Sinopse

Após onze anos de prisão, Júlia Matos ganha liberdade condicional e tenta se reaproximar da filha Marisa, tendo como principal obstáculo a irmã Yolanda Pratini, que criou a menina cercada de luxo e mimos. Yolanda, uma socialite que optou por se casar com um homem rico para subir na vida, queria que Marisa e a irmã trilhassem o mesmo caminho. Júlia, corajosa e determinada, tenta, sem muito sucesso, se restabelecer fora do presídio, enquanto faz de tudo para ser aceita pela filha, que a trata com hostilidade e aparente indiferença.

Não tendo família a quem possa recorrer para a auxiliar nos primeiros passos numa vida nova que terá que refazer, Júlia procura Jofre, seu grande amigo de juventude. Este apresenta-a à sua noiva, Carminha, que lhe oferece a sua amizade. Indo viver na casa desta, Júlia começa a integrar-se num mundo novo. Mas conseguir emprego não é tarefa fácil, especialmente com um passado de presidiária. Em meio a tudo isso, Júlia acaba se envolvendo amorosamente com Cacá, um diplomata desiludido com a profissão.

Ao aproximar-se da filha simulando outra identidade, Júlia luta para que Marisa, à beira de um casamento precoce, tome decisões maduras diante da vida. No dia do casamento da filha, Júlia revela ser sua mãe e tenta impedir o casamento, mas não obtém sucesso. Durante a recepção, completamente embriagada, acaba por agredir Franklin, o pai de Beto, noivo de Marisa, e graças à atitude precipitada de uma convidada – Áurea, a irmã invejosa de Carminha – de chamar a polícia, Júlia acaba novamente presa e condenada a mais seis meses de prisão.

Ao entrar no camburão da polícia, Júlia promete vingança. Considerando isso mais uma humilhação por conta da irmã e da filha, Júlia, ao sair da cadeia, aceita se casar com Ubirajara, um homem solitário e rico, apaixonado por ela. Após uma viagem e um providencial banho de loja, retorna exuberante no dia da inauguração da discoteca Dancin´ Days, surpreendendo a todos – principalmente a Yolanda e Marisa -, tornando-se a mais nova pantera da sociedade carioca e marcando assim a virada da personagem.

Após um show de sensualidade na pista de dança, Júlia dá inicio ao seu plano de vingança, diminuir as pessoas que a fizeram sofrer: Cacá, que, ao reencontrá-la, não teve coragem de se separar da noiva, Inês; a filha Marisa, já desiludida com o casamento com Beto; e Yolanda, que separou-se do marido Horácio e está totalmente falida. Júlia passa a se tornar a mulher admirada por todos, assumindo a mesma postura fútil que marcava a personalidade da irmã, suplantando-a diante da sociedade. Mostra-se capaz de ser “melhor” que ela.

Globo – 20h
de 10 de julho de 1978
a 27 de janeiro de 1979
174 capítulos

novela de Gilberto Braga
direção de Daniel Filho, Gonzaga Blota, Denis Carvalho, Marcos Paulo e José Carlos Piéri
direção geral de Daniel Filho

Novela anterior no horário
O Astro

Novela posterior
Pai Herói

SÔNIA BRAGA – Júlia de Souza Matos / Cristina
ANTÔNIO FAGUNDES – Cacá (Carlos Eduardo Cardoso)
JOANA FOMM – Yolanda Pratini
PEPITA RODRIGUES – Carminha (Carmem Lúcia Melo Santos)
REGINALDO FARIA – Hélio
GLÓRIA PIRES – Marisa
LAURO CORONA – Beto (Paulo Roberto Cardoso)
LÍDIA BRONDI – Verinha (Vera Lúcia)
MÁRIO LAGO – Alberico Santos
YARA AMARAL – Áurea Santos Fragoso
CLÁUDIO CORRÊA E CASTRO – Franklin Cardoso
MILTON MORAES – Jofre da Silva Maia
JOSÉ LEWGOY – Horácio Pratini
ARY FONTOURA – Ubirajara Martins Franco
MAURO MENDONÇA – Arthur Meireles Steiner
SURA BERDITCHEWSKY – Inês
EDUARDO TORNAGHI – Raulzinho
BEATRIZ SEGALL – Celina Souza Prado Cardoso
IVAN CÂNDIDO – Aníbal Fragoso
LOURDES MAYER – Ester
GRACINDA FREIRE – Alzira da Silva Maia Neves
JACQUELINE LAURENCE – Solange Rocha
CLEYDE BLOTA – Emília de Castro Melo
REGINA VIANA – Neide
RENATO PEDROSA – Everaldo
MIRA PALHETA – Bibi Nascimento Leal
SUZANA QUEIRÓZ – Leila
NEUZA BORGES – Madá (Maria Madalena de Jesus)
CHICA XAVIER – Marlene
OSMAR DE MATTOS – Ricardo
REJANE SCHUMANN – Luciana
LUCIANO SABINO – Lulu (Luciano)
e
ABELARDO DE ABREU – Álvaro (porteiro no prédio onde Yolanda mora)
ANA ZELMA – Marli (secretária de Veiga)
CARLOS MACHADO como ele mesmo (dos Dzi Croquettes)
CÉSAR AUGUSTO – China (porteiro no prédio onde Alberico mora)
CLEMENTE VISCAÍNO – fotógrafo que clicou Júlia para Ubirajara, no início
DIANA MORELL – Anita (assistente social que ajuda Júlia quando ela deixa a cadeia)
FERNANDO AMARAL – Dorival Cunha (paquera de Áurea que era casado)
FLÁVIA DE ALMEIDA – Marisa (criança, nas cenas de flashback)
FRANCISCO DANTAS – Setembrino (conhecido de Alberico, no início)
FRANCISCO NAGEN – Gurgel (gerente do cinema onde Júlia vai trabalhar)
FREGOLENTE – Veiga (homem rico para quem Alberico oferece um negócio, no início)
GUARACY VALENTE – Alberto Cerqueira de Melo (amigo rico de Cacá que ele apresenta para Maria Lúcia)
IVETE MILOZSKI – Stella (mulher de Veiga)
JARDEL MELLO – João (paquera de Áurea, no final)
JORGE RAMOS – diretor do presídio onde Júlia esteve presa
JORGE REIS – Alfredo (motorista de Yolanda, no início)
JOYCE DE OLIVEIRA – Zuleica Santiago (aluga um quarto para Cacá, quando ele rompe com o pai, e torna-se amiga de Yolanda)
JÚLIO LUÍS – Paulo César (filho de Marlene)
LIA FARREL
MARIA LÚCIA DAHL – Maria Lúcia de Andrade (filha de uma socialite amiga de Celina)
MARINA MIRANDA – Divige (Edviges, babá de Edgar, o bebê de Marisa e Beto)
MURILO NERY – Conselheiro Carrazedo (chefe de Cacá em Brasília, no início)
NINO GIONANETTI – professor de sapateado de Marisa e Verinha
ORION XIMENES – Bandeira (atendente no boteco frequentado por Jofre)
PAOLETTE como ele mesmo (dos Dzi Croquettes)
RAQUEL MAZZA – Neuza (trabalha para Hélio e Horácio na discoteca 17)
ROBERTO DE CLETO – Silvio (terapeuta de Cacá)
ROSE ADDARIO – Selma (amiga de Hélio)
RUTH MAIA – Janete
SANDRA CAMPOS – Dirce (presidiária amiga de Júlia)
SELMA LOPES – Jandira (empregada de Áurea)
ZECA – Edu (instrutor na academia de Ubirajara)
Agnaldo Santana (pai de Marisa, dono de um posto de combustível)
Ana Maria (amante de Aníbal)
Cilene (empregada no apartamento de Marisa)
Edgar (bebê de Beto e Marisa)
Feitosa (um dos sócios do bar em que Áurea trabalhou)
Júlia (criança, nas cenas de flashback)
Loureiro (detetive contratado por Franklin para seguir Cacá)
Maria da Penha (empregada na casa dos Cardoso)
Marta (vendedora na loja de Emília e Solange)
Matilde (funcionária da padaria onde Áurea trabalhou)
Pedro (caseiro na casa dos Cardoso em Atibaia)
Raimundo (dono da bar que contrata Áurea para ficar de olho em Feitosa, seu sócio)
Ritinha (filha de Madá)
Roberto (mordomo de Júlia)
Dr. Veiga Chaves (psiquiatra que internou Áurea em sua clínica)
Yolanda (criança, nas cenas de flashback)

– núcleo de JÚLIA MATOS (Sônia Braga), ex-presidiária que tenta retomar a vida após doze anos de reclusão por ter atropelado e matado um guarda noturno. Seu principal objetivo é reaproximar-se da filha adolescente, mas bate de frente com sua irmã, responsável pela criação da menina durante esse período, que tenta a todo custo impedir esse contato. Por sua condição de ex-presidiária, enfrenta preconceitos e vários percalços pelo caminho. Mulher sofrida e cabisbaixa no início, dá a volta por cima na segunda fase, ao casar-se com um homem rico e transformar-se em uma pantera da sociedade carioca, disputada por artistas e gente influente:
os amigos: MADALENA, a MADÁ (Neuza Borges), que conheceu na prisão. Na segunda fase morará com ela. Na reta final, torna-se cantora,
SOLANGE (Jacqueline Laurence), responsável pela mudança de seu visual na segunda fase,
UBIRAJARA (Ary Fontoura), dono de uma academia de ginástica e sauna. Solteirão rico e tímido, apaixona-se por ela e é ajudado por Solange a conquistá-la. Casa-se com Júlia quando ela sai da cadeia pela segunda vez. Financia sua “transformação”,
ARTHUR (Mauro Mendonça), editor de uma revista de moda que regressa ao Brasil no meio da trama. Interessa-se por ela,
e ANITA (Diana Morel), assistente social da penitenciária, tenta ajudá-la a se restabelecer na sociedade quando ela deixa a prisão, na primeira fase
o mordomo ROBERTO.

