Sinopse

Douglas Fabiani é apresentador do programa de TV Três Milhões de Cruzeiros, uma competição de perguntas e respostas. Para disputar o prêmio, surge Zé Márcio, um ex-seminarista que responde sobre o Papa João XXIII. Ao vê-lo na TV, Flávia, dona de uma butique, reconhece no candidato seu ex-namorado Guto, que, no passado, participou de movimentos estudantis e foi dado como morto em 1969 quando fugia de uma caçada a estudantes na Via Dutra. Flávia, que está prestes a se casar com Eduardo, fica atordoada. Seria Zé Márcio e Guto a mesma pessoa?

Além de Zé Márcio, o programa conta com a participação, entre outros, da ingênua Joaninha, que vem do interior para responder sobre a vida do cantor Roberto Carlos, faz sucesso no game show e passa a apresentá-lo com Douglas Fabiani. Também participam o funcionário público Pacheco, que responde sobre Marilyn Monroe; Garapa, que se submete ao desafio respondendo perguntas sobre o Corinthians; Amanda, sobre a escola de samba carioca Mangueira; e Luiz Roberto, sobre o Conde Drácula.

Tupi – 19h
de 6 de agosto de 1979
a 21 de janeiro de 1980
149 capítulos

novela de Mário Prata
direção de José de Anchieta

Novela anterior no horário
Salário Mínimo

Novela posterior
Drácula

ÊNIO GONÇALVES – Zé Márcio (José Márcio Garcia de Oliveira) / Guto
MÁRCIA MARIA – Flávia
LUIZ ARMANDO QUEIRÓZ – Douglas Fabiani
FLÁVIO GALVÃO – Eduardo
MAITÊ PROENÇA – Joaninha (Joana Albuquerque)
SÉRGIO MAMBERTI – Dr. Leonardo Pacheco
LIA DE AGUIAR – Isildinha
RODOLFO MAYER – Nonô
IMARA REIS – Marilu
PEDRO PAULO RANGEL – Babito
HENRIQUE LISBOA – Luiz Roberto Galvão
WÁLTER BREDA – Menezes
WÁLTER PRADO – Juca
DENIS DERKIAN – Carlinhos
WILMA DE AGUIAR – Ema
LUIZ SERRA – Gabriel
VERA PAXIE – Marlene
CRISTINA PEREIRA – Garapa
HERALDO CORRÊA – Tadeu
ANNAMARIA DIAS – Amanda Xavier
HELOÍSA ARRUDA – Dias
MARISA SANCHES – Gumercinda
OSCAR FELIPE – Malta
PAULO BETTI – Caco
SUZANA LAKATOS – Celinha
MARCOS ROSEMBAUM
LUIZ CARLOS LABORDA
FÁTIMA RIBEIRO
GENY PRADO
RENATO CONSORTE
EUNICE MENDES
ABRAHÃO FARC

Mário Prata desenvolveu um laboratório de ideias e criação recusado pela Globo. Infelizmente, tais ideias não encontraram repercussão na TV Tupi, em processo de falência. (“Memória da Telenovela Brasileira”, Ismael Fernandes)

O tema central, na verdade, era polêmico para a época. A história de Zé Márcio (Ênio Gonçalves) expunha à sociedade os problemas nacionais dos anos de arbítrio com o país ainda em plena Ditadura Militar.

A novela apresentava a produção e exibição de um fictício game show de televisão, o programa Três Milhões de Cruzeiros, apresentado por Douglas Fabiani, personagem de Luiz Armando Queiroz, exibido na trama pela Rede Tupi de Televisão. Neste particular, Dinheiro Vivo se assemelhava à novela Espelho Mágico (1977), da Globo, que apresentava em seu entrecho a produção e exibição de uma novela fictícia, Coquetel de Amor.
Os concorrentes ao prêmio máximo eram Zé Márcio Garcia de Oliveira (Ênio Gonçalves), respondendo sobre o Papa João XXIII; Joaninha (Maitê Proença), sobre o “Rei” Roberto Carlos; Dr. Leonardo Pacheco (Sérgio Mamberti), sobre Marilyn Monroe; Garapa (Cristina Pereira), sobre o Corinthians; Luiz Roberto Galvão (Henrique Lisboa), sobre o Conde Drácula; e Amanda Xavier (Annamaria Dias), sobre a Estação Primeira de Mangueira. Justificando o título da novela, Douglas Fabiani anunciava: Três Milhões de Cruzeiros, um programa de dinheiro vivo!”

Curiosamente, dez anos depois de Dinheiro Vivo, o ator Luiz Armando Queiroz apresentou na TV Manchete um programa nos mesmos moldes do game show da novela da Tupi, pondo em prática na vida real a sua atuação na ficção. O Sem Limite era exibido semanalmente, nas noites de terça-feira, e lembrava o formato do consagrado O Céu é o Limite, programa de grande sucesso que estreou na década de 1950 na TV Tupi e ficou pelo menos trinta anos no ar, passando por várias emissoras. Luiz Armando Queiroz, inclusive, adotou o bordão do apresentador mais famoso da atração original, J. Silvestre: “Absolutamente certo!”.

Sérgio Mamberti viveu em Dinheiro Vivo um personagem interessante e inusitado para a época: ele era o burocrata Dr. Leonardo Pacheco, cujo segredo – guardado a sete chaves – era um santuário em homenagem à estrela do cinema Marilyn Monroe. Na trama, quando a esposa de Pacheco morre, ele não consegue se relacionar com outras mulheres, pois em todas via a figura de Marilyn Monroe. Até que um dia, o Dr. Pacheco traveste-se de Marilyn para cantar e dançar como se fosse a estrela norte-americana. Assim, a “Freguesia do Ócio” – nome carinhoso de sua casa na novela – assistiu a um número musical tirado do filme O Rio das Almas Perdidas (1954), estrelado pela atriz. O ator Rodolfo Mayer, que interpretava seu pai na novela, dizia em cena que Pacheco era Marilyn Monroe em pessoa.

O tênis e o sapato feminino apresentado na abertura de Dinheiro Vivo foram lançados comercialmente a ganharam as ruas.

Primeira novela das atrizes Maitê Proença, Cristina Pereira e Imara Reis.

Foi difícil para Dinheiro Vivo concorrer diretamente com o grande sucesso da novela Marron-Glacé, da Globo, lançada no mesmo dia e horário.

01. OPEN SPACE – Airto Moreira (tema de abertura)
02. SOB MEDIDA – Fafá de Belém
03. ROLA ROLA – Emílio Santiago (tema de Garapa)
04. DR. PACHECO – Raul Seixas
05. CRIATURAS – Wálter Franco
06. MALACAXETA – Pepeu
07. TEM DINHEIRO NISSO – Harmony Cats
08. DEZ ANOS (DIEZ AÑOS) – Gal Costa (tema de Flávia)
09. RAIOS DA MANHÃ – Peninha
10. DETALHES – Ricardo Braga (tema de Joaninha)
11. A DESCULPA – Wildner
12. DANÇAS DO NI – Bendegó

Seleção de repertório: Carlos Alberto Borba
Coordenação musical: Júlio Medaglia

Tema de Abertura: OPEN SPACE – Airto Moreira

Vivo sonhando
Sonho acordada
Vida boa é vida de amor
Com samba e com trabalho e suor
Forte de sofrer sem temor de morrer

Eu vi um bama
Sujo de lama
Vida não é vida
Sem conceito e sem trabalho ou suor
Fraco de sofrer por temor de viver

Vivo sonhando
Sonho acordada
Vida boa é vida de amor
Com samba e com trabalho e suor
Forte de sofrer sem temor de morrer…

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