Mineira da cidade de Conquista, Janete Clair nasceu em 25 de abril de 1925. Batizada Jenete (o escrivão não entendeu o sotaque árabe de seu pai) Stocco Emmer, adotou o nome artístico em razão da música Clair de Lune. A “Maga das Oito” – como ficou célebre, graças aos frequentes sucessos no horário das 20 horas na TV Globo – iniciou sua carreira como rádio-atriz na Rádio Tupi Difusora de São Paulo, em 1943. Paralelamente ao seu namoro e casamento com o dramaturgo Dias Gomes, Janete se tornou uma novelista e não abandonou mais a profissão. Criou 31 radionovelas, principalmente na Rádio Nacional do Rio de Janeiro onde, em 1956, alcançou grande êxito com Perdão, Meu Filho.

Em 1964, chegou à televisão para escrever O Acusador, na Tupi do Rio. Em 1967, Janete estreou na Globo assumindo a autoria de Anastácia, a Mulher Sem Destino e provocou o famoso terremoto que eliminou metade do elenco e dos cenários para abater as despesas de produção e reformular a história. Não se desligou mais da Globo, onde se consagrou junto ao público com novelas de grande sucesso, como Irmãos Coragem e Selva de Pedra, no início dos anos 1970.

Os críticos esperaram até 1976 para endossá-la com louvor ao final de Pecado Capital, seu melhor trabalho. Vale destacar ainda a novela O Astro, que fez o país parar – literalmente – na noite de seu último capítulo, para se saber a identidade do assassino do personagem Salomão Hayalla, morto na trama, em um dos “quem matou?” mais famosos da história de nossa Teledramaturgia.

Janete Clair faleceu vítima de um câncer no intestino em 16 de novembro de 1983 (a doença havia sido diagnosticada há quase quatro anos), enquanto ia ao ar a sua novela Eu Prometo, concluída pela então colaboradora Glória Perez. Após sua morte, quatro novelas de sua autoria tiveram remakes na Globo: Selva de Pedra (em 1986), Irmãos Coragem (em 1995), Pecado Capital (em 1998) e O Astro (em 2011). Em 1987, Walther Negrão se baseou em sua antiga radionovela A Noiva das Trevas para escrever Direito de Amar. Em 2009, o SBT comprou os direitos sobre sua obra radiofônica e levou ao ar Vende-se um Véu de Noiva, trama que já havia originado a novela Véu de Noiva, na Globo, em 1969-1970.

“Eu acho que eu entendo um pouco da psicologia do povo, eu sei o que é que ele gostaria de sentir naquele momento, se é uma emoção de alegria, se é uma emoção de tristeza, se é uma emoção de drama… Então, eu acho que, você sabendo dosar isso bem, eu não digo que seja uma fórmula pra se atingir o sucesso, mas é uma maneira de se atingir o grande público. É uma comunicação assim… de gente para gente, de emoção para emoção. Eu acho que é isso, não pode ser outra coisa, eu não estudei pra isso! É uma intuição. É um sexto sentido.”
(Janete Clair em depoimento ao Museu da Imagem e do Som)

Década de 1960

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O Acusador

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Década de 1970

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O Homem Que Deve Morrer

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