– núcleo de CACÁ (Antônio Fagundes), jovem diplomata decepcionado com a profissão que escolheu por influência dos pais. É um rapaz reservado que não compactua com os sonhos de status social da família. Apaixona-se por Júlia, com quem vive um romance confuso. Ao longo da trama, rompe com a família e abandona a carreira de diplomata para trabalhar com cinema, seu maior sonho:
os pais: FRANKLIN (Cláudio Corrêa e Castro), advogado conceituado, prepotente e mulherengo. No decorrer da trama, vai chantagear Júlia porque não aceita o envolvimento dela com seu filho,
e CELINA (Beatriz Segall), mulher de família rica e tradicional. Sofre com as indecisões do filho e com a infidelidade do marido. Morre em um acidente de automóvel
o irmão BETO (Lauro Corona), rapaz irresponsável e imaturo, não gosta de estudar, só quer saber de badalações e de voar de asa delta
a empregada e, depois, governanta NEIDE (Regina Viana), fã de Celina que, após sua morte, tenta tomar o lugar dela na casa chantageando Franklin
a empregada MARIA DA PENHA, substitui Neide quando ela é “promovida” a governanta.

– núcleo de YOLANDA PRATINI (Joana Fomm), irmã de Júlia que não a deixa se aproximar da filha por sua condição de ex-presidiária. Mulher arrogante e carreirista, casou-se por interesse, mas o casamento está em crise. Acaba separada e em dificuldades financeiras, mas faz o possível para manter a pose e as aparências. Entre as várias tentativas de encontrar um marido rico, aproxima-se de Arthur, pois vê nele a sua salvação:
a sobrinha MARISA (Glória Pires), filha de Júlia criada por ela. Por influência da tia, tem dificuldade em aceitar a mãe. Rebelde, casa-se prematuramente com Beto e o casal tem um bebê. Mas o casamento fracassa por causa da imaturidade dos dois
o marido HORÁCIO (José Lewgoy), de quem acaba se separando no decorrer da trama. Homem bom, gentil e bem relacionado com a sociedade carioca. Dono da discoteca 17 e, depois, de um restaurante
o amigo HÉLIO (Reginaldo Faria), sócio de Horácio na discoteca 17, mais tarde compra a parte dele e a transforma na Dancin´Days. Com o sucesso da nova discoteca e a separação de Yolanda, ela envolve-se com ele, mas o namoro não dura muito tempo
o copeiro EVERALDO (Renato Pedrosa), seu fã absoluto
a amiga socialite BIBI NASCIMENTO LEAL (Mira Palheta), sua confidente.

– núcleo de CARMINHA (Pepita Rodrigues), professora de educação física e fisioterapeuta, trabalha na academia de Ubirajara (entre outros lugares) e sustenta a família, que vive em dificuldades financeiras. Moça decidida e de personalidade forte, torna-se a melhor amiga de Júlia e sua protetora. Envolve-se com Franklin porém, mesmo após a morte de Celina, ele não quer assumir a relação porque é chantageado por Neide. Na reta final da trama, Carminha descobre que Franklin chantageia Júlia e rompe com ele:
os pais ESTER (Lourdes Mayer), dona de casa, e ALBERICO SANTOS (Mário Lago), um sonhador, boa pessoa mas sem senso prático. Entre outras ocupações sem sucesso ao longo da trama, abre uma escola de copeiragem na qual trabalham Everaldo e Neide. Ao final, abre uma casa de shows “à moda antiga”, um contraponto com a discoteca da novela
a prima VERINHA (Lídia Brondi), sobrinha-neta de Alberico e Ester, órfã que vive na casa deles. No início, é recepcionista da mesma academia onde Carminha trabalha. Amiga de Marisa, disputa Beto com ela. Torna-se modelo quando namora Hélio. Ao final, volta com Beto
a empregada MARLENE (Chica Xavier) e seu filho pequeno PAULO CÉSAR (Júlio Luís).

– núcleo de ÁUREA (Yara Amaral), irmã mais velha de Carminha. Neurótica e infeliz, tem ciúmes de Júlia e não descansa enquanto não descobre que ela é uma ex-presidiária. É a responsável pelo retorno de Júlia à prisão. Com a morte do marido e após um colapso nervoso, tenta se restabelecer socialmente e tratar suas neuroses:
o marido mulherengo ANÍBAL (Ivan Cândido), morre no mesmo acidente de carro que vitimou Celina. Áurea descobre, após a sua morte, que ele tinha uma outra família, com outra mulher
a filha INÊS (Sura Berditchewsky), estudiosa, esclarecida e contestadora. Envolve-se com Cacá
a empregada JANDIRA (Selma Lopes).

– núcleo de JOFRE (Milton Moraes), namorado de Carminha no início, mas eles logo se separam. Comparsa de Alberico em suas ideias megalômanas. Velho amigo de Júlia, dá-lhe a mão quando ela sai da prisão. Torna-se relações públicas da discoteca 17 e, mais tarde, da Dancin´Days. Ao final, reata o namoro com Carminha:
a irmã ALZIRA (Gracinda Freire), com quem divide o apartamento no mesmo prédio onde mora Carminha e sua família. Mulher despachada, divertida e espontânea. Na reta final, desperta interesse em Ubirajara, com quem acaba se casando.

– núcleo de EMÍLIA (Cleide Blota), viúva, tem um antiquário com a amiga Solange. Envolve-se com Horácio quando ele se separa de Yolanda:
o filho RAULZINHO (Eduardo Tornaghi), jovem médico, namorado de Inês no início, terminam quando ele vai trabalhar na Amazônia. Após seu regresso, voltam a ficar juntos quando Inês rompe com Cacá
a funcionária do antiquário MARTA.

