Sinopse

Clara (Bianca Bin) tem uma vida tranquila e simples na região paradisíaca do Jalapão, estado do Tocantins, com o avô Josafá (Lima Duarte) e a amizade de Renato (Rafael Cardoso), que sempre foi apaixonado por ela. A mudança em seu destino é selada quando conhece Gael (Sérgio Guizé), herdeiro de uma família de Palmas. A atração entre os dois é imediata e ela, sem dúvidas do que sente, se entrega a essa paixão, que a levará do céu ao inferno.

Além do temperamento agressivo de Gael, Clara enfrentará ainda Sophia (Marieta Severo), a sogra. Estrategista, a matriarca descobre que há esmeraldas nas terras de Clara e enxerga a oportunidade de salvar sua família da decadência. Para realizar todos os seus desejos, Sophia terá de convencer – ou forçar – Clara e seu avô a permitirem o garimpo de pedras no local. A princípio, ela finge ser amiga, apoiando a nora todas as vezes em que Gael se descontrola e explode.

O próximo passo de Sophia é tirar Clara do seu caminho, nem que para isso precise usar o próprio filho. Para tanto, executa um plano sórdido: com a ajuda do juiz Gustavo (Luís Melo), do psiquiatra Samuel (Eriberto Leão) e do delegado Vinícius (Flávio Tolezani), Sophia interna Clara em uma clínica psiquiátrica, em uma ilha isolada. Dez anos se passam, Clara se fortalece e percebe que foi vítima de um grande golpe.

Ela planeja voltar para resgatar sua vida e, sobretudo, ver seus algozes pagarem por anos de sofrimento. Sua única saída será uma senhora internada na clínica, de quem herda uma valiosa fortuna em obras de arte que estavam escondidas. O sobrinho-neto dela, Patrick (Thiago Fragoso), o melhor advogado criminalista do país, ajudará Clara a executar seu plano de vingança. Outro baque para ela é descobrir que Renato, que acreditava estar do seu lado, aliou-se a Sophia.

Do outro lado da história, está Beth (Glória Pires), que vive com o marido diplomata e uma filha pequena. O sogro, Natanael (Juca de Oliveira), homem rico e poderoso, nunca aceitou essa união por causa da origem humilde dela. Sordidamente, Natanael arma para que Beth se afaste da família, ameaçando-a revelar um crime que ela pensa ter cometido, que a levaria para a cadeia.

Beth vai embora e passa anos sob outra identidade, Duda, fugindo do passado e sem poder acompanhar de perto o crescimento da filha. Ao se estabelecer em Palmas, Beth/Duda não esperava que fosse reencontrar uma outra filha, que achava que estivesse morta: Clara. Com a ajuda de Clara, Beth poderá provar sua inocência, resgatar sua verdadeira identidade e reconquistar a família que um dia foi obrigada a abandonar.

Globo – 21h
de 23 de outubro de 2017
a 12 de maio de 2018
172 capítulos

novela de Walcyr Carrasco
colaboração de Nelson Nadotti, Maurício Haiduck e Vinícius Vianna
direção de André Felipe Binder, André Barros, Caio Campos, Henrique Sauer, Mariana Richard e Pedro Peregrino
direção geral de André Felipe Binder
direção artística de Mauro Mendonça Filho

