Sinopse

O cotidiano da vida de Lola, ao lado do marido Júlio e dos quatro filhos – Carlos, Alfredo, Isabel e Julinho – desde quando estes eram crianças até a idade adulta, quando ela termina seus dias sozinha em uma casa para idosos. A história transcorre todos os fatos marcantes de sua vida: a dura luta para criar os filhos, a morte do marido e de Carlos, os problemas com o rebelde Alfredo, a união precoce de Isabel com um homem casado, e o casamento de Julinho com uma moça rica que culmina com a ida de Dona Lola para um asilo, para terminar seus dias sozinha.

Entre tanto sofrimento, alguns momentos leves, como a amizade de Lola com a vizinha Dona Genu, casada com Virgulino, um casal divertido. E os passeios à casa de sua mãe, Dona Maria, em Itapetininga, no interior de São Paulo, onde moram suas duas irmãs, Clotilde e Olga, e a tia Candoca. A espevitada Olga se casa com o farmacêutico Zeca e juntos dão início a uma grande prole. Enquanto Clotilde se apaixona por Almeida, um amigo de Júlio, mas não consegue romper com os padrões morais da sociedade quando tem de decidir morar com ele que é desquitado.

Tupi – 19h / 19h30
de 6 de junho a 31 de dezembro de 1977
165 capítulos

novela de Sílvio de Abreu e Rúbens Ewald Filho
baseada no romance homônimo de Maria José Dupré
direção de Atílio Riccó e Plínio Paulo Fernandes

Novela anterior no horário
Tchan, a Grande Sacada

Novela posterior
João Brasileiro, o Bom Baiano

NICETTE BRUNO – Lola
GIANFRANCESCO GUARNIERI – Júlio
CARLOS AUGUSTO STRAZZER – Carlos
CARLOS ALBERTO RICCELLI – Alfredo
MARIA ISABEL DE LIZANDRA – Isabel
EWERTON DE CASTRO – Julinho
GEÓRGIA GOMIDE – Clotilde
EDGARD FRANCO – Almeida
JUSSARA FREIRE – Olga
PAULO FIGUEIREDO – Zeca
MARIA CÉLIA CAMARGO – Genu
JOÃO JOSÉ POMPEO – Virgulino
ADRIANO REYS – Felício
CARMEM MONEGAL – Adelaide
RENY DE OLIVEIRA – Carmencita
FLÁVIO GALVÃO – Lúcio
LEONOR LAMBERTINI – Dona Maria
GENY PRADO – Tia Candoca
NYDIA LÍCIA – Tia Emília
LOURDES MORAES – Justina
INDIANARA GOMES – Maria Laura
SILVIO ROCHA – Assad
SÔNIA MOREIRA – Laila
LUCY MEIRELLES – Karime
ROGÉRIO MÁRCICO – Alonso
MARIA LUIZA CASTELLI – Pepa
BETH GOULART – Lili
CHICA LOPES – Durvalina
GÉSIO AMADEU – Raio Negro
CARMEM MARINHO – Marion
Higino
AMILTON MONTEIRO – Marcos
MALU BRAGA – Marta
RUTHINÉIA DE MORAES – Zulmira
LUIZ CARLOS BRAGA – Alaor
as crianças
PAULO CÉSAR DE MARTINO – Carlos
DOUGLAS MAZZOLA – Alfredo
IVANA BONIFÁCIO – Isabel
MARCELO PINSDORF – Julinho
ANA CLÁUDIA PEREIRA – Carmencita
MATHEUS ROBERTO (MATHEUS CARRIERI) – Lúcio
GLADYS REGINA MIRANDA – Lili
MARIA CECÍLIA SALAZAR – Maria Laura
MARCO DONIZETTI – Raio Negro
MÁRCIO COSTA – Tavinho (filho de Olga e Zeca)
ILENE PATRÍCIA – Maria Emília (filha de Olga e Zeca)
LUCIENE DOS SANTOS – Emiliana (filha de Olga e Zeca)
RENATO CARRIERI – Felício Jr. (filho de Felício e Zulmira)
PAULO GOULART FILHO
e
DOMINGOS MATTEI NETO – enfermeiro
FELIPE DONOVAN
GENÉSIO DE ALMEIDA JR.
JOHN HERBERT – Mr. Hilton (queria corromper Virgulino na companhia telefônica)
LIA DE AGUIAR – madre superiora do asilo onde Lola vai morar, no final
LINDA GAY – Dona Marlene (mãe de Júlio)
MARISA SANCHES – Dona Benedita (professora de Carlos e Alfredo crianças)
MARINA SILVA RAMOS – Dita
MARIVALDA – Paulette (corista, amante de Zeca em São Paulo)
PAULO GOULART – Dr. Azevedo (médico que cuida doença de Júlio)
ROBERTO MAYA – José Aranha (verdadeiro pai de Carmencita, por quem Pepa abandona Alonso)
RUY LEAL – pai de Lola, nas lembranças dela
YARA GREY