– núcleo de Marisa e Beto:
o filho bebê EDGAR
os amigos LEILA (Suzana Queiróz) e LULU (Luciano Sabino)
a babá de Edgar, DIVIGE (Marina Miranda)
a empregada CILENE.

– demais personagens:
RICARDO (Osmar de Mattos), modelo que frequenta a academia de Ubirajara, vai posar para a revista de Arthur
LUCIANA (Rejane Schumann), amiga de Verinha, com quem trabalhou como recepcionista na academia de Ubirajara
NEUZA (Raquel Mazza), trabalhou como secretária na discoteca 17, com Horácio e Hélio
DIRCE (Sandra Campos), companheira de Júlia na prisão, na primeira fase. Tenta convencê-la a participar de um assalto, mas Júlia não aceita. É pega pela polícia neste assalto.

A partir de um argumento de Janete Clair (intitulado A Prisioneira), Gilberto Braga desenvolveu uma trama extremamente sedutora, levando Dancin´Days a se tornar um dos maiores sucessos da história da televisão brasileira – sucesso este não esperado nem mesmo por ele.
Era a estreia de Gilberto no horário nobre da Globo. Na verdade, uma aposta. O autor vinha de alguns sucessos às 18 horas (Senhora, Escrava Isaura, Dona Xepa) e recebeu todo o suporte do diretor Daniel Filho, que o auxiliou na concepção da novela.

A metáfora na letra da música de abertura (de Nelson Motta e Rubens Queiroz, gravada pelas Frenéticas) convidava o público: “abra suas asas, solte suas feras, caia na gandaia, entre nessa festa!”. Mas apenas por meio da novela. Em pleno contexto do Regime Militar (“a gente às vezes sente, sofre, dança sem querer dançar”), tudo era devidamente vigiado de Brasília: as asas ainda eram podadas e nada de soltar as feras contra o Governo Federal. O convite era apenas à fantasia, à fuga da realidade: “na nossa festa vale tudo…”

A novela divulgou a onda disco e impulsionou a proliferação de discotecas por todo o país. A ideia de usar uma boate como pano de fundo da história partiu de Daniel Filho, motivado pelo sucesso do filme Os Embalos de Sábado à Noite (de John Badham, com John Travolta), exibido no Brasil na época. O principal cenário era mesmo a discoteca, onde os personagens se encontravam e discutiam seus dramas, ainda que em meio à penumbra e som ambiente e entre dezenas de figurantes que dançavam enlouquecidos.

Para o título da novela, Gilberto pegou emprestado o nome da boate de Nelson Motta, a Frenetic Dancing Days Discothèque – citada na música “Tigresa”, de Caetano Veloso (gravada por Gal Costa antes da novela estrear). A discoteca foi mantida pelo produtor musical durante quatro meses em 1976, no recém-inaugurado Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro.
Com o sucesso da novela, Nelson Motta reabriu sua discoteca em 1978 – dessa vez no alto do Morro da Urca. Ela narrou em seu livro “Noites Tropicais”:
“Todas as sextas e sábados três mil pessoas lotavam os bondinhos (…) Muita gente que confundia a novela com a discoteca, que imaginava ‘estar’ na novela, que esperava encontrar a Sônia Braga dançando na pista.”

Betty Faria foi cogitada para o papel de Júlia Matos, a protagonista. Mas a atriz estava envolvida com seu programa musical Brasil Pandeiro e não quis fazer a novela. Gilberto Braga queria Yoná Magalhães, mas Daniel Filho apostou em Sônia Braga, apesar de ela ser nova para o papel. A atriz tinha 28 anos na época e, na trama, sua personagem começava trintona, após onze anos de cadeia, com uma filha de 15 (a personagem de Glória Pires). Por isso, no início, quando Júlia sai da prisão, Sônia aparece envelhecida, com maquiagem, penteado e roupas simples, dentes escurecidos, postura curvada e olhar sério e baixo. Só se transforma na pantera quando a personagem tem uma virada na trama, ao voltar rica e repaginada de uma viagem (capítulo 79). Sônia comentou:
“Eu fiz teste para o papel. Foi decisão minha. (…) O Daniel me ofereceu o papel, mas eu não tinha certeza se poderia funcionar como mulher mais velha, mãe de adolescente, com um passado barra pesada.”

Para o papel do empresário da noite Hélio – inspirado em Nelson Motta -, Gilberto havia pensado no próprio diretor da novela, Daniel Filho. O personagem ficou com Reginaldo Faria, que até então participava esporadicamente de novelas. Depois de Dancin´ Days, o ator passou a ser o mais novo galã da Globo e um dos mais requisitados, tendo atuado em novelas seguidas a partir de então.

Às vésperas da estreia, várias cenas tiveram que ser regravadas, com Joana Fomm substituindo Norma Bengell no papel da vilã Yolanda Pratini. Daniel Filho comentou o fato em seu livro “Antes que me Esqueçam”:
“O papel era muito bom, mas ela [Bengell] não conseguiu adaptar-se ao ritmo das gravações. Seus tempos de criação, suas propostas de interpretação não eram compatíveis com a novela. (…) As cenas saíam com dificuldade. O motivo principal era certamente o fato de ela se sentir menos prestigiada, porque o tratamento que recebia na televisão não era o mesmo a que estava acostumada no cinema. (…) Claro que ela tinha talento para fazer o papel. O que faltava nela era entrosamento com o ritmo da televisão. A saída, então, foi substituí-la.”
Em um erro de edição, deu para ver Norma Bengell em uma cena de externa do capítulo 6, quando Yolanda deixa Marisa (Glória Pires) de carro na porta da escola de sapateado.
Antes de substituir Bengell, Joana Fomm estava escalada para viver Neide, empregada na casa de Celina (Beatriz Segall). Com a substituição, a atriz Regina Viana foi convocada para o papel de Neide.

