Sinopse

Vale do Café, interior de São Paulo, início do século 20. Em uma sociedade onde o casamento é visto como o único futuro possível para uma jovem de boa família, Ofélia Benedito (Vera Holtz) tem muitos motivos para se preocupar. Na verdade, cinco: as cinco filhas solteiras. Apesar da reprovação do marido, Felisberto (Tato Gabus Mendes), a matriarca é capaz de fazer malabarismos e trapalhadas na busca de um bom partido para cada uma delas.

Jane (Pamela Tomé) é doce, tímida e introvertida. Quando cai de amores por alguém, é incapaz de manifestar suas paixões. Em contraste, Mariana (Chandelly Braz) é aventureira, romântica e não quer saber de casamento arranjado. A bela sonha em se encantar radicalmente pelo par ideal e se casar por amor. Já Cecília (Anaju Dorigon) vive no mundo da imaginação e da literatura. Ela é a mais caseira e está sempre cercada de livros. E Lídia (Bruna Griphão), a caçula, é o xodó da mamãe, a mais frívola, despachada e mimada das cinco irmãs. Sempre atrás de um pretendente, vive cometendo excessos, tanto na maquiagem quanto na vestimenta.

Quem não se encaixa nos padrões impostos pela mãe é Elisabeta (Nathalia Dill). A mais velha das irmãs Benedito é libertária e tem uma ousadia natural, que pode encantar ou afastar um possível pretendente. Seu comportamento é desaprovado por Ema Cavalcante (Agatha Moreira), que apesar de ser bem diferente de Elisabeta, é sua melhor amiga. Moça de família tradicional, Ema é a casamenteira oficial do Vale do Café. A chegada de dois rapazes solteiros e ricos à região é uma das razões que motivam Ema a oferecer um baile. Mas ela nem imagina que eles vieram tirar a paz do seu avô, o Barão de Ouro Verde (Ary Fontoura), e comprar-lhe o seu bem mais valioso: suas terras.

Darcy Williamson (Thiago Lacerda) é um homem imponente, com traços tão marcantes quanto sua personalidade. Nascido no Brasil, ele é filho de um industrial inglês que, ainda no Império, implantou estradas de ferro no país. Ele é sócio da mãe de Camilo Bittencourt (Maurício Destri), Julieta (Gabriela Duarte), uma mulher amargurada, marcada pelo passado, porém de muito sucesso nos negócios. A partir da morte do marido, ela ergueu um verdadeiro império com as próprias mãos, o que lhe rendeu o apelido de Rainha do Café. Para escoar a produção da matéria-prima de suas propriedades, ela conta com a expertise de Darcy, tornando essa parceria bem rentável para ambos.

Com e amizade de um irmão mais velho, Darcy cuida para que Camilo, um jovem de personalidade doce e amável, saia dos domínios de sua mãe. Assim que eles chegam ao baile de Ema, Camilo se encanta pela beleza de Jane. De outro lado, Darcy se sente intrigado com a presença marcante de Elisabeta. Em um duelo velado, os dois se testam em embates sinceros, deixando bem clara a personalidade de cada um. Esperando encontrar neste baile mulheres tediosas, Darcy fica surpreso com a presença vibrante desta jovem interiorana. O curso do relacionamento de Elizabeta e Darcy poderá ser decidido quando ele superar seu orgulho e ela se deixar levar pela paixão.

Quem não gosta de ver essa chama se acender é Susana (Alessandra Negrini). Ela é o braço direito de Julieta, responsável por fazer o trabalho sujo em nome da Rainha do Café. Susana é dissimulada, manipuladora e sedutora, e está determinada a buscar o que quer. No caso, um marido rico. Mais especificamente, Darcy. Vítimas das armações de Susana para afastar Camilo e Darcy do Vale do Café, as irmãs Jane e Elisabeta decidem considerar a proposta de Ema para se aventurarem na capital. Elas, então, partem sob o pretexto de um simples passeio, quando na verdade estão em busca de respostas para suas vidas amorosas.