Novela anterior no horário
A Força do Querer

Novela posterior
Segundo Sol

BIANCA BIN – Clara
GLÓRIA PIRES – Beth (Elizabeth) / Duda (Maria Eduarda)
MARIETA SEVERO – Sophia Montserrat
SÉRGIO GUIZÉ – Gael
THIAGO FRAGOSO – Patrick
RAFAEL CARDOSO – Renato
FERNANDA MONTENEGRO – Mercedes
LIMA DUARTE – Josafá
GRAZI MASSAFERA – Lívia
JULIANO CAZARRÉ – Mariano
ELIANE GIARDINI – Nádia
LUÍS MELO – Gustavo
CAIO PADUAN – Bruno
ÉRIKA JANUZA – Raquel
LAURA CARDOSO – Caetana
MAYANA NEIVA – Leandra
JÚLIA DALÁVIA – Adriana
ERIBERTO LEÃO – Samuel
RAFAEL ZULU – Cido (Aparecido)
ANA LÚCIA TORRE – Adinéia
ELLEN ROCHE – Suzy
FLÁVIO TOLEZANI – Vinícius
SANDRA CORVELONI – Lorena
BELLA PIERO – Laura
ÍGOR ANGELKORTE – Rafael
FERNANDA RODRIGUES – Fabiana
JULIANA CALDAS – Estela
VERA MANCINI – Rosalinda
JUCA DE OLIVEIRA – Natanael
EMÍLIO DE MELLO – Henrique
BÁRBARA PAZ – Jô (Joana)
MARCELLO NOVAES – Renan
GIOVANNA CORDEIRO – Cléo (Cleonice)
ANDERSON TOMAZINI – Xodó
ZEZÉ MOTTA – Mãe (do quilombo, Otacília Formiga)
FÁBIO LAGO – Nick (Nicácio)
ANDY GERKER – Marcel
TELMA SOUZA – Ivanilda
FELIPE TITTO – Odair
TAINÁ MÜLLER – Aura
CÉSAR FERRARIO – Rato
RAFAEL LOSSO – Zé Victor
PATRÍCIA ELIZARDO – Tônia
PEDRO CARVALHO – Amaro
ANDERSON DI RIZZI – Juvenal
PRISCILA ASSUM – Desirée (Cândida)
ARTHUR AGUIAR – Diego
GABRIELA MUSTAFÁ – Melissa
MALU RODRIGUES – Karina
BRUNO MONTALEONE – Johnny (João)
ALEJANDRO CLAVEAUX – Nicolau
NARJARA TURETTA – Zildete
JULIANE ARAÚJO – Maíra
DANIELA FONTAN – Janete
SÉRGIO FONTA – Amaral
LUCIANA FERNANDES – Irene
THIAGO TOMÉ – Radu
ALEXANDRE RODRIGUES – Valdo
o garoto VITOR FIGUEIREDO – Tomaz
e
ADEMIR EMBOAVA – Tenório (pescador amante de Duda, lhe propõe sociedade em um barco de pesca, acaba morrendo no mar)
ALDINO BRITTO – Evilásio (garimpeiro na mina de Sophia)
ALÉSSIO ABDOM – médico que atende Adriana quando ela é internada após sofrer um acidente de carro
ALEXANDRE MOFFATTI – Estevão (policial na delegacia de Palmas onde Vinícius é titular)
ALEXANDRE ZACCHIA – presidiário que ameaça Gael, quando ele é preso por violentar Clara
ALEX TEIX – Zeca (policial em Pedra Santa)
ANA BARROSO – Isabel (mulher de Raul, mãe de Melissa)
ANDERSON MELLO – diretor do presídio onde Gael é preso
ANDRÉA DANTAS – Noêmia (assistente social que trata da guarda de Tomaz)
ANDRÉA MATTAR – enfermeira que recebe Cido no hospital quando ele leva um tiro de Josafá
ANDRÉ JUNQUEIRA – Mané (Manoel Serafino, garimpeiro na mina de Sophia)
ANDRÉ PIMENTEL – um dos policiais que prendem Gael
ÂNGELA BISMARCK, como ela mesma, jurada no baile a fantasia no qual Nick e Marcel desfilam
ANTÔNIA QUINTAES – Munda (prostituta no Love Chic)
ANTÔNIO GONZALEZ – detetive pago por Natanael para vigiar Beth
ARIANNE BOTELHO – Beth (jovem)
ARTHUR KOHL – pai de Aline, a ex-mulher de Gael, em flashback
BELA CARRIJO – Alzira (mãe de Letícia, uma das vítimas de abuso sexual por Vinícius)
BEL KUTNER – Diva (filha de Mercedes, mãe de Cléo)
BERNADETE LÍZIO – mulher acusada de tráfico que conversa com Adriana
BETTO MARQUES – Tainha (garimpeiro na mina de Sophia)
BRUNA GUIMARÃES – Clara (criança)
BRUNA SANTOS – Cléo (criança)
BRUNA VIOLA como ela mesma, canta no casamento de Gael e Clara
CARLOS BONOW – Dr. Elder (ginecologista que acompanha a gravidez de Suzy, envolve-se com ela)
CARLOS FONTE BOA – frentista detido com Lívia por atentado violento ao pudor
CARLOS VIEIRA – mestre de cerimônia no evento beneficente em que Clara reaparece em Palmas
CAROLINA HELENA – Noeli (prostituta no Love Chic)
CHANDELLY BRAZ – Aline (primeira mulher de Gael, em flashback)
CHARLES FRICKS – Abel Quaresma (promotor nos julgamentos de Duda e Sophia)
CLÁUDIO ANDRADE JR. – limpador de vidros, paquera de Samuel
CLÁUDIO MENDES – Dr. Aguiar (patologista que trata de Adriana)
DANIELA CARVALHO – Soraia (namorada de Odair que vai ao salão, avisada por Nick e Marcel de que ele é gay)
DAVID HERMAN – Lawrence Smith (compra as telas que Beatriz deixou para Clara)
DENISE MILFONT – Helenita (filha de Caetana)
DÉO GARCEZ – Martins Vieira (delegado de Pedra Santa, prende Josafá quando ele tenta matar Sophia e acerta em Cido)
EDUARDO CARNEIRO – garimpeiro na mina de Sophia
ELIANE NARDUCHI – cliente do salão de cabeleireiro de Nick
ERNANI MORAES – Dr. Antero (advogado de Vinícius)
ERNESTO XAVIER – Thiago (garçom, ex-aluno de Clara que a reconhece no restaurante deixando Gael irritado)
EUCIR DE SOUZA – Jonas (pai de Clara, morre na explosão da mina de esmeraldas no 1º capítulo)
FÁBIO VERINI – Nestor (garimpeiro na mina de Sophia)
FERNANDA NIZZATO – Vanessa (prostituta no Love Chic, chantageia Sophia e acaba morta por ela a tesouradas)
FRANCISCO CARVALHO – Eliseu (religioso que ajuda Beth quando ela começa a beber)
GENÉZIO DE BARROS – Raul (marido de Isabel, pai de Melissa)
GILBERTO MIRANDA – Adilson (falso pai de Desirée que ela apresenta a Juvenal)
GLÁUCIO GOMES – Danilo (pescador, amigo de Duda, acaba assassinado em uma tocaia armada por Natanael)
GUI TRESTINI – garoto de programa pago por Samuel
GUSTAVO NOVAES – caminhoneiro com quem Duda conversa no bordel
GUSTAVO TRESTINI – Miro (fazendeiro, comprador de esmeraldas que se apaixona por Leandra)
HENRIQUE NEVES – um dos presos na cela com Gael
HENRIQUE TAXMAN – Dr. Almir (advogado do escritório de Natanael que dá uma consulta a Sophia sobre direitos de mineração)
HOSSEN MINUSSI – Lindomar (motorista de Fabiana)
HUGO CARVALHO – filho de Helenita, neto de Caetana
IGOR PAIVA – homem que assedia Beth em um bar
ILVA NIÑO – Tiana (Sebastiana Almeida, babá de Laura que serviu de testemunha da acusação no julgamento de Vinícius)
IVENS GODINHO – Dr. Ramos (advogado de Sophia que consegue um habeas corpus para Gael)
JOÃO CUNHA – Inácio (urologista, amigo de Samuel que ele procura para tratar o seu problema de desinteresse sexual por mulheres)
JOCA ANDREAZZZA – Aldo (pai de Laura)
JOSÉ MÁRIO FARIAS – agente penitenciário que coloca Gael na cela e avisa que ele é estuprador
JUAN ALBA – Norival (ex-noivo de Leandra)
JULIANA LOHMANN – cliente de Duda, morre em seu lugar em um tocaia armada por Natanael
KAREN COELHO – Sophia (jovem)
KATIUSCIA RODRIGUES – Bia (prostituta no Love Chic)
KIKO NUNES – um dos policiais que prendem Gael
KIKO PISSOLATO – marido de Taís, no último capítulo
LARA CARIELLO – Adriana (criança)
LETÍCIA LOBO – Ingrid (filha de Fabiana e Ronaldo)
LIONEL FISCHER – Fortunato (juiz que liberta Gael da prisão)
LUCAS PIMENTA – Cícero (atendente no bar em Pedra Santa)
LUCY ALVES como ela mesma, canta no casamento de Mercedes e Josafá
LUÍSA BASTOS – Laura (criança)
MARCELO AQUINO – juiz de paz no casamento de Clara e Renato, que não se concretizou
MARCELO GONÇALVES – caminhoneiro, cliente de Duda que a leva gim e roupas para consertar, transam eventualmente
MARCOS ACHER – funcionário do banco que atende Duda quando ela vai sacar o dinheiro extorquido por Natanael
MARCOS HOLLANDA – Juca (recepcionista do hotel em Pedra Santa)
MARIANA MENDONÇA – Sheila (prostituta no Love Chic, envolve-se com Cícero)
MILTON CUNHA como ele mesmo, jurado no baile a fantasia no qual Nick e Marcel desfilam
NARCISA TAMBORINDEGUY como ela mesma, jurada no baile a fantasia no qual Nick e Marcel desfilam
NATHALIA TIMBERG – Beatriz (interna na clínica psiquiátrica, torna-se amiga de Clara e lhe deixa uma herança escondida)
PABLO VITTAR como ela mesma, canta no velório de Caetana, no ultimo capítulo
PATRÍCIA SELONK – Drª Nalva (psicóloga que atende Gael)
PAULO BETTI – Maurício (advogado de Sophia, no final)
PAULO CARVALHO – Macedo (advogado de Clara na separação de Gael)
PEDRO FARAH (FARNETTO) – revela a Laerte um crime cometido por Sophia no passado
RAFAELA AMADO – Maria Fernanda (babá de Adriana, 1ª fase)
RAPHAEL VIANA – Laerte (guarda-costas do Love Chic quando Duda assume a direção, é assassinado por Sophia)
RAQUEL FABRI – estilista da empresa de Renan que diz a Beth que um de seus modelos será fabricado em linha de produção
RAVEL CABRAL – Everton (caminhoneiro amigo de Josafá, morre em seu lugar em uma emboscada planejada por Sophia)
RAYANE AMARAL – Tina (prostituta no Love Chic)
ROBERTO LOBO – advogado que acompanha Sophia até o presídio onde Gael está preso
RODRIGO CONTE – frentista que transa com Lívia
RODRIGO VERONESE – Ronaldo (marido de Fabiana)
ROSE ABDALAH – Elza (juíza da vara do trabalho que inspeciona com Raquel a mina de Sophia)
SAMIR MURAD – diretor da clínica psiquiátrica no qual Clara foi internada por Sophia
SÁVIO MOLL – corretor de seguros, faz um seguro para o barco comprado por Duda
SIMONE E SIMARIA como elas mesmas, em um show em Palmas
VALENTINA BULC – Eloá (filha de Miro, por quem Johnny se interessa por ela ser rica)
VANESSA GIÁCOMO – Taís (vítima de violência doméstica salva por Gael, no último capítulo)
WAGNER BRANDI – Saulo Marques (perito no julgamento de Beth)
WANDERSON PETÃO – policial da delegacia de Palmas
WESLEY SAFADÃO como ele mesmo, canta no evento beneficente no qual Clara volta a Palmas
YAÇANÃ MARTINS – Silvana (recepcionista do hotel onde Beth se hospedou como Duda)
Curió (um dos presos na cela com Gael)
Dr. Mariani (médico demitido por Samuel quando descobre que ele é gay)
Rose (viúva de Danilo para quem Duda deixa dinheiro antes de partir)
Vitor Cury (perito levado por Mr. Smith para verificar a autenticidade das telas de Beatriz)