Daniel Filho dirigiu a novela até o capítulo 26, assumindo a supervisão e entregando a direção a Gonzaga Blota. Mais tarde, Blota foi substituído por Denis Carvalho e Marcos Paulo (estreando em direção), para trabalhar na novela substituta, Pai Herói. José Carlos Piéri era assistente de direção.

Sônia Braga ditou moda com roupas de cetim e meias soquetes de lurex, que viraram mania nacional. As meias eram meio fosforescentes, listradas e coloridas, usadas com sandálias de tiras e salto alto.
Para a marcante cena da volta triunfal de Júlia, no capítulo 79, a figurinista Marília Carneiro criou uma calça jogging vermelha de cetim com listras laterais. Completando o visual, a personagem usava as sandálias de salto fino sobre as tais meias de lurex.

Na onda do merchandising, chegou às lojas de brinquedos a boneca Pepa, companheira inseparável de Carminha, a personagem de Pepita Rodrigues – a boneca era inspirada na atriz. A fabricante Estrela vendeu 400 mil unidades.

Por causa da novela, os voos de asa-delta, praticados por Beto (Lauro Corona), deixaram de ser um hobby apenas da zona sul carioca.

Dancin´Days foi tema de uma reportagem na revista norte-americana Newsweek, em novembro de 1978, destacando a influência que exercia sobre os hábitos de consumo do público brasileiro.

Janete Clair prestou uma colaboração informal a Gilberto Braga. A certa altura da preparação da novela, Janete, lendo os capítulos, balançou a cabeça com ar de reprovação e disse: ‘Aqui no capítulo 16, o mocinho tem de encontrar a mocinha e começar um romance, senão a novela não agarra.’
Sônia Braga e Antônio Fagundes – Júlia e Cacá – só se encontrariam depois do capítulo 25. Então Gilberto escreveu uma cena que acabou encaixada, para que os dois se conhecessem, se olhassem, se beijassem e se separassem.

A personagem Áurea foi diretamente inspirada na própria mãe de Gilberto Braga, Yedda. Mas, ao contrário desta e do previsto na sinopse inicial, não se suicidou: a magistral interpretação de Yara Amaral salvou-a. Foi o marido da personagem, Aníbal (Ivan Cândido), que acabou morrendo (em um acidente de carro).

Sônia Braga insistiu para que Gilberto Braga fizesse sua personagem falar uma frase:
“‘A porta da rua é serventia da casa. Ponha-se daqui para fora!’ O Gilberto resistiu, disse que não podia pôr uma frase dessas de jeito nenhum até que um dia veio a surpresa. Numa visita da Yolanda, digo ‘a porta da rua é a serventia da casa’, jogo-lhe a capa de chuva em cima, aponto para a porta e falo ‘ponha-se daqui para fora!'”

A novela recebeu a participação de várias personalidades e celebridades da época.
No capítulo 32, o próprio Gilberto Braga faz uma participação especial, como convidado da inauguração da discoteca 17, inclusive dançando com Yolanda. Participaram também deste capítulo (como eles mesmos): Danuza Leão, Djenane Machado, Ney Latorraca, Moacyr Deriquem, Lauro César Muniz e o então senador Magalhães Pinto.
No capítulo 35, foi a vez de Daniel Filho, o diretor, dar um pezinho de dança com Yolanda.
Danuza Leão foi vista na novela outras vezes, como no capítulo 137 e no último (o 174).
Nana Caymmi cantou a música Pra Você no capítulo 48.
A novela também contou com uma palhinha de Gal Costa, que cantou Folhetim e Solitude.
No capítulo 79, o da inauguração da discoteca Dancin´Days, apareceram, entre outros: a cantora Wanderleia, o cabeleireiro Silvinho, e As Frenéticas, que cantaram o tema de abertura da novela na festa.
Os bailarinos e coreógrafos Paolette e Carlos Machado (do grupo Dzi Croquettes), apareceram como eles mesmos, como amigos de Júlia, dançando na Dancin´Days ou frequentando a casa dela. É com Paolette que Júlia dança na discoteca, a mais icônica cena da novela (capítulo 79).
Júlia recebeu ainda em sua casa, no capítulo 129, a visita da colunista Hildegard Angel, acompanhada de Jorginho Guinle e de Edgar Moura Brasil.
E o artista plástico Albery Seixas da Cunha pintou o retrato de Júlia, encomendado por ela.

Os futuros atores Eri Johnson e Cláudia Ohana participaram como figurantes na novela, dançando na discoteca. Inês Galvão aparece rapidamente como uma modelo. E Jorge Fernando, então um jovem ator iniciante na Globo, também apareceu fazendo uma figuração, na escola de copeiragem de Alberico (Mário Lago).

