Sinopse

Seres extra-terrestres vêm de Verúnia, planeta de uma outra galáxia, inabitável após várias guerras nucleares, para a Terra, que consideram um paraíso, a fim de dar uma mãozinha quando um cometa nos ameaça.

Os verunianos fornecem tecnologia e montam uma base lunar para negociar com os habitantes da Terra que, em troca, teriam apenas de esforçar-se para salvar o planeta. A cada episódio, grupos armamentistas lutavam contra o acordo Verúnia-Terra funcionando como vilões.

Tupi – 20h
estreia: 12 de janeiro de 1957

série semanal com 23 episódios
criação de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni) e Rodolfo Lima Martensen
escrita por Mário Fannucchi
direção de Cassiano Gabus Mendes
coordenação de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho

LIMA DUARTE – Geraldo Gomes
BEATRIZ SEGALL
MÁRIO SÉRGIO
DIONÍSIO AZEVEDO
JAIME BARCELOS
TURÍBIO RUIZ
ROGÉRIO MÁRCICO
RAFAEL GOLOMBECK
PERCY AIRES – Ricardo
MARLY BUENO – Carmem
HENRIQUE MARTINS
FÁBIO CARDOSO
LUÍS ORIONI
ARAKEN SALDANHA
ALVES TEIXEIRA

A primeira série de ficção científica da TV brasileira. Lever no Espaço foi uma série única da experimental TV ao vivo. Durou seis meses, ia ao ar ao vivo, aos sábados, às oito da noite, totalizando 23 episódios de meia hora de duração cada.

O elenco era encabeçado por Lima Duarte, como protagonista, e Beatriz Segall no papel da heroína alienígena, que usava uma roupa de plástico cinza-prateada e uma enorme peruca branca. E havia ainda um robô.

A série foi patrocinada pela Lever, empresa de produtos de beleza, higiene pessoal e limpeza (daí seu título), cuja conta era agenciada pela Lintas (Lever International Advertising System).

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que então trabalhava para a Lintas na época, comenta sobre Lever no Espaço em seu Livro do Boni:
“(…) surgiu uma ideia baseada no que o Orson Welles havia feito na rádio americana, com A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells.”.

Cenas externas com detalhes de rua eram filmadas em 16 milímetros e inseridas durante a exibição. Só o cenário custou 90 mil cruzeiros (o equivalente ao salário de 180 funcionários da Tupi). Um túnel de 150 metros de profundidade ocupava dois terços do estúdio da emissora e foi pintado em cores, apesar de a transmissão ser em preto-e-branco.

Lever no Espaço contou com uma grande campanha de lançamento que incluía intervenções todas as noites às 20 horas e reportagens ficcionais em jornais e revistas sobre estranhas interferências no Canal 3 (Tupi). Até o diretor artístico, Cassiano Gabus Mendes, concedeu entrevistas para dizer que era impossível controlar a tentativa de comunicação de um povo que vinha de muito longe, talvez Vênus. (*)

A estréia foi antecedida de pequenas chamadas. Chuviscos interrompiam a programação normal, como se o canal saísse do ar, e ouvia-se uma voz cheia de ecos dizendo: “Atenção terráqueos, estamos chegando dia 12!” Uma inovação para a época!
Outra chamada anunciava: “Atenção seres da terra! Verúnia chamando! A hora está próxima! Vamos, juntos, salvar a Terra! Viemos em paz!” (**)

* Livro Biografia da Televisão Brasileira, de Flávio Ricco e José Armando Vannucci.
** Livro Nossa Próxima Atração, o Interprograma no Canal 3, de Mário Fannucchi.

Seres extra-terrestres voltaram à televisão brasileira nas novelas Os Estranhos (TV Excelsior, 1969) e O Amor Está no Ar (Globo, 1997), e na série Tarcísio e Glória (Globo, 1988).

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