Sinopse

O dia-a-dia de quatro amigos que dividem um apartamento.

Hélio é um jovem que saiu de casa aos catorze anos de idade para conhecer o mundo. Já trabalhou como estivador, foi surfista e agora é músico.

Suzana é formada em psicologia mas luta para manter um equilíbrio entre seu lado racional e emocional.

Reinaldo é um jovem de vinte e um anos, formado em Comunicação, mas que trabalha como programador de computadores.

Tatiana deixou a casa de seus pais na esperança de poder ter uma relação melhor com eles à distância. Trabalha como garçonete em um restaurante, mas seu sonho é ser coreógrafa.

Globo
de 26 de abril a 11 de outubro de 1978

criação de Paulo Mendes Campos
roteiros de Euclydes Marinho, Domingos de Oliveira, Lenita Plonczynski, Antônio Carlos Fontoura e Luiz Carlos Maciel
direção de Daniel Filho, Paulo José, Sérgio Dionísio, Domingos de Oliveira, Antônio Carlos Fontoura, José Carlos Piéri e Denis Carvalho
direção geral de Daniel Filho

LUCÉLIA SANTOS – Tatiana
FÁBIO JÚNIOR – Helinho
DENISE BANDEIRA – Suzana
JORGE FERNANDO – Reinaldo

1. o jardim suspenso da Babilônia – de Domingos de Oliveira e Lenita Plonczynski, colaboração de Antônio Carlos Fontoura e Luiz Carlos Maciel, direção de Daniel Filho
com Eduardo Tornaghi, Zezé Motta, Vanda Lacerda, Joanna Fomm, Zélia Hoffman, Diana Morel, Élcio Romar, Rejane Marques.

2. o momento da decisão – de Euclydes Marinho e Antônio Carlos Fontoura, colaboração de Domingos de Oliveira e Lenita Plonczynski, direção de Daniel Filho
com Milton Moraes, Zezé Motta, Ivan Cândido, Mauro Mendonça, Bia Nunes, Maria Lúcia Dahl, Tânia Loureiro, Luís Magnelli, Charle Myara, Thelma Reston, Fernando Amaral.

3. sonhou tá sonhado – de Domingos de Oliveira, Lenita Plonczynski, Antônio Carlos Fontoura e Euclydes Marinho, direção de Domingos de Oliveira, direção geral de Daniel Filho
com Eugênia de Domênico, Procópio Mariano, Cristina Aché, Renato Coutinho, Ivan Cândido, Maria Thereza Barroso, Juan Daniel, Sérgio Dionisio, Duse Nacaratti.

4. porque hoje é sábado – de Antônio Carlos Fontoura, Euclydes Marinho, Domingos de Oliveira e Lenita Plonczynski, direção de Daniel Filho, co-direção de Antônio Carlos Fontoura
com Lídia Brondi, Anselmo Vasconcelos, Maria Helena Dias, Denise Emmer, Tomil Gonçalves, Dora Pellegrino, Júlio Braga, Orion Ximenez, Irma Alvarez, Moacyr Deriquem, Inês Galvão, Cláudio Savietto, Ruy Rezende, Rogério Bacellar, Maria Padilha, Antônio Pompeo.

5. o surf – de Domingos de Oliveira e Lenita Plonczysnki, colaboração de Ricardo Bravo, direção de José Carlos Pieri
com Cecil Thiré, Rosamaria Murtinho, Kadu Moliterno, Maria Zilda, Luís Carlos Niño, Bia Seidl, Rogério Bacellar, Levy Cerkes.

6. toma que o filho é teu – de Antônio Carlos Fontoura e Euclydes Marinho, direção de Antônio Carlos Fontoura, supervisão de Daniel Filho
com Louise Cardoso, Vanda Lacerda, Denise Dumont, Cláudio Savietto, Paulão.

7. o que que eu faço da minha vida – de Domingos de Oliveira e Lenita Plonczynski, direção de Denis Carvalho
com Raul Cortez, Marcos Paulo, Roberto Pirilo, Carlos Duval, Luca de Castro, Tetê Pritzl, Joel Silva, Bia Nunes, Myrian Pérsia, Fabio Sabag, Natália do Valle, Tony Corrêa.

Ciranda Cirandinha, o seriado, nasceu do episódio homônimo de um Caso Especial exibido em 1977, escrito por Paulo Mendes Campos. No ano seguinte, o diretor Daniel Filho desenvolveu a trama seriada a partir deste enredo, que foi apresentada mensalmente em sete episódios, de abril a outubro de 1978.

Ciranda Cirandinha trouxe um enfoque novo para a época: a vida vista através de jovens obrigados a despertar do sonho hippie, mas que se recusavam a entrar no esquema de vida estipulado por seus pais.

Daniel Filho narrou em seu livro “O Circo Eletrônico”:
Ciranda Cirandinha foi o primeiro seriado que fiz na Globo, uma ideia inicial de Paulo Mendes Campos, que escreveu um Caso Especial (…) Era difícil transformar a história original, pois a trama terminava naquele episódio. Então chamei o Domingos de Oliveira e fizemos o briefing a partir de uma frase de John Lennon que tinha um senso de oportunidade para o momento. A frase era ‘o sonho acabou’, e eu acrescentei: ‘mas papai não tem razão’. Era um programa que, além de atingir os jovens, fazia os pais tentarem entender o que acontecia com seus filhos. A droga estava presente subliminarmente, pois não podíamos falar sobre ela. Era proibido.”

Em foco nas tramas estavam as mudanças de comportamento, o uso de drogas, o crescimento da violência urbana e a falta de perspectiva de uma geração. Obviamente a censura militar caiu em cima e gerou muitas dificuldades para o roteiro. Sequências inteiras foram cortadas e assuntos importantes deixados de lado. Flávio Ricco e José Armando Vannucci em “Biografia da Televisão Brasileira”.

Jorge Fernando, um dos atores do elenco fixo, comentou:
“Falava de drogas, gente que morria em festas. Dos dez programas, só sete foram liberados pela censura. Mas foi importante como conteúdo e como formato, porque foram aí que nasceram as séries Malu Mulher, Plantão de Polícia e Carga Pesada.”

O seriado falava dos laços de amizade como forma alternativa às relações familiares. Para transpor esse clima ao programa, fez-se um trabalho com os atores, para que eles criassem uma cumplicidade entre si antes mesmo das gravações. O elenco encontrava-se diversas vezes na casa do diretor Daniel Filho para conversar, cantar, tocar violão.

O programa foi gravado em apenas um cenário fixo, o apartamento dos protagonistas, enquanto as demais cenas foram feitas em locações. As externas foram gravadas na praia de Ipanema e em bares então frequentados pelos jovens na época.

No episódio Toma que o Filho é Teu, Fábio Júnior apresentou a música Pai, que foi no ano seguinte escolhida para a abertura da novela Pai Herói, tornando-se um grande sucesso popular.

Estreia na TV dos atores Jorge Fernando e Denise Bandeira, que faziam parte do elenco fixo, e Lauro Corona, que apareceu no episódio piloto.

Fizeram figuração alguns jovens atores que seguiram carreira na televisão: Bia Seidl, Maria Padilha, Antônio Pompeo e Dora Pelegrino.

Reapresentado em 1985, na Sexta Super, durante o Festival 20 Anos da Globo

Ciranda Cirandinha ganhou o prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor programa de TV de 1978.

Em 2008, foi lançada em DVD.

Veja também

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Malu Mulher

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Quem Ama Não Mata

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Tarcísio e Glória