– núcleo de LOLA (Nicette Bruno), mãe abnegada e esposa submissa:
o marido JÚLIO LEMOS (Gianfrancesco Guarnieri), homem batalhador que trabalha em uma loja de tecidos, luta para comprar a casa onde mora com a família, apesar das várias dificuldades pelas quais passam. Rígido com a mulher e os filhos. Morre de câncer no decorrer da história
os filhos: CARLOS (Paulo César de Martino / Carlos Augusto Strazzer), o mais velho. Responsável e estudioso desde criança, com o falecimento do pai sente-se na necessidade de abandonar a faculdade de Medicina para trabalhar em um banco e ajudar nas despesas da casa. Também morre na história
ALFREDO (Douglas Mazzola / Carlos Alberto Riccelli), o segundo filho. Irresponsável, rebelde, não gostava de estudar quando criança. Vai trabalhar em uma oficina mecânica, mete-se com anarquistas. Alista-se na marinha mercante e abandona a família para viver aventuras pelo mundo
JULINHO (Marcelo Pinsdorf / Ewerton de Castro), o terceiro e o mais esperto dos filhos, desde criança tinha tino para os negócios. Adulto, vai trabalhar com o patrão do pai. Casa-se por interesse com a filha rica do patrão
e ISABEL (Ivana Bonifácio / Maria Isabel de Lizandra), a caçula, queridinha do pai na infância. Adulta, será amante de um homem casado, um escândalo para a família
a empregada DURVALINA (Chica Lopes).

– núcleo da família de Lola em Itapetininga:
a mãe DONA MARIA (Leonor Lambertini), doceira de mão cheia
a tia CANDOCA (Geny Prado), irmã de Maria, reclamona e debochada, vai ficando esclerosada com o passar do tempo
as irmãs CLOTILDE (Geórgia Gomide), solteirona, sempre viveu em função da mãe
e OLGA (Jussara Freire), a mais nova, engraçada e espevitada
o cunhado ZECA (Paulo Figueiredo), marido de Olga, farmacêutico
os filhos de Olga e Zeca: TAVINHO (Márcio Costa), MARIA EMÍLIA (Ilene Patrícia) e EMILIANA (Luciene dos Santos).

– núcleo de DONA GENU (Maria Célia Camargo), vizinha de Lola, mulher fofoqueira, mas de bom coração e solidária:
o marido VIRGULINO (João José Pompeo), que sofre na mãos da mulher
os filhos LÚCIO (Matheus Roberto Carrieri / Flávio Galvão), amigo de Alfredo e Carlos, apaixonado por Isabel desde a infância, mas não casou-se com ela,
e LILI (Gladys Regina Miranda / Beth Goulart).