Primeira novela na Globo de Cláudio Corrêa e Castro, que vinha da Tupi de São Paulo.
E de Beatriz Segall, que retornava à televisão depois de anos afastada. A atriz aparecia creditada na abertura como “Beatrix Segall”, com “x”, por uma sugestão de Daniel Filho. Numa entrevista à revista Amiga, antes da estreia de sua novela seguinte, Pai Herói, Beatriz disse que havia pedido à produção da novela que voltassem a grafar seu nome de maneira correta.

Estreia em novelas dos então jovens atores Lauro Corona, Sura Berditchewsky, Suzana Queiroz e Osmar de Mattos.

Daniel Filho também mencionou no livro “Antes que me Esqueçam”:
Dancin´ Days teve um dos finais mais emocionantes de gravar. (…) Houve momentos em que tive dificuldade de gravar closes dos atores, pois a emoção tomava conta deles. Lauro Corona ficou chorando uns quarenta minutos sem conseguir dizer uma palavra. (…) Eu tinha que marcar a última cena, que era entre Sônia Braga e Joana Fomm. Era a cena em que as duas irmãs brigavam, uma cena de ódio e de amor. Depois se aproximavam, se abraçavam e pediam perdão uma à outra. (…) Acho a cena maravilhosa para televisão. Mas o choro que tomou as duas não foi o choro das personagens Júlia e Yolanda. Foi o choro de Sônia Braga, foi o choro de Joana Fomm, o choro da despedida de um enorme sucesso, de uma enorme satisfação, da satisfação do sucesso de toda uma família.”

Mário Monteiro assinou a cenografia de Dancin’ Days. Para a trama, ele criou três cenários fixos: a discoteca, o apartamento de Yolanda e a casa de Celina e Franklin (Beatriz Segall e Cláudio Corrêa e Castro). Foram montados também nos estúdios da emissora vários cômodos: 12 quartos, quatro banheiros, 14 salas de jantar, 16 salas de estar, uma loja de antiguidades e uma academia de ginástica. (*)
A discoteca (17 e Dancin´Days) foi um dos cenários fixos da novela. Mas algumas cenas foram gravadas na discoteca Hippopotamus, no Rio de Janeiro.

A trilha sonora nacional, produzida por Guto Graça Mello, não tinha um tema romântico para o casal central, Júlia e Cacá (Sônia Braga e Antônio Fagundes). Foi então escolhida uma música gravada por Roberto Carlos que fazia sucesso na época, “Outra Vez”. Regravada por Márcio Lott, foi vendida à parte, em um compacto simples.
A música que mais tocou na novela – além da abertura, com as Frenéticas – foi “Amanhã”, de Guilherme Arantes, tema de Júlia.
Marcou também a canção “João e Maria”, melodia composta por Sivuca em 1947 que ganhou letra de Chico Buarque trinta anos depois. Gravada por Chico e Nara Leão, foi tema do casal adolescente Beto e Marisa (Lauro Corona e Glória Pires). A empatia da música com os personagens foi tamanha que, em outubro de 1978, Lauro Corona e Glória Pires cantaram o tema em uma apresentação para o Fantástico.
Guilherme Bryan e Vincent Villari em “Teletema – A História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira”.

A trilha sonora internacional vendeu quase um milhão de cópias – batendo o recorde anterior, a trilha nacional de Estúpido Cupido (1976), com músicas dos anos 1960.
Das 14 músicas do LP Dancin´ Days Internacional, 9 eram de discoteca. O maior destaque era o medley de hits do conjunto Bee Gees, gravado pelo quinteto feminino Harmony Cats, com algumas músicas da trilha do filme Os Embalos de Sábado à Noite.
Guilherme Bryan e Vincent Villari em “Teletema – A História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira”.

Em janeiro de 1979, a socialite carioca Leda Castro Neves construiu uma discoteca em sua mansão na Barra da Tijuca e distribuiu convites nos quais conclamava fãs de Dancin’ Days a comparecerem vestidas como os personagens da novela e realizassem o sonho de participar de uma das noites de festa e diversão que eram mostradas a cada capítulo. Dezenas de colunáveis atenderam ao chamado e passaram a frequentar a mansão dos Castro Neves. As mulheres vestiam peles de onça, calças de cetim, lamês e tecidos prateados semelhantes aos que a protagonista Júlia usava na novela. (*)

Os telespectadores frequentemente confundiam com a realidade o que viam nos capítulos de Dancin’ Days. Joana Fomm recebia quase diariamente insultos e até propostas indecorosas por telefone, por conta das maldades de sua personagem, Yolanda. Em entrevista na época, Gilberto Braga confessou que até sua cozinheira havia batido o telefone na cara da atriz.
“Ela possui um arsenal de informações que teoricamente a impediriam de fazer essa confusão. Ela me vê escrever a novela, dá uma olhadinha no final do capítulo às escondidas, conversa comigo. No entanto, quando tentei sugerir que a Joana não tinha nada a ver com a Yolanda, ela respondeu: ‘Sei que o senhor é que escreve aquilo tudo, não sou burra. Bati o telefone outro dia por causa da cara de nojenta que ela fez quando a Júlia entrou no camburão da polícia. A cara não foi o senhor que escreveu, era dela mesmo!'”, narrou o autor em entrevista. (*)

No mesmo dia em que foi exibido o último capítulo de Dancin´ Days (26/01/1979, sexta-feira), chegava ao fim também na Globo a novela do horário das dez da noite, Sinal de Alerta.

