Sinopse

O cotidiano dentro de um hospital. As tramas giravam ao redor de pacientes, funcionários, médicos e enfermeiros.

Um mistério era o fio condutor da história: de quem era o corpo do médico morto num acidente de carro – o Dr. Maurício ou o Dr. Fernando? Numa noite, Fernando dá uma carona a Maurício e um acidente na estrada incendeia o carro onde os dois estavam. Um corpo é carbonizado e o outro fica irreconhecível. Acredita-se que Maurício morreu e que Fernando sobreviveu, pois os documentos dele são encontrados em seu paletó. Uma cirurgia plástica refaz o rosto de Fernando, o sobrevivente.

Muito mais do que uma fatalidade, ao final descobria-se que o acidente era uma farsa planejada por uma quadrilha, uma espécie de máfia branca, para apoderar-se do hospital onde a trama era centralizada. Fernando era noivo da Drª Cristina, herdeira do hospital. O sobrevivente do acidente era Maurício, que se passou por Fernando para casar-se com Cristina e ficar com o hospital.

O acidente de carro foi premeditado: Maurício insistiu pela carona e vestiu o paletó de Fernando onde estavam os seus documentos. Ao final, para surpresa de todos, descobre-se que Fernando estava vivo, preso numa cabana, enquanto um corpo carbonizado o substituiu no acidente. Maurício, o falso Fernando, é seguido sem saber, e vai até o cativeiro onde o verdadeiro Fernando era mantido preso. Ao final, Maurício vai preso quando todo o mistério é desvendado.

Tupi – 20h
de 28 de junho a 14 de novembro de 1971
115 capítulos
novela de Benjamin Cattan
argumento de Cassiano Gabus Mendes
direção de Benjamin Cattan e Wálter Avancini

Novela anterior no horário
Simplesmente Maria

Novela posterior
O Preço de um Homem

STÊNIO GARCIA – Dr. Maurício
JACQUES LAGOA – Dr. Fernando
MARIA ISABEL DE LIZANDRA – Cristina
GLAUCE ROCHA – Helena
HENRIQUE MARTINS – Rogério
RILDO GONÇALVES – Dr. Otávio
MARILU MARTINELLI – Maria Lúcia
TONY RAMOS – Dr. Luiz Carlos
ELAINE CRISTINA – Fátima
ÊNIO GONÇALVES – Dr. Flávio
JAIME BARCELOS – Dr. Miguel
KATE HANSEN – Helga
ANA ROSA – Ângela
GILBERTO BAROLLI – Bob (Roberto)
SUELY FRANCO – Celeste
YARA LINS – Aurora
RÚBENS TEIXEIRA – José
HOMERO KOSSAC – Dr. Jaime
CARLOS ALBERTO RICCELLI – Tato
CRISTINA MARTINEZ – Silvinha
CAZARRÉ – Olegário
MARIA APARECIDA BAXTER – Altamira
FLÁVIO GALVÃO – Dr. Celso
ROBERTO MAYA – Dr. Fábio
SILVIO FRANCISCO – Dr. João
ALDO CÉSAR – Dr. Mário
LEONOR NAVARRO – Leonor
AUGUSTO BARONI – Augusto
SANDRA LOBO – Sandra
TEREZINHA SODRÉ – Terezinha
SELMA EGREI – Selma
OLÍVIA CAMARGO – Amália
TERESA CAMPOS – Maysa
NEIDE MONTEIRO – Neide
CLARISSE PIOVESAN – Clarisse
LINA DE ROMA – Lina
MARIA ROSA ALVINO – Rosa
MARIA ROSA DE SOUZA – Roy
MARIÂNGELA – Mafalda
ISABEL CARVALHO SOUZA – Isabel
CARLOS ALBERTO JELLMAYER – Carlos
PAULO RAMOS – Dr. Paulo
JOSÉ COUTINHO – Dr. Coutinho
RONALDO TEIXEIRA – Dr. Teixeira
CELSO LUCAS – Dr. Vicente
o menino JOÃO LUIZ DE ALMEIDA – Carlinhos
e
ELÍSIO DE ALBUQUERQUE
CLÁUDIA MELLO
ARNALDO WEISS
OSLEY DELAMO
OSVALDO ÁVILA
TUSKA

Slogan de lançamento de Hospital: a novela escrita com vidas humanas.