– núcleo de EMÍLIA (Nídia Lycia), a tia rica de Lola, mulher elegante da alta sociedade cujo maior passatempo é conversar sobre a árvore genealógica das famílias quatrocentonas paulistas:
as filhas ADELAIDE (Carmem Monegal), jovem elegante e decidida, de ideias liberais para o seu tempo, envolveu-se com Alfredo,
e JUSTINA (Lourdes Moraes), deficiente com problemas mentais
o mordomo HIGINO.

– núcleo de ALMEIDA (Edgard Franco), colega de trabalho de Júlio na loja de tecidos. Apaixona-se por Clotilde, mas ela resiste à paixão por ele ser ainda casado, apesar de separado da mulher. Os dois têm que esperar o divórcio, que a mulher reluta em dar:
a mulher MARTA (Malu Braga).

– núcleo de CARMENCITA (Ana Cláudia Pereira / Reny de Oliveira), o amor de Carlos desde a infância, casa-se com Lúcio após a morte dele. Sofre com os desentendimentos entre os pais, que acabam se separando:
o pai ALONSO (Rogério Márcico), dono de um bar/mercearia. Não é o verdadeiro pai dela, mas a criou e a ama como filha
a mãe PEPA (Maria Luiza Castelli), espanhola que abandona Alonso para viver com JOSÉ ARANHA (Roberto Maya), seu pai biológico.

– núcleo de ASSAD (Silvio Rocha), libanês rico, dono de uma loja de tecidos, patrão de Júlio e Almeida, mais tarde patrão de Julinho:
a filha MARIA LAURA (Maria Cecília Salazar / Indianara Gomes), mimada e fútil, casa-se com Julinho
a primeira mulher LAILA (Sônia Moreira), morre no decorrer da história
a segunda mulher KARIME (Lucy Meirelles), odiada por Maria Laura.

– núcleo de FELÍCIO (Adriano Reys), em crise no casamento, envolve-se com Isabel, e os dois se tornam amantes, escandalizando a família dela. Larga a mulher para unir-se a Isabel. Eles fazem um contraponto com Clotilde, tia de Isabel, que preferiu esperar o divórcio de Almeida para casar-se legalmente:
a mulher ZULMIRA (Ruthinéia de Moraes)
o filho pequeno com Zulmira, FELÍCIO JR. (Renato Carrieri).

– demais personagens:
RAIO NEGRO (Marco Donizetti / Gésio Amadeu), amigo de Alfredo desde a infância
MARCOS (Amilton Monteiro), amigo de Carlos e Lúcio, casa-se com Lili
MARION (Carmem Marinho), dona de um cabaré, amante de Júlio
ALAOR (Luiz Carlos Braga), funcionário do cabaré de Marion.

O nível conseguido no texto e o trabalho apurado de Nicette Bruno fizeram dessa novela um sucesso de crítica.
Nicette foi eleita pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) a melhor atriz de 1977 (juntamente com Rosamaria Murtinho, pela novela Nina).

A TV Tupi queria adaptar mais uma vez o famoso livro de Maria José Dupré (publicado em 1943). Dez anos antes (em 1967), a emissora havia levado ao ar uma adaptação de Pola Civelli, com Cleyde Yáconis e Sílvio Rocha nos papeis centrais.
Para essa nova produção, foram chamados Rubens Ewald Filho (crítico de cinema) e Silvio de Abreu (roteirista e diretor de pornochanchadas), então novatos em roteirização para televisão. Foi o primeiro trabalho da dupla como autores de novelas.
Após o excelente trabalho em Éramos Seis, eles foram contratados pela Globo. Em 1978, Silvio escreveu Pecado Rasgado, para o horário das sete, e Rubens adaptou Gina, outro romance de Maria José Dupré, para as seis horas.

A TV Record, antes da versão de 1967 da Tupi, já havia apresentado uma adaptação da história. Foi em 1958, exibida duas vezes por semana, com Gessy Fonseca e Gilberto Chagas.
Em 1994, o SBT, sob a direção de dramaturgia de Nilton Travesso, produziu um remake dessa versão de Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho, com Irene Ravache e Othon Bastos. À época, Silvio de Abreu, já um consagrado novelista, contratado da Globo, vendeu os direitos sobre o seu texto para o SBT. Anos mais tarde, comprou de volta, o que possibilita à Globo produzir uma nova versão da história, já que a emissora também adquiriu os direitos sobre o romance de Maria José Dupré.