A novela foi apresentada em cerca de 40 países, entre eles: Argélia, Bélgica, Bolívia, China, Colômbia, Espanha, França, Polônia, Portugal e Uruguai. Foi, em 1986, a primeira novela brasileira a ser exibida no México, país com tradição na produção de sua própria teledramaturgia. A história foi apresentada pela rede de TV Televisa, uma das principais exportadoras de novelas para o mercado internacional. (*)

Exibida em Portugal entre 1979 e 1980 (pela emissora RTP 1), Dancin´ Days repetiu lá o sucesso daqui.
Em 2012, a Globo em uma parceria com outra emissora, a SIC, produziu para a TV portuguesa um remake da novela, com elenco português. Foi a segunda coprodução realizada em parceria com essa emissora (a primeira foi a novela Laços de Sangue, exibida em Portugal em 2011). Esta adaptação, a cargo de Pedro Lopes, apesar de ter fugido bastante do original de Gilberto Braga, registrou relevante sucesso para a SIC. Ficou no ar por mais de um ano: de junho de 2012 a setembro de 2013, totalizando 336 capítulos (contra 174 da novela original).

Em 2010, Sônia Braga e Antônio Fagundes se reencontraram em cena no episódio A Adúltera da Urca da série As Cariocas, inspirada no livro homônimo de Sérgio Porto. Seus personagens foram batizados de Júlia e Cacá, numa homenagem do diretor Daniel Filho a Dancin´ Days. (*)

Dancin´ Days foi reapresentada entre outubro e dezembro de 1982, às 22 horas.
E num compacto, de uma hora e meia, em 18/02/1980, como atração do Festival 15 Anos da TV Globo (apresentação de Glória Pires).

Em 2014, a novela ganhou uma reprise no canal Viva (canal de TV por assinatura pertencente à Rede Globo), entre 07/04 e 25/10/2014, à meia-noite (com reprise ao meio-dia do dia seguinte).

Em 2011, Dancin´ Days foi lançada em DVD, num box com 12 discos.

Em 2012, chegou aos cinemas o filme A Novela das 8 – de Odilon Rocha, estrelado por Cláudia Ohana, Vanessa Giácomo, Mateus Solano e Alexandre Nero, entre outros – que tinha a novela Dancin´ Days como pano de fundo e inspiração.

Por seus trabalhos na novela, a APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) elegeu Joana Fomm, Yara Amaral e Gracinda Freire as melhores atrizes da TV em 1978 (juntamente com Cleyde Yáconis, pela novela Aritana da Tupi). Lauro Corona levou o prêmio de Ator Revelação (juntamente com Eduardo Conde, por Sinal de Alerta) e Glória Pires a Atriz Revelação.

(*) Site Memória Globo.

Trilha Sonora Nacional
dancint1
01. JOÃO E MARIA – Chico Buarque e Nara Leão (tema de Beto e Marisa)
02. AMANTE AMADO – Jorge Ben (tema de Jofre)
03. ANTES QUE ACONTEÇA – Marília Barbosa (tema de Verinha)
04. GURIA – Luiz Wagner (tema de Carminha)
05. DANCIN´ DAYS – Frenéticas (tema de abertura)
06. HORA DE UNIÃO (SAMBA SOUL) – Lady Zu e Toto (tema de Marisa)
07. AMANHÃ – Guilherme Arantes (tema de Júlia)
08. AGORA É MODA – Rita Lee (tema de locação)
09. KITCHE ZONA SUL – Ronaldo Resedá
10. SOLITUDE – Gal Costa (tema de Yolanda)
11. COPACABANA – Dick Farney (tema de Alberico)

ainda
CAFÉ SOÇAITE
CHÃO DE ESTRELAS
COMO SE FOSSE – Lucinha Araújo (tema de Áurea e João)
CONSOLAÇÃO
EU NÃO EXISTO SEM VOCE – Elizeth Cardoso (tema de Áurea e Dorival)
FOLHETIM – Gal Costa
LINDA FLOR (AI IÔ IÔ)
NESTE MESMO LUGAR – Dalva de Oliveira (tema de Áurea e João)
NOSSOS MOMENTOS – Elizeth Cardoso (tema de Áurea e Dorival)
Ô ISAURA! – Beth Carvalho
OUTRA VEZ – Márcio Lott (tema de Júlia e Cacá)
PRA VOCÊ – Nana Caymmi
TIGRESA – Gal Costa
WAVE