– núcleo de CLARA (Bianca Bin), jovem simples e bonita, um pouco inocente em relação ao amor. Mora com o avô na região do Jalapão, estado do Tocantins. A princípio não sabe, mas existe uma jazida de esmeraldas em suas terras. Apaixona-se à primeira vista, casa-se e se muda para Palmas onde vai sofrer grandes decepções, principalmente com o marido, que revela-se um homem violento. A sogra, de olho em suas esmeraldas, armará para ela ser internada em uma clínica psiquiátrica e perder o direito às suas terras. Na clínica, Clara planeja voltar para se vingar das pessoas que a traíram, no caso a sogra, o marido e a cunhada mais o juiz, o delegado e o psiquiatra de Palmas, responsáveis pela sua internação:
o avô JOSAFÁ (Lima Duarte), velho simplório e falastrão, dono de um bar de beira de estrada
o filho pequeno TOMAZ (Vitor Figueiredo), fruto de seu casamento. Será criado pela tia já que a mãe foi internada
o pretendente RENATO (Rafael Cardoso), jovem médico apaixonado por ela, mas tratado apenas como um amigo. Tenta lhe dar suporte quando ela é vítima do marido, que a espanca. Ao longo da trama, irá se revelar um mau caráter, também interessado em suas terras
o guarda-costas e motorista RADU (Thiago Thomé), que ela contrata quando retorna rica e poderosa a Palmas.

– núcleo de GAEL (Sérgio Guizé), apaixona-se por Clara assim que a conhece. Tem um temperamento instável e oscila momentos de agressividade. Dominado pela mãe, que aceita o seu casamento porque sabe que a nora é herdeira de uma jazida de esmeraldas. Com Clara tem um filho, mas os dois acabam se separando porque ela não suporta ser maltratada por ele. Com a volta de Clara, se empenhará em reconquistá-la, em vão:
a mãe SOPHIA (Marieta Severo), mulher gananciosa e sem escrúpulos. Quando descobre que as terras de Clara possuem uma jazida de esmeraldas, arma para que ela perca os direitos de exploração. Faz com que a nora seja internada em uma clínica como louca com a ajuda do juiz, do delegado e do psiquiatra de Palmas. Tira de seu caminho qualquer um que possa ameaçá-la, usando uma tesoura como arma
as irmãs: LÍVIA (Grazi Massafera), bela e rebelde. Apaixona-se por Renato e os dois se casam. Seu maior sonho é ser mãe, mas não consegue gerar filhos. Realiza o sonho por meio do sobrinho Tomaz, que pega para criar quando Clara é internada. Com o retorno de Clara, resiste em entregar a guarda do menino à mãe dele,
e ESTELA (Juliana Caldas), a caçula, anã. Morava no exterior, onde a mãe a mantinha longe dos olhos de todos, por sentir vergonha de seu nanismo. Ao retornar ao Brasil, a mãe a obriga a ficar longe, em uma casa no vilarejo
a empregada ROSALINDA (Vera Mancini), ajudou a criar os filhos de Sophia. Tem um especial apego a Estela. Vai morar com ela no vilarejo. Despachada e romântica, incentiva Estela a apaixonar-se
a nova namorada de Gael, AURA (Tainá Müller), com quem ele se envolve no período em que Clara permanece internada. Vivem uma relação de “tapas e beijos”
o capanga de Sophia, RATO (César Ferrario), sujeito rude, faz o serviço sujo que a patroa manda. Acaba morto por ela, a tesouradas
o advogado de Sophia, AMARAL (Sérgio Fonta), defende os seus interesses.

