Sinopse

Os mistérios sobre uma lenda na ilha de Santa de Catarina, onde a herança da colonização açoriana leva a população a render cultos às bruxas. No ano de 1919, Pedro é um jovem pescador noivo de Alice, filha de Giuliano e Alma e neta da influente Ludovica. O noivado dele é alvo de inveja de Washington, filho do agricultor Geraldo, o homem mais influente da região.

Contudo, Pedro é alvo da cobiça de uma força maior: Selena, uma jovem bruxa que sai durante a noite para enfeitiçá-lo e seduzi-lo. Porém, Selena esconde um poderoso segredo, que faz com que ela fique intimamente ligada a Ludovica, a líder das bruxas da Ilha de Santa Catarina.

Ludovica influencia Aquilina, Domingas e Mariana e uma legião de mulheres revoltadas com a opressão masculina, que se reúnem na floresta para realizar rituais pagãos e bruxarias para oprimir os homens com seus feitiços. Para rebater essa bruxaria, Ludovica enfrenta o poder de Constância, uma bruxa do bem, e o Doutor Benzedor, que, além de curandeiro da vila, é pai de Pedro.

Manchete – 22h30
de 4 a 28 de março de 1991
16 capítulos

minissérie de Paulo Figueiredo
direção de Henrique Martins e Álvaro Fugulin

IRVING SÃO PAULO – Pedro
DANIELA CAMARGO – Alice
MIRIAN PIRES – Ludovica
DEDINA BERNADELLI – Selena
MARIA HELENA DIAS – Aquilina
DESIRÉE VIGNOLLI – Domingas
ANA CECÍLIA – Mariana
EDUARDO CONDE – Giuliano
DENISE DEL VECCHIO – Alma
NELSON FREITAS – Washington
UMBERTO MAGNANI – Geraldo
WANDA KOSMO – Constância
ISAAC BARDAVID – Doutor Benzedeiro
RÚBENS CORRÊA – William
JÚLIA LEMMERTZ – Jéssica
BRENO BONIN – Antero
CAMILO BEVILACQUA – Leandro
LEONARDO FRANCO – David
ANDRÉ GONÇALVES – Tonico

A ideia do roteiro surgiu quando a jornalista Bebel Orofino Schaefer, pesquisando sobre bruxaria, resolveu juntar histórias que o artista plástico Franklin Cascais (1908-1983), figura notória em Florianópolis, contava e transformá-las no projeto do que, imaginava, seria um capítulo do seriado Fronteiras do Desconhecido.
“Ofereci o trabalho ao Atílio Riccó [então diretor de dramaturgia da TV Manchete], mas ele achou que, em vez de um episódio de série, a história valia uma série própria.”, disse em entrevista à Revista Manchete na época do lançamento da minissérie.
Bebel fez o argumento e as pesquisas, para que o autor Paulo Figueiredo definisse os perfis dos personagens.

Como várias minisséries da TV Manchete na época, Ilha das Bruxas teve muitas externas. Neste caso, o foco era a beleza rural da Ilha de Santa Catarina (Florianópolis), onde a direção de arte teve capricho em reconstruir um vilarejo da época de 1910.

O figurino das bruxas foi baseados em roupas antigas vindas da região dos Açores, já que os açorianos ajudaram a colonizar a região de Florianópolis.

Notável a ausência de uma trilha sonora cantada, já que as músicas incidentais se resumiam a cantos e gemidos de mulheres, o que dava um tom soturno à produção, condizente com a proposta da minissérie.

Originalmente exibida de 4 a 28/03/1991, em 16 capítulos (de segunda a quinta-feira, às 22h30), Ilha das Bruxas foi editada e reprisada de 06/04 a 01/05/1992, em 23 capítulos (de segunda a sábado, às 19h30).
Também de 21/11 a 16/12/1994, em 20 capítulos (de segunda a sexta-feira, às 19h30).

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