A trama foi dividida em três etapas: 1921, 1931 e 1941, e abrangeu um período dos mais ricos e produtivos da cidade de São Paulo, refletindo seus aspectos políticos e sociais. (*)

Exibida no horário das sete da noite, a primeira parte da trama sofreu ferrenha concorrência com a novela Locomotivas, que fazia muito sucesso na Globo. Reconhecendo os imbatíveis índices de audiência da concorrente, a Tupi publicou nos jornais de 14/08/1977 um anúncio surpreendente:
“A Rede Tupi mudou a novela Éramos Seis para as sete e meia da noite. Assim você não perde as Locomotivas. Éramos Seis, a novela mais humana e comovente da televisão, a partir do dia 15 de agosto, vai começar às sete e meia da noite. A Rede Tupi mudou o horário para você não perder nenhuma das duas novelas de que você gosta. E o novo horário coincide com o início da segunda fase de Éramos Seis. Se por acaso você perdeu a primeira, não tem importância. A vida continua. Em cada capítulo da vida de Dona Lola você vai encontrar muito da sua própria vida. (…) A Rede Tupi está marcando audiência com você.”

A autora do romance original, Maria José Dupré, que foi apresentada ao elenco na noite de estreia da novela, aborreceu-se com os adaptadores que criaram uma ligação extra-conjugal para o personagem Júlio (Gianfrancesco Guarnieri).
Ela desabafou: “É demais! Sempre me culpei por ter criado a Dona Lola tão sofrida, agora o marido a desrespeita!”
Mais tarde, confidenciou: “Não me apresentem a aventura de Júlio, será demais para mim!”

Assim como no romance original, o personagem Carlos morre no decorrer na trama. Na novela, essa morte foi mais por imposição da emissora do que pela vontade dos adaptadores. A Tupi queria Carlos Augusto Strazzer ou Carlos Alberto Riccelli (astros de Éramos Seis) para protagonizar sua próxima atração, O Profeta. Optou-se então seguir o livro, ainda que a morte do personagem ocorresse no livro em um momento diferente do exibido na trama da novela. E assim, Strazzer saiu de Éramos Seis para estrelar O Profeta.

Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho criaram um desfecho heroico para o personagem Carlos: ele foi um dos mortos da Revolução Constitucionalista de 1932 em São Paulo, junto de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, os jovens que passaram à História através da sigla MMDC. No livro, Carlos também morre, mas em outras circunstâncias. No remake do SBT (em 1994), o destino de Carlos (Jandir Ferrari) foi mantido, embora não por necessidade de liberar o ator para outro trabalho. Fábio Costa em “Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”.

Segundo Silvio de Abreu, o sucesso de Éramos Seis se deve à combinação de vários fatores, mas principalmente à verdade que existia nas relações narradas.
“Além das tramas do livro, do original, levei para os personagens um pouco da minha família. Nós também éramos seis. O Júlio tinha um pouco do meu pai e a minha mãe inspirou algumas coisas de Dona Lola”, contou o autor a Flávio Ricco e José Armando Vannucci, para o livro “Biografia da Televisão Brasileira”.
Curiosamente, muitos anos depois, assim como no texto dos capítulos que escreveu, seu irmão mais velho foi o primeiro a falecer.

Para maior veracidade, Éramos Seis teve externas gravadas na Vila Belmiro, bairro de Santos (SP), cujas ruas ainda conservavam construções antigas. Bem como na estação ferroviária, na Avenida Ana Costa, e no Orquidário. Ainda em São Paulo, no bairro do Bonsucesso.