– núcleo de BETH (Glória Pires), mulher de origem humilde e modos simples. No início, mora no Rio de Janeiro com o marido rico e a filha pequena. Mas ao cair em uma armação do sogro, que não a aceita em sua família, é obrigada a forjar a própria morte e a se afastar de todos que ama. Após desaparecer, assume uma nova identidade: DUDA. Entra num processo de autodestruição em função da bebida e da depressão. Vai vagar por várias cidades até voltar para o Tocantins, sua terra natal, e descobrir uma filha que julgava morta, Clara:
o marido HENRIQUE (Emílio de Mello), diplomata de família rica. Apaixonado pela mulher, mas passa muitos períodos viajando, o que provoca uma crise na relação. Vai acreditar que ela morreu em um acidente
a filha ADRIANA (Júlia Dalavia), na infância, sofreu ao acreditar que a mãe morreu. Com o passar dos anos, forma-se em Psicologia. Ao reencontrar a mãe, vai ter uma grande rejeição a ela
o sogro NATANAEL (Juca de Oliveira), advogado reconhecido, homem austero, preconceituoso e poderoso. Não gosta da nora por achar que ela não está à altura de seu filho. Arma para afastá-la de sua família
a falsa amiga (Bárbara Paz), mulher sofisticada e ambiciosa. Cúmplice de Natanael para tirar Beth do caminho. Quando Beth é dada como morta, casa-se com Henrique e acaba de criar Adriana, que a trata como uma mãe
o amante RENAN (Marcello Novaes), infiltrado por Jô em sua vida como parte do plano de afastá-la da família de Natanael. Beth acredita que o matou e foge, sendo chantageada pelo sogro. Os anos passam e ele reaparece, apaixonado verdadeiramente por ela.

– núcleo de PATRICK (Thiago Fragoso), o melhor advogado criminalista do país. É procurado por Clara quando ela foge da clínica psiquiátrica, enviada pela tia-avó dele, que o incube de ajudá-la em seu plano de vingança. Rapaz charmoso e servil, apaixona-se por Clara:
a tia-avó BEATRIZ (Nathalia Timberg, participação), mulher fina, da alta sociedade. Foi internada na mesma clínica que Clara, por obra da neta, interessada em sua herança. Ensina a Clara tudo o que sabe. Antes de morrer, orienta Clara na sua fuga e lhe deixa uma fortuna em obras de arte que estão escondidas na casa da neta
a prima FABIANA (Fernanda Rodrigues), neta de Beatriz. Arrogante, preconceituosa e interesseira, internou a avó para ficar com seus bens. Emprega Clara em sua casa sem desconfiar que ela está lá para reaver as obras de arte escondidas que Beatriz deixou para ela. Mais tarde, reaparece aliada a Renato para tentar destruir Clara
a empregada de Fabiana, JANETE (Daniela Fontan), torna-se amiga de Clara no período em que ela vai trabalhar na casa de sua patroa. Depois, vai trabalhar na casa de Clara.

– núcleo de MERCEDES (Fernanda Montenegro), mulher mística, ouve vozes de espíritos e cura as pessoas tanto física quanto espiritualmente. Vive de forma muito simples. Foi o grande amor do passado de Josafá. Pressente que algo de ruim está para acontecer a Clara:
a neta CLÉO (Giovana Cordeiro), não se conforma com a vida simples que tem ao lado da avó, com quem entra em conflito às vezes. Por isso, em determinado momento, foge para o bordel da cidade. Mas é uma boa moça. Aos poucos, vai descobrir que herdou da avó os poderes paranormais.

– núcleo de RAQUEL (Érika Januza), a melhor amiga de Clara. Moça esforçada, trabalhadora e honesta, moradora de uma comunidade no quilombo. No início, trabalha como empregada doméstica para custear os estudos. Apaixonada pelo filho dos patrões, sofre várias humilhações da patroa, que não a aceita por ser pobre e negra. Acaba separada de seu amor. Com o passar dos anos, forma-se juíza, assumindo o forum de Palmas. Reencontra o seu amor casado com outra mulher:
a MÃE (Zezé Motta), conselheira de Raquel, líder do quilombo onde moram.

– núcleo de GUSTAVO (Luís Mello), juiz em Palmas. Homem corrupto, que aceita propina em troca de favorecimentos. Ajuda Sophia no plano contra Clara. É uma das vítimas da vingança dela, que prova que ele é corrupto, fazendo com que ele perca seu cargo e regalias:
a mulher NÁDIA (Eliane Giardini), preconceituosa e arrogante. Se posicionará contra o romance do filho com Raquel, por ela ser negra. Amiga de Sophia, é cúmplice das falcatruas do marido
os filhos: BRUNO (Caio Paduan), torna-se delegado em Palmas. Apaixona-se por Raquel, mas não consegue enfrentar a resistência da mãe ao romance, que faz de tudo para separar os dois,
e DIEGO (Arthur Aguiar), geólogo, faz o tipo garanhão, até casar-se com uma moça virgem com quem não consegue ter relações sexuais
a ginecologista TÔNIA (Patricia Elizardo), apaixonada por Bruno. Une-se a Nádia para separá-lo de Raquel. Dá o golpe da falsa barriga, forçando o rapaz ao casamento, mas acabam se separando porque ele não a ama
a namorada de Diego, MELISSA (Gabriela Mustafá), com quem ele se casa. Virgem, ele não aceita fazer sexo com ela. Revoltada, ela pede a anulação do casamento e muda-se para o bordel
o auxiliar de Bruno na delegacia NICOLAU (Alejandro Claveaux), policial, interessa-se por Adriana.

– núcleo de VINÍCIUS (Flavio Tolezani), delegado de Palmas, guarda segredos do passado. Ajuda Sophia em seu plano de afastar Clara das jazidas de esmeraldas. Outra das vítimas da vingança dela, que o leva aos tribunais sob a acusação de pedofilia. Acaba condenado e é morto na cadeia:
a mulher LORENA (Sandra Corveloni), foi mãe solteira e depois se casou com ele, que a ajudou a criar sua filha. É amiga de Sophia e Nádia. Nunca desconfiou que o marido abusava da filha quando ela era criança
a enteada LAURA (Bella Piero), filha de Lorena. Jovem introspectiva, que não mantém bom relacionamento com a mãe nem com o padrasto. Com o passar do tempo, toma consciência de que foi vítima do abuso do padrasto quando era pequena
o médico RAFAEL (Ígor Angelkorte), amigo de Renato. Apaixona-se por Laura, os dois se casam e ele a ajuda a superar os seus traumas.

– núcleo de SAMUEL (Eriberto Leão), psiquiatra, diretor do hospital de Palmas onde trabalham Renato, Rafael e Tônia. Gay enrustido, tem pavor de que desconfiem de sua homossexualidade, que esconde inclusive da mãe. Encontra-se fortuitamente com rapazes. Casa-se com uma enfermeira na tentativa acobertar seu segredo. Também é homofóbico e vive em conflito por sua condição. Ajuda Sophia a internar Clara na clínica psiquiátrica. Quando ela volta para se vingar, faz com que todos em Palmas descubram que ele é gay, forçando-o a sair do armário:
a mãe ADINÉIA (Ana Lúcia Torre), senhora viúva, aposentada, sonha ver o único filho casado e quer ter muitos netos. A princípio aprova a namorada, mas depois do casamento, passa a se desentender com a nora. Quando descobre que o filho é gay, une-se à nora para tentar uma “cura”
a enfermeira SUZY (Ellen Rocche), apaixonada por ele, com quem se casa e até engravida. Sofre com a implicância da sogra, mas une-se a ela para tentar uma “cura gay” para o marido
o namorado CIDO (Rafael Zulu), foi motorista de Sophia. Eles mantem um caso mesmo sendo os dois casados. Quando é revelada a homossexualidade de Samuel, ele leva Cido para morar consigo, a mulher e a mãe
a mulher de Cido, IRENE (Luciana Fernandes), foi empregada na casa de Clara. Separa-se dele quando descobre que ele tem um caso com Samuel.

