzer (tema de Luís Fernando e Karen)
11. SABE VOCÊ? – Leila Pinheiro (tema de Regina e Vinícius)
12. LOVE IS ON MY MIND – Blushed
13. ONLY U – Leo Von
14. AMOR MEU GRANDE AMOR – Lucas Santtana (tema de Laís e Rafael)

ainda
PURABOSSANOVA – Sérgio Brito e Rita Lee (tema de Ivan)
MEU BEBÊ – MC Jordan (tema de Norberto e Valeska)
CONVOCAÇÃO – MC Koringa
DIVISIONARY – Ages and Ages (tema de Laís e Rafael)
EVERY TIME WE SAY GOODBYE – Simply Red (tema de Regina e Vinícius)
DO I WANNA KNOW? – Artic Monkeys

Tema de Abertura: PRA QUE CHORAR – Mart´nália

Pra que chorar
Se o sol já vai raiar
E o dia vai amanhecer

Pra que sofrer
Se a lua vai nascer
E e só o sol se pôr

Pra que chorar
Se existe amor
A questão é só de dar
A questão é só de dor, de dor

Quem não chorou
Quem não se lastimou
Não pode nunca mais dizer

Pra que chorar, pra que sofrer
Se há sempre um novo amor
Cada novo amanhecer…

Veja também

  • celebridade_logo

Celebridade

  • paraisotropical_logo

Paraíso Tropical

  • insensatocoracao_logo

Insensato Coração

  • ladoalado_logo

Lado a Lado