A abertura de Éramos Seis apresentava um álbum de família sendo folheado, enquanto os créditos do elenco surgiam a cada foto de um ator que aparecia. As atrizes Wanda Stefânia e Patrícia Mayo foram escaladas para a segunda fase da novela (iriam viver Carmencita e Adelaide, respectivamente), e seus nomes – e fotos – constavam na abertura desde a primeira fase. Mas as atrizes ficaram grávidas e não puderam atuar, sendo substituídas por Reny de Oliveira e Carmem Monegal. Apesar dos créditos terem sido corrigidos na segunda fase, as fotos das atrizes originais permaneceram. Assim, o nome Wanda Stefânia surgia sobre a foto de Reny de Oliveira, e Patrícia Mayo sobre a foto de Carmem Monegal.

A atriz Chica Lopes, que viveu a empregada Durvalina, voltou a interpretar a mesma personagem dezessete anos depois, no remake da novela no SBT (em 1994).
Jussara Freire e Paulo Figueiredo também estiveram nas duas novelas, mas fazendo pares românticos diferentes: Olga e Zeca em 1977, e Clotilde e Almeida em 1994.
Também Lia de Aguiar. Em 1977, a atriz fez uma rápida aparição como a madre superiora do asilo onde Lola termina seus dias. Ela voltou em 1994 em outra participação especial: Dona Marlene, mãe de Júlio.
Já o ator Silvio Rocha, o seu Assad em 1977, havia participado anteriormente, na versão de 1967, em que viveu Júlio.

Texto de apresentação de Éramos seis, narrado em off no início do primeiro capítulo:
“Esta é a história de uma família paulista, a família Lemos. Uma família de gente simples que enfrenta as dificuldades do dia a dia com coragem e otimismo. Uma família muito parecida com a sua. Somente a cidade mudou. São Paulo em 1921 é uma cidade extensa de casas térreas e sobrados, jardins floridos de primaveras, alamedas guarnecidas de plátanos e cortadas pelas linhas dos bondes da Light. São 600 mil habitantes numa época em que começam a se acentuar os contrastes. Os cortiços nos bairros populares, os novos hábitos trazidos pelos imigrantes…
Dona Lola, uma mulher comum. Uma mãe de família como tantas que vocês conhecem. Por isso, através deste retrato de época, faremos uma homenagem ao seu anônimo heroísmo. E como à Srª Leandro Dupré, dedicamos essa novela a todas as mulheres que trabalham.”

(*) “De Noite Tem… Um Show de Teledramaturgia na TV Pioneira”, Mauro Gianfrancesco e Eurico Neiva, Giz Editorial, 2007.

Trilha Sonora
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01. TODA UMA VIDA – Ederly Borba (tema de abertura e tema de Lola)
02. DOMINGO ANTIGO – Beth Carvalho (tema geral)
03. MEU PRELÚDIO – Waldyr Azevedo (tema de Julinho e Lili)
04. MADRINHA LUA – Rosinha de Valença (tema de Clotilde)
05. MODINHA – Titulares do Ritmo (tema de Carlos)
06. QUEREMOS DEUS – Wilson Simonal
07. ACALANTO – Nana e Dorival Caymmi (tema de Lola e os filhos pequenos)
08. A BANDA – Chico Buarque
09. CAPRICHO DO DESTINO – Jacob do Bandolim (tema de Clotilde)
10. MAL ME QUER – Nara Leão
11. BRANCA – Violinos Mágicos (tema de Clotilde)
12. SERRA DA BOA ESPERANÇA – Elizeth Cardoso e Sílvio Caldas
13. CAIADO – Fernando Leno (tema de Olga)

Tema de Abertura: TODA UMA VIDA – Ederly Borba

Vem a tristeza me entristecer
Mas a lembrança, como a esperança
Me faz viver
Eu sou tão rica com tantos sonhos
Como esta casa me pertencendo
Toda em poente me vê
Me vê passando todos os dias
Mesmo nos dias que vão morrendo
Pois com certeza
Tem sempre um dia em nossa vida
Que vai nascendo…

Veja também

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