– núcleo do garimpo comandado por Sophia:
o chefe dos garimpeiros MARIANO (Juliano Cazarré), tem um caso com Sophia e faz tudo o que a patroa ordena. Vai envolver-se com Cléo e, depois, com Lívia, por quem se apaixona de verdade, causando a ira de Sophia
o lapidador JUVENAL (Anderson Di Rizzi), rapaz introspectivo, mas amoroso com as pessoas. Interessa-se por Estela, que não acredita em seus sentimentos
o comprador de esmeraldas AMARO (Pedro Carvalho), português. Sujeito aproveitador, se aproximará de Estela por interesse e a disputará com Juvenal. Acaba sendo o escolhido
os garimpeiros: ZÉ VICTOR (Rafael Losso), ambicioso, vai ter um caso com Tônia, que acaba grávida dele. Assume o posto de Mariano quando Sophia, sentindo-se traída, o afasta da chefia do garimpo,
XODÓ (Anderson Tomazzini), rapaz bonito e romântico, vai se apaixonar por Cléo, com quem se casa,
e VALDO (Alexandre Rodrigues), rapaz simplório
o irmão de Mariano, JOHNNY (Bruno Montaleone), que o enganava dizendo estudar no Rio de Janeiro, mas torrava todo o dinheiro que ele lhe mandava.

– núcleo do bordel Love Chic, que tem um dono misterioso. Ao longo da trama, é descoberto que trata-se de Gustavo, o que causa o fim do casamento dele com Nádia. Beth, sob a identidade de Duda, vai ser sócia do bordel por um tempo:
a cafetina CAETANA (Laura Cardoso), no passado, foi a responsável pela separação de Mercedes e Josafá, porque era apaixonada por ele. No fim da vida, vai buscar o perdão e torna-se amiga de Mercedes
a chefe das prostitutas LEANDRA (Mayana Neiva), mulher bela e exuberante, braço direito de Caetana. Vai comandar o estabelecimento depois que ela adoece. É amante de Gustavo, o dono misterioso do bordel
a cozinheira ZILDETE (Narjara Tureta)
as prostitutas, que sonham em se casar com um homem que lhes deem um lar: DESIRÉE (Priscila Assun), mente para Juvenal que é uma moça pura e direita, estimulando-o ao casamento,
KARINA (Malu Rodrigues), que se envolve com Diego e acaba grávida dele,
MAÍRA (Juliane Araújo), que se envolve com Johnny, mas ele a troca por uma moça rica
e VANESSA (Fernanda Nizzato), descobre crimes de Sophia e acaba assassinada por ela, a tesouradas.

– núcleo do salão de cabeleireiro, do qual Nádia se torna sócia:
o sócio NICK (Fábio Lago), sabe de todas as novidades da cidade. Torna-se amigo de Clara, de quem, no início, vira confidente
o cabeleireiro MARCEL (Andy Gerker), afetado e fofoqueiro
a manicure IVANILDA (Telma Souza), fofoqueira, adora uma conversa com a clientela. Vai namorar o garimpeiro Valdo
o auxiliar do salão ODILO (Felipe Titto), rapaz discreto e reservado, chama a atenção por sua beleza. Alvo constante das investidas de Nick e Marcel. Vai ter um caso com Nádia quando ela se separar do marido.

Massacrada por todos os lados pelas críticas à qualidade do texto e da trama, O Outro Lado do Paraíso terminou com Ibope mais alto dos últimos cinco anos no horário, tendo ultrapassado a novela anterior, a festejada e elogiada A Força do Querer. Na Grande SP, fechou nos 38 pontos, inferior a Avenida Brasil, o último grande sucesso da faixa.

Para explicar o ibope da novela, vários fatores poderiam ser considerados, como a fraca concorrência, a crise econômica e o hábito de manter a TV ligada na Globo. Mas o principal mérito de O Outro Lado do Paraíso foi entregar o que o público aceitou e com o que se envolveu: diversão através de escapismo e fuga da realidade, sem gerar questionamentos ou fazer raciocinar. Sob este prisma, a novela de Walcyr Carrasco cumpriu com louvor a sua meta: entreter somente.

Walcyr Carrasco se inspirou no folhetim O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas (1802-1870), para a trama central de O Outro Lado do Paraíso, que envolvia a vingança da mocinha Clara (Bianca Bin).
Outra inspiração originou a trama da personagem Beth (Glória Pires), em muitos pontos em comum com o melodrama francês Madame X, escrito para o teatro por Alexandre Bisson, em 1908, e adaptado algumas vezes para o cinema. A versão cinematográfica mais célebre é o filme de David Lowell Rich, de 1966, com Lana Turner como a protagonista. O Conde de Monte Cristo também teve versões para o cinema, como o filme de Rowland V. Lee, de 1934, com Robert Donat, e o filme de Kevin Reynolds, de 2002, com Jim Caviezel.

O dinamismo foi a maior qualidade do roteiro do autor, que mostrou fôlego com mil e uma reviravoltas e o poder de fisgar o público e mantê-lo grudado em sua história por seis meses, causando catarses e, assim, fidelizando a audiência. Porém, para dar conta da trama ágil, Carrasco abriu mão de um texto mais elaborado e caiu no simplismo de diálogos repetitivos e rasteiros em entrechos batidos e situações forçadas, mandando a coerência e a verossimilhança às favas e subestimando o espectador. E assim, com uma trama envolvente, mastigada e de fácil assimilação, conquistou a audiência.

Desta forma, a novela descambou para um festival de maniqueísmo, reiteração de falas e tramas (à exaustão), diálogos tatibitate, personagens de pensamentos e comportamentos anacrônicos e humor de gosto duvidoso, carregados pela mão pesada do autor, sem filtro, nuances, meios-termos ou sutilezas. O que agradou em cheio uma audiência que não estava interessada em pensar ou refletir, mas apenas em se desligar da realidade do dia a dia e se deixar levar e divertir passivamente.

A direção (equipe de Mauro Mendonça Filho) apresentou um ótimo trabalho na primeira fase da novela, valorizando a produção por meio da iluminação, arte e trilha sonora, com tomadas sofisticadas, destacando os cenários naturais do Tocantins (onde a trama se passava). Porém, a partir da segunda fase, ficou evidente o desnível com o texto de Carrasco, o que forçou os diretores a acompanhar o roteiro ingrato do autor.
Foi exatamente na primeira fase que o público sinalizou não estar muito interessado na novela. Carrasco aproveitou a mudança de fase para “chutar o balde” e usar de todos os artifícios possíveis para conquistar audiência, obtendo assim um ótimo resultado.

Direção e elenco acabaram, algumas vezes, contaminados pelo simplismo do texto. Glória Pires pareceu pouco à vontade em sua personagem. A cena da atriz e de Juca de Oliveira na morte do personagem dele foi um dos momentos mais constrangedores da novela, em que os atores não conseguiram escapar do texto raso e da direção pouco cuidadosa. Atuações que deixaram a desejar em uma encenação digna dos piores dramalhões latinos.
Mesmo tendo embarcado no ritmo do autor, a direção conseguiu resoluções bem administradas para o texto: a fuga de Clara do manicômio, seu retorno triunfal, o julgamento do pedófilo, o casamento de Mercedes e Josafá e a morte de Caetana foram alguns dos melhores momentos da novela.

Se Glória e Juca, atores tarimbados, escorregaram no texto de Carrasco, os atores jovens demandaram mais trabalho: ficaram devendo Caio Paduan e Érika Januza, com personagens importantes na trama; Rafael Cardoso repetiu as caras e bocas de outros vilões que interpretou; Bianca Bin, ótima na primeira fase da história, caiu na armadilha da cara de paisagem para justificar uma personagem fria e vingativa; e Julia Dalavia ficou limitada a uma personagem ruim e sem camadas, diferente de seus trabalhos anteriores, pelos quais foi bastante elogiada.

Em contrapartida, brilharam Eliane Giardini, que imprimiu personalidade e carisma à sua personagem racista; Fernanda Montenegro, que tentou levar com dignidade uma personagem nada crível; Marieta Severo, que sabiamente fugiu do tom cômico na criação da vilã maniqueísta; e Laura Cardoso, que mesmo com uma personagem pequena, deu a impressão de se divertir em cena. Ainda as ótimas atuações da experiente Ana Lúcia Torre e da novata Bella Piero.

O autor homenageou indiretamente Marieta Severo, que viveu a vilã Sophia. A atriz estreou na TV na novela O Sheik de Agadir (1966-1967), na qual interpretou uma princesa árabe. Na trama desta novela, um vilão misterioso, apelidado Rato, matava as suas vítimas por estrangulamento. No final, revelou-se que o Rato era a personagem de Marieta. Carrasco batizou o principal capanga em O Outro Lado do Paraíso justamente de Rato (César Ferrario). E assim como o Rato de O Sheik de Agadir, a vilã da trama de Carrasco também teve a sua “assinatura” ao cometer crimes: uma tesoura mortal. Na Internet, a vilã ganhou o apelido de Sophia Mãos-de-Tesoura.

Na pretensão de abordar temas sociais, Walcyr Carrasco meteu os pés pelas mãos e mais prestou desserviços do que suscitou discussões ou conscientização para a sociedade. A única abordagem levada com alguma coerência foi a pedofilia, cuja sequência do julgamento do pedófilo foi aplaudida (menos o final, quando tudo vira um salseiro). Mesmo assim, arranhada com uma polêmica. Por que um problema grave como o enfrentado pela personagem Laura (Bella Piero) foi tratado por Adriana (Júlia Dalavia), uma advogada novata que fez um curso de coach e aprendeu a fazer hipnose? Por que Laura não procurou um profissional experiente da área específica, um psicólogo ou um terapeuta? Porque tratava-se de um “merchan”, uma ação paga pelo Instituto Brasileiro de Coaching (IBC). Assim o autor forçou uma situação para justificar a ação de merchandising. Pegou mal.

As ações de merchandising promovidas pelo IBC foram exibidas em fevereiro de 2018, mencionadas nos créditos de encerramento dos capítulos em que apareceram. O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) recebeu reclamações do Conselho Federal de Psicologia e de outros conselhos regionais, assim como profissionais dos dois ramos, psicologia e coaching, que criticaram o fato de a trama mostrar um profissional usando coaching para tratar de sérios problemas e traumas psicológicos.
Para avaliar se houve abuso na mensagem, o Conar abriu processo para avaliar a conduta do IBC. Embora tenha veiculado a ação de merchandising em sua novela, a Globo não foi envolvida no processo. Segundo resolução do Conar, foi decidido advertir o IBC pela ação.
Após a polêmica, a Globo não exibiu outras sessões de coaching na trama. O caso da personagem Laura foi resolvido depois que o abusador foi preso e a advogada Adriana finalmente sugeriu que ela (Laura) procurasse terapia com um psicólogo.

Além do caso da coach que aplicou hipnose, a novela foi também criticada por outras abordagens erradas a questões médicas representadas na trama. Como as cenas em que Clara (Bianca Bin), no início, e Sophia (Marieta Severo), no final, são submetidas a choques elétricos quando internadas em uma clínica. A Sociedade Brasileira de Psiquiatria se manifestou alegando que as cenas mostravam uma repercussão negativa no tratamento, que na verdade era feito em hospitais, sob anestesia com monitoramento eletrocardiológico.
Também um caso de “amamentação cruzada” mostrada na novela, criticada pela Sociedade Brasileira de Pediatria. De acordo com a entidade, a prática da amamentação compartilhada pode oferecer risco de transmissão de doenças, como HIV.
Ainda o fato de um cisto que teria virado um câncer, através de um diagnóstico de que a personagem Adriana (Julia Dalavia) teria cálculo renal e um suposto cisto. Observando a cena, a Sociedade Brasileira de Nefrologia divulgou uma carta sobre erros na suspeita, diagnóstico e tratamento do câncer renal da personagem.

Ao tratar racismo, homossexualidade, nanismo, alcoolismo, violência doméstica, assédio, corrupção e prostituição, o autor perdeu a oportunidade da abordagem profunda, conduzindo tudo para a caricatura ou a discussão rasa, com desfechos mal alinhavados e vazios. O Outro Lado do Paraíso acabou por promover o deboche de minorias e oprimidos através do humor anacrônico, apelativo e de mau gosto que não cabe mais nos dias atuais – pejorativamente chamado de “humor Zorra Total”. Escárnio de prostitutas, gays e anões disfarçado em alívio cômico. Uma lástima.

Todo avanço conquistado por A Força do Querer (a atração anterior) na discussão sobre homossexualidade e transexualidade pareceu jogado ladeira abaixo cada vez que surgia o núcleo gay de O Outro Lado do Paraíso. Em vez de garantir o patamar alcançado para não haver retrocesso, Carrasco só reforçou preconceito, estigmatização e estereótipos. Assim, o autor passou seis meses pregando a cura gay e ridicularizando homossexuais desprezados pelas famílias para, ao final, dar uma conclusão paliativa (a mãe aceitou o filho porque ele ameaçou abandoná-la).