Globo – 18h
de 20 de março a 24 de setembro de 2018
162 capítulos

novela de Marcos Bernstein
baseada em tramas e personagens de Jane Austen
escrita por Marcos Bernstein e Victor Atherino
colaboração de Juliana Perez, Flávia Bessone e Giovana Moraes
direção de Bia Coelho, Hugo de Souza, Alexandre Klemperer e João Paulo Jabur
direção artística de Fred Mayrink

Novela anterior no horário
Tempo de Amar

Novela posterior
Espelho da Vida

NATHALIA DILL – Elisabeta Benedito
THIAGO LACERDA – Darcy Williamson
AGATHA MOREIRA – Ema Cavalcante
RODRIGO SIMAS – Ernesto Pricelli
GABRIELA DUARTE – Julieta Bittencourt
MARCELO FARIA – Aurélio Cavalcante
ALESSANDRA NEGRINI – Susana Adonato (Genésia)
NATÁLIA DO VALLE – Lady Margareth Willliamson
ARY FONTOURA – Afrânio Cavalcante, o Barão de Ouro Verde
MALVINO SALVADOR – Coronel Victor Brandão
CHANDELLY BRAZ – Mariana Benedito / Mário
MAURÍCIO DESTRI – Camilo Bittencourt
PAMELA TOMÉ – Jane Benedito
ANAJU DORIGON – Cecília Benedito
MARCOS PITOMBO – Rômulo Tibúrcio
VERA HOLTZ – Ofélia Benedito
TATO GABUS MENDES – Felisberto Benedito
GRACE GIANNOUKAS – Petúlia
JOAQUIM LOPES – Olegário Pinheiro
TAMMY DI CALAFIORI – Fani Pricelli
NANDO RODRIGUES – Edmundo Tibúrcio
OSCAR MAGRINI – Almirante Tibúrcio
CHRISTINE FERNANDES – Josephine Tibúrcio
RICARDO TOZZI – Xavier Vidal
BRUNO GISSONI – Diogo Uirapuru
ISABELA SANTONI – Charlotte Willliamson
JULIANO LAHAM – Luccino Pricelli
PEDRO HENRIQUE MÜLLER – Otávio
MURILO ROSA – Jorge Nascimento
LETÍCIA PERSILES – Amélia Antunes
LAILA ZAID – Ludmila de Albuquerque
SILVIO GUIDANE – Januário de Souza
BRUNA GRIPHÃO – Lídia Benedito
MIGUEL RÔMULO – Randolfo Vasconcelos
POLLY MARINHO – Tenória Pereira
JP RUFINO – Estilingue (Trajano)
JAIRO MATTOS – Gaetano Pricelli
ROSANE GOFMAN – Nicoletta Pricelli
GIORDANO BECHELENI – Virgílio Pricelli
JACQUELINE SATO – Mariko
MÁRCIO VITO – Delegado Cleber
VÂNIA DE BRITO – Agatha Cristo
EMMÍLIO MOREIRA – Vicente Almeida
AMAURI REIS – François (Eusébio)
JORGE LUCAS – Venâncio Castro
e
ADRIANO PETERMAN – vendedor da loja de roupas onde Darcy e Elisabeta disputam uma calça, no início
ALEXANDRE BARBALHO – cliente que destrata Camilo em seu primeiro dia de trabalho, provocando sua demissão do bar de Manuel
ALFREDO MARTINS – Wagner (dono do jornal que demite Venâncio e Elizabeta a pedido de Lady Margareth)
ANTÔNIO ALVES – médico de Amélia
BERNARDO FUERTH
BIJÚ MARTINS – operário que avisa Darcy sobre o acidente na construção da ferrovia, no início
BRUNA SPÍNOLA – Briana (filha de Lady Margareth, prima de Darcy)
CARLOS BONOW – amigo de Olegário e Genésia (Susana) na época em que eram casados, pivô da separação deles
CARLOS RONDI
CLÁUDIO CINTI – organizador e juiz das lutas que Camilo participa
DANIELA CARVALHO – Carolina (joga-se no lago para seduzir Rômulo, depois hospeda-se no mesmo hotel que ele)
FÁBIO VILLA VERDE – Lobato (engenheiro que cuida das explosões no túnel para a ferrovia comandada por Darcy)
FRANCIELY FREDUZESKY – enfermeira que cuida de Darcy quando ele está internado para fazer exames em São Paulo
GIOVANA ECHEVERRIA – Gabriela (uma das moças hospedada no mesmo hotