Sinopse

Mercedes é uma mulher de classe média, mãe de dois filhos e apaixonada por arte. Depois de receber alta de seu antigo terapeuta e passar algum tempo afastada da terapia, Mercedes decide voltar ao divã em busca de novas respostas para seus questionamentos. Recém-separada e com os filhos já crescidos, ela se envolve com um homem casado, com quem parece viver um conto de fadas em Nova Iorque, encara o relacionamento do filho Bruno com uma mulher mais velha, reencontra um antigo amor da época da escola. Além disso, mostra seu lado solidário e decide se voluntariar em um asilo, descobre o verdadeiro poder de uma amizade e, para completar, percebe que a vida pode ser muito curta.

Nesta nova fase de sua vida, Mercedes conta com o apoio da amiga Tânia e do cabeleireiro Renê. Tânia é uma mulher descolada e divertida que a aconselha nas situações mais adversas. Dona de uma galeria, ela oferece a Mercedes a oportunidade de expor seu trabalho. Já o cabeleireiro Renê é diversão garantida com suas dicas irreverentes.

Globo – 23h
de 5 de abril a 24 de maio de 2011
8 episódios

texto de Marcelo Saback
baseado no livro de Martha Medeiros
direção de José Alvarenga Jr. e Fabrício Mamberti
direção geral de José Alvarenga Jr.
direção de núcleo de Jayme Monjardim

LÍLIA CABRAL – Mercedes
TOTIA MEIRELLES – Tânia
PAULO GUSTAVO – Renê
JOHNNY MASSARO – Thiago
DUDA NAGLE – Bruno
MARCELO AIROLDI – Jurandir
JÚLIA ALMEIDA – Magali
LIDIANE RIBEIRO – Natália
Peça que, após anos de sucesso no teatro, fora adaptada para o cinema, alcançando o sucesso também nas telonas. Não demorou muito para surgir uma adaptação para TV. Tanto a peça, quanto o filme, quanto a série tinham Lília Cabral no papel da protagonista Mercedes.

Divã repetiu na TV o sucesso que fez no cinema e no teatro, ainda que diferente em cada um dos três veículos. Vale dizer que o seriado de TV era, pelo menos, melhor que o filme, mais bem acabado, melhor escrito e dirigido. E, a cada episódio, um show de interpretação de Lília Cabral.

O roteirista Marcelo Saback, ao lado de Lília Cabral, abraçou o projeto de Divã desde o começo e assumiu a adaptação do livro de Martha Medeiros para o teatro e para o cinema. Para a TV, Marcelo precisou dar continuidade e criar novos caminhos para uma personagem que já estava bem resolvida. A história no seriado começou onde parou no filme.

Divã foi substituída por A Mulher Invisível no dia e horário (terças-feiras às 23 horas).

Tema de Abertura: O QUERERES – Nise Palhares

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e é de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock?n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em ti é em mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente impessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total…

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