A ideia de ambientar a trama em um hospital partiu de Cassiano Gabus Mendes, para ele, o local ideal para se desenvolver uma história humana e comovente. (*)

A proposta inicial era criticar a “máfia branca”. Para tanto, a trama tinha alguns médicos inescrupulosos. Aos poucos, a história foi se reduzindo a pequenos problemas hospitalares. O caso de amor do Dr. Fernando (Jacques Lagoa), aliado a um fato de falsa identidade, acabou por assumir o centro das atenções.

O autor, Benjamin Cattan, confessou:
“Se eu continuasse a insistir na falta de escrúpulos de alguns médicos, no dia em que eu necessitasse de uma intervenção cirúrgica eu pagaria caro a minha insistência!”

Especulava-se que a grande audiência era de pessoas hipocondríacas, que escreviam à emissora relatando fatos e sugerindo outros.

O grande público, entretanto, não queria à noite se sentir hispitalizado! Por sinal, obras embasadas em hospitais poucas vezes renderam bons resultados na TV brasileira, vide a novela Os Gigantes (Globo, 1979) e o seriado Obrigado Doutor (Globo, 1981).
Já outras tiveram boa repercussão, como as séries Mulher (Globo, 1998-1999) e Sob Pressão (2017-2018).

Nos estúdios do Sumaré, foi instalado um grandioso cenário, com os mais modernos equipamentos hospitalares. (*)

Os atores, para melhor construírem seus personagens, tiveram aulas de enfermagem e fizeram estágios em alguns hospitais de São Paulo. Stênio Garcia, que interpretou um médico patologista, assistiu a duas cirurgias e fez pesquisas em microscópios. Ana Rosa, Suely Franco, Yara Lins e Marilu Martinelli receberam instruções da enfermeira-chefe do Hospital Nove de Julho. Aldo César, na pele de um médico anestesista, não contando a ninguém de seu horror a sangue, caiu desmaiado na primeira operação que presenciou. (*)

A atriz Glauce Rocha, uma das protagonistas, morreu de parada cardíaca no decorrer da novela, em 12/10/1971. Faltavam apenas cinco capítulos para a conclusão das gravações de sua personagem, Helena, superintendente do hospital.

A música da abertura, Tema do Hospital, foi composta e gravada por Wálter Franco (com participação de Silvia Maria) especialmente para a abertura da novela. Em 1973, quando Wálter Franco lançou seu LP Ou Não, a música foi incluída, mas com um título definitivo: No Fundo do Poço.

Primeira novela dos atores Carlos Alberto Riccelli e Terezinha Sodré.

(*) “De Noite Tem… Um Show de Teledramaturgia na TV Pioneira”, Mauro Gianfrancesco e Eurico Neiva, Giz Editorial, 2007.

Trilha Sonora
01. LIEBERTRÄUM (SONHO DE AMAR)
02. SERENADE – Schubert
03. SERENATE – Toselli
04. POUR ELISE – Beethoven
05. VALSA DO ADEUS
06. CLAIR DE LUNE – Debussy
07. MY SONG OF LOVE

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Tema de Abertura: TEMA DO HOSPITAL (NO FUNDO DO POÇO) – Wálter Franco (participação de Silvia Maria) *

* Em 1971, a música foi chamada de “Tema do Hospital”, por ter sido composta especialmente para a abertura da novela Hospital.
Em 1973, quando Wálter Franco lançou seu LP “Ou Não”, a música foi incluída, mas com um título definitivo: “No Fundo do Poço”.

Quem olhar pro fundo do poço
Quem olhar pro fundo do poço, vai ter
Quem se olhar dos pés ao pescoço
Quem se olhar dos pés à cabeça, vai ver
Que tudo é tão simples
Que tudo é tão claro, tão claro, vai ver

Quem passar por cima do muro
Quem passar por cima do muro, vai ter
Quem passar por cima do mundo
Quem passar por cima do mundo, vai ver
Que tudo é profundo
Que tudo é tão simples, tão simples, vai ver

Quem passar por cima do mundo
Quem passar por cima do mundo, vai ver
Que tudo é tão claro
Que tudo é profundo, profundo, vai ver

Quem passar por cima do mundo
Quem passar por cima do mundo
Quem passar por cima do mundo
Quem passar por cima do mundo
Vai ser, vai ser, vai ser, vai ser…

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