Da mesma forma, a racista, que durante a novela inteira proferiu impropérios contra negros, só ao final tomou consciência de seu preconceito. Não houve a intenção de levar homossexualidade e racismo à pauta da sociedade, apenas apresentar como alívio cômico para fisgar audiência. Um desserviço se pensarmos que personagens preconceituosos (assim como os vilões) funcionam como uma válvula inconsciente de escape, para que o público extravase o preconceito através de esquetes de humor.

O personagem Gael (Sérgio Guizé), o violentador de mulheres no início da trama, foi outra abordagem infeliz do autor. Em vez de aprofundar o tema da violência doméstica, Carrasco preferiu a redenção do violentador. Ou seja, não se discutiu nada, já que o personagem apenas serviu à trama romântica.
E o que dizer da anã Estela (Juliana Caldas), apresentada meramente como uma atração grotesca para despertar a curiosidade do público! Perdeu-se a oportunidade de levantar as dificuldades e o preconceito sofrido por anões. Visibilidade, só se for negativa, já que Estela apenas serviu de chacota para outros personagens. Outra lástima.

Se a proposta da novela era uma “fantasia”, como declarou o autor, por que colocar na trama temas de interesse social que não conseguiu abordar eficientemente?

Fugindo do eixo Rio-SP, a trama foi ambientada no estado do Tocantins, mais especificamente em Palmas e na região do Jalapão. Dentre as locações escolhidas na capital Palmas estavam as belas Ilha do Canela e Praia da Graciosa, no Lago de Palmas, além da Praia de Luzimangues, no município de Porto Nacional, a Chácara Marola e os famosos pontos turísticos da cidade, como a Ponte da Amizade e da Integração.
No Jalapão, os municípios de Ponte Alta, São Felix e Mateiros, assim como Pedra Furada, uma das atrações de Ponte Alta, e o Cânion de Sussuapara. Nas veredas de capim dourado, dentro do Parque Estadual do Jalapão, foram gravadas sequências envolvendo o processo de colheita do capim. Para isso, foram utilizados 10 quilos de capim dourado de colheitas anteriores. Também houve gravações no Fervedouro Bela Vista, no município de São Felix, na Cachoeira do Formiga, em Mateiros, e nas Dunas do Jalapão.

Um dos cenários da novela era o bar de Josafá (Lima Duarte), construído dentro do Parque Estadual do Jalapão, na beira da estrada da TO-255, principal via de acesso para Mateiros. Com 200 metros quadrados, o cenário incluiu o bar com a venda e mesa de sinuca, redário, um grande catavento e a fachada da casa em que Josafá vivia com a neta, Clara (Bianca Bin). O diretor de arte, Tiago Marques, providenciou os detalhes para que o bar reunisse todas as características locais como o hábito de armazenamento de feijão e milho em garrafas pet, uma vitrine com carne de sol seca, e uma cozinha funcional equipada com fogão a lenha.

Para os cenógrafos Danielly Ramos e Maurício Rolfs, outros desafios foram as construções da casa de Mercedes (Fernanda Montenegro) e do garimpo da fictícia Pedra Santa, localizada nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. A cidade cenográfica tinha 6,5 mil metros quadrados de área construída. Somente a casa de Mercedes ocupava uma área de 3 mil metros quadrados.
O produtor de arte Guga Feijó explicou que para construir parte das esculturas e da casa de Mercedes foram utilizados 60 metros quadrados de Tapiocanga, pedra típica da região do cerrado com aspecto avermelhado e grande concentração de ferro.
“Também usamos a palha de buriti como matéria-prima para a construção de portas e janelas assim como é feito na região do Jalapão”, comentou.
Já os objetos de capim dourado aparecem em sousplats, vasos e acessórios.

A área do garimpo na cidade cenográfica ocupou 3,7 mil metros quadrados. A cenógrafa Danielly Ramos explicou:
“Conectar o exterior com o interior das grandes galerias de garimpo, e as descidas com interior, foi o mais trabalhoso na construção. Fizemos uma mistura de materiais e teremos pedras que serão quebradas com broca em cena”.

Já a imponente casa de Sophia (Marieta Severo), com 620 metros quadrados, foi o único cenário fixo da novela.
“Um pé-direito bem alto e uma casa com muitos cômodos, salas, quartos, além de uma ampla cozinha, varanda e jardins”, comentou o cenógrafo Mauricio Rohlfs.

Para compor o figurino dos personagens, a figurinista Ellen Milet dividiu os núcleos da novela em três universos: Palmas, Jalapão e Rio de Janeiro.
“São lugares de muitos contrastes. Temos o sol e as altas temperaturas do Jalapão que resultam num figurino com tecidos mais leves, e um Rio de Janeiro mais frio, com clima mais ameno, que refletem nos figurinos dos personagens que vivem na cidade”, explicou.
Já em Palmas domina o estilo de Sophia (Marieta Severo), com bordados e franjas. Para a caracterização da grande vilã da história, Marieta clareou os cabelos com mechas douradas pela primeira vez.

Com o intuito de se aproximar ainda mais da forma de se vestir dos moradores locais do Jalapão, a figurinista adotou um truque.
“Estamos envelhecendo as roupas com a terra alaranjada de lá, bem característica desta região e que tem uma aderência muito grande em tecidos e na própria pele”, explicou.
Há ainda uma influência do estilo do Centro-Oeste brasileiro nos figurinos dos personagens que vivem em Palmas.
“O estilo sertanejo universitário domina a forma de se vestir dos homens da cidade”. Já as mulheres eram sofisticadas, com cabelos mais descoloridos e lisos. “Há uma certa ostentação e influência da moda vista em Miami.”

Já o visual de Lívia (Grazi Massafera) mesclava sensualidade com rebeldia. Dayse Teixeira e Auri Mota, que assinaram a caracterização da novela, optaram por escurecer os cabelos da atriz. A maquiagem, com olhos marcados por sombras escuras, ajudou a compor o visual “dark” de Lívia. Ellen Milet contou que a referência para composição dos looks da personagem vinha do universo do rock.
“Ela é moderna e um tanto deprimida. A inspiração surgiu do visual de Frances Bean Cobain, filha do músico Kurt Kobain, do Nirvana, e de Courtney Love, que tem um estilo mais ‘barra pesada’ e ousado”, definiu.

O ator cearense Eduardo Carneiro, do elenco de apoio (vivia um dos garimpeiros da trama), faleceu no dia 08/02/2018, aos 52 anos de idade, enquanto a novela estava no ar.