Trilha Sonora Internacional
dancint2
01. DANCIN´ DAYS MEDLEY: NIGHT FEVER, STAYIN’ ALIVE, YOU SHOULD BE DANCIN’, NIGHTS ON BROADWAY, JIVE TALKING, LONELY DAYS LONELY NIGHTS, IF I CAN’T HAVE YOU, EVERY NIGHT FEVER , MORE THAN A WOMAN – Harmony Cats (tema de locação: 17 e Dancin´ Days)
02. THREE TIMES A LADY – Commodores (tema de Carminha e Franklin)
03. SCOTCH MACHINE – Voyage
04. THE WAGES OF SIN – Santa Esmeralda
05. YOU LIGHT UP MY LIFE – Debby Boone (tema de Hélio e Verinha)
06. THE GRAND TOUR – Grand Tour
07. I LOVED YOU – Freddy Cole (tema de Júlia e Cacá)
08. MACHO MAN – Village People
09. FOLLOW YOU FOLLOW ME – Genesis (tema de Inês)
10. BROADWAY GYPSY LADY – Linda Clifford *
11. BLUE STREET – Blood, Sweat and Tears (tema de Yolanda)
12. RIO DE JANEIRO – Gary Criss
13. RIVERS OF BABYLON – Boney M.
14. AUTOMATIC LOVER – Dee D. Jackson

ainda
EVERYBODY DANCE – Chic **
FOOL (IF YOU THINK IT´S OVER) – Chris Rea **
FROM EAST TO WEST – Voyage **
GOT A FEELING – Patrick Juvet
GYPSY LADY – Linda Clifford *
LA VIE EN ROSE – Grace Jones **
LET´S ALL CHANT – Michael Zager Band
MACHO (A REAL, REAL ONE) – Celi Bee & The Buzzy Bunch
MORE THAN A WOMAN – Flowers ***
NIGHT AND DAY – John Davis and The Monster Orchestra
NIGHT FEVER – Flowers ***
ON BROADWAY – George Benson (tema do retorno de Júlia, quando ela dança na Dancin´ Days)
PETIT FLEUR
STAYIN´ ALIVE – Flowers ***
YOU AND I – Rick James **
YOU ARE YOU ARE – Curtis Mayfield
YOU´RE IN MY HEART – Rod Stewart **

* De acordo com Daniel Couri em seu blog Porcos, Elefantes e Doninhas:
“Linda Clifford explodiu na segunda metade da década de 1970, junto com a febre das discotecas. Em seu álbum de 1978, “If My Friends Could See Me Now”, estava contida a faixa usada com frequência na novela, “Gypsy Lady”. Um erro, no entanto, deve ter confundido os mais antenados na época. De fato, o LP internacional de “Dancin’ Days” traz uma faixa “Gypsy Lady”, de Linda Clifford. Acontece que se trata, na verdade, da canção “Broadway Gypsy Lady”, do mesmo álbum da cantora. Por conter duas faixas com títulos parecidos (mas são duas canções completamente diferentes), a Som Livre lançou uma faixa com o nome da outra. Mas as duas canções são utilizadas na novela, apesar de só uma fazer parte da trilha internacional oficial.

** As músicas em questão fizeram parte de trilhas de outras novelas da época, mas tocaram também em Dancin´ Days.
You´re In My Heart (Rod Stewart), La Vie En Rose (Grace Jones) e From East to West (Voyage), da trilha de O Pulo do Gato;
Everybody Dance (Chic), de Te Contei?;
You And I (Rick James), de Pecado Rasgado;
e Fool (If You Think It´s Over) (Chris Rea), de Sinal de Alerta.

*** De acordo com Daniel Couri em seu blog Porcos, Elefantes e Doninhas:
“Na inauguração do Club 17, os hits do filme “Os Embalos de Sábado à Noite” são ouvidos exaustivamente, mas não em versões originais: “Stayin’ Alive”, “Night Fever” e “More Than a Woman”, cantadas pelo cover Flowers, em gravação da CID (Cia Industrial de Discos).”

Guilherme Bryan e Vincent Villari em “Teletema – A História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira”:
A trilha nacional não tinha um tema romântico para o casal central, Júlia e Cacá (Sônia Braga e Antônio Fagundes). Foi então escolhida uma música gravada por Roberto Carlos que fazia sucesso na época, “Outra Vez”. Regravada por Márcio Lott, foi vendida à parte, em um compacto simples.
A música que mais tocou na novela – além da abertura, com as Frenéticas – foi “Amanhã”, de Guilherme Arantes, tema de Júlia.
Marcou também a canção “João e Maria”, melodia composta por Sivuca em 1947 que ganhou letra de Chico Buarque trinta anos depois. Gravada por Chico e Nara Leão, foi tema do casal adolescente Beto e Marisa (Lauro Corona e Glória Pires). A empatia da música com os personagens foi tamanha que, em outubro de 1978, Lauro Corona e Glória Pires cantaram o tema em uma apresentação para o Fantástico.
A trilha internacional vendeu quase um milhão de cópias – batendo o recorde anterior, a trilha nacional de Estúpido Cupido (1976), com músicas dos anos 1960.
Das 14 músicas do LP internacional, 9 eram de discoteca. O maior destaque era o medley de hits do conjunto Bee Gees, gravado pelo quinteto feminino Harmony Cats, com algumas músicas da trilha do filme Os Embalos de Sábado à Noite.

Sonoplastia: Roberto Rosemberg
Produção musical: Guto Graça Mello
Coordenação musical: João Araújo

Tema de Abertura: DANCIN´ DAYS – Frenéticas

Abra suas asas
Solte suas feras
Caia na gandaia
Entre nessa festa

E leve com você
Seu sonho mais louco
Eu quero ver seu corpo
Lindo, leve e solto

A gente às vezes
Sente, sofre, dança
Sem querer dançar
A nossa festa vale tudo
Vale ser alguém
Como eu, como você

Dance bem, dance mal
Dance sem parar
Dance bem, dance até
Sem saber dançar…

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