Trilha Sonora Volume 1

01. BOOMERANG BLUES – Renato Russo (tema de abertura)
02. WHO DO YOU LOVE – George Thorogood (tema de Gael)
03. I DON´T WANT TO TALK ABOUT IT – Fernanda Takai (tema de Clara e Gael e tema de Clara e Patrick)
04. VOU TE ENCONTRAR – Paulo Miklos (tema de Clara e Gael, de Clara e Patrick e de Adriana e Nicolau)
05. TRISTE, LOUCA OU MÁ – Francisco el Hombre (participação de Larissa Baq, Helena Maria, Salma Jô e Renata Éssis) (tema de Clara)
06. KO – Pablo Vittar (tema do bordel Love Chic e do salão de cabeleireiro)
07. CRYSTALIZED – The XX (tema de Clara e Renato)
08. NA REAL – Jammil (tema de Cléo e Mariano e tema de Raquel e Radu)
09. AI DE MIM – Outro Eu (participação de Sandy) (tema de Samuel e Cido e tema de Laura e Rafael)
10. VOCÊ NÃO SABE (QUERO TE VER) – Bruna Viola (tema de Clara e Gael)
11. BILU BILU – Pablo (tema de Leandra e Rato)
12. HOLD ON – Alabama Shakes (tema de Lívia e Renato)
13. O CAÇADOR DE ESMERALDA – João Bosco (tema de Sophia)
14. MORRO VELHO – Elis Regina (tema de Estela e Juvenal)
15. CLUBE DA ESQUINA Nº 2 – Milton Nascimento (tema de locação: Jalapão)

Trilha Sonora Volume 2

01. BLAZE OF GLORY – Bon Jovi (tema da vingança de Clara)
02. QUE YO TE VEA – Roberto Carlos (tema de Diego e Karina)
03. ALIANÇA – Tribalistas (tema de Clara e Patrick)
04. WEIRD FISHES/ARPEGGI – Radiohead (tema de Renato)
05. FROM THE BEGINNING – Emerson, Lake & Palmer (tema de Melissa e Diego)
06. SMOTHER – Daughter (tema de Clara e Gael)
07. COMPLICATED – Eric Silver (tema de locação: Jalapão)
08. EU QUERO SEMPRE MAIS (SOMEBODY LIKE YOU) – João Gabriel (tema de Cléo e Xodó)
09. ABRIGO – Roberta Campos (tema de Stela e Juvenal)
10. BICHO FEIO – Renato Teixeira e Almir Sater (tema de Gael)
11. GAROTO DE ALUGUEL – Leonardo (tema do bordel Love Chic)
12. LA GOZADERA – Gente e Zona featuring Marc Anthony (tema do bordel Love Chic)
13. THAT SMELL – Lynyrd Skynyrd (tema de Sophia)
14. DID YOU HEAR THE RAIN? – George Ezra (tema de Samuel e Suzy)
15. COLD FEET – Fink (tema de Beth)
16. AMULETO – Tiê (tema de Raquel e Bruno)
17. TOCANDO EM FRENTE – Anavitória (tema de Melissa e Diego)

ainda
ABRO LA VENTANA – Lhasa De Sela (tema de Beth e Laerte)
A VIDA CONTINUA – Chal (tema de Zé Victor e Tônia e tema de Adriana e Nicolau)
BAJO EL AGUA – Manuel Medrano (tema de Renato)
CON TODA A PALABRA – Lhasa De Sela (tema de Beth)
CUANDO TE VEO – ChockQuibTown (tema de Samuel e Suzy e tema do bordel Love Chic)
JEITO DE MATO – Paula Fernandes (tema de Juvenal e Desireé)
MODA DA PINGA (MARVADA PINGA) – Bruna Viola (tema do casamento de Clara e Gael e tema do bordel Love Chic)
QUIETA NO MEU CANTO – Diana Aguilar (tema de Mayra e Johnny)
THE WEIGHT – The Band (tema de Lívia e Mariano e tema de Laura e Rafael)
UM GOSTO DE SOL – Milton Nascimento (tema de Clara e Tomaz)
YOUR ARMIES – Barbara Ohana (tema de Beth e Renan)

Trilha Sonora Instrumental: Música original de João Paulo Mendonça, Rafael Langoni, Victor Pozas e Pedro Guedes

01. BALADA BRUTA – João Paulo Mendonça
02. LINDAS CRIANÇAS – João Paulo Mendonça
03. VALSE – João Paulo Mendonça
04. MONDOVOX 2 – João Paulo Mendonça
05. CLARINHA ÁGUA – João Paulo Mendonça
06. KISMET – Victor Pozas
07. BUNITIM CAIPIRA – João Paulo Mendonça
08. JALAPEZILTON – João Paulo Mendonça
09. DUNAS DE AREIA – João Paulo Mendonça
10. GRAVIDADE – Rafael Langoni
11. FÁBULA JALAPINHA – João Paulo Mendonça
12. JALABINHO AMANDO – João Paulo Mendonça
13. PARAÍSO – Victor Pozas
14. MONDOVOX 6 – João Paulo Mendonça
15. MENINO SIMPLES – João Paulo Mendonça
16. INTRO – Pedro Guedes
17. JALAPÃO BRUTO 1 – João Paulo Mendonça
18. MODA JALAPINHA – João Paulo Mendonça
19. PEDRINHA LASCADA – João Paulo Mendonça
20. ESMERALDAS – Pedro Guedes
21. CACHOEIRINHA – João Paulo Mendonça
22. OUD OUD – Pedro Guedes
23. CURUMIZIM BRAVO – João Paulo Mendonça
24. REPETE SEIS VEZES – João Paulo Mendonça
25. GENTE PURA – João Paulo Mendonça
26. POENTE – Victor Pozas
27. NAMORADINHO – João Paulo Mendonça
28. MULEKSONS – João Paulo Mendonça
29. REPETE SEIS VEZES (extended) – João Paulo Mendonça
30. VEREDINHA ESTREITA – João Paulo Mendonça

Tema de Abertura: BOOMERANG BLUES – Renato Russo

Tudo o que você faz
Um dia volta pra você
Tudo o que você faz
Um dia volta pra você
E se você fizer o mal
Com o mal mais tarde você vai ter de viver

Não me entregue o seu ódio
Sua crise existencial
Preliminares não me atingem
O que interessa é o final
E não me venha com problemas
Sinta sozinho o seu mal

Por que tentar sentir demais?
E você só me usou
Eu tentava ajudar
E você só me queimou
Mas é errando que se aprende
Minha boa vontade se esgotou

Os aborígenes na Austrália
Com o boomerang vão caçar
O boomerang vai e volta
E só fica quando consegue acertar
E eu sou como um boomerang
Quando eu acerto é pra matar

Como um boomerang tudo vai voltar
E a ferida que você me fez é em você que vai sangrar
Eu tenho cicatrizes
Mas eu não me importo não
Melhor do que a sua ferida aberta
E o sangue ruim do seu coração

Eu só não entendo como fui cair
Dentro da sua teia e não tentei fugir
Me sinto mal lembrando o que aconteceu
Você tentou roubar,
Mas o boomerang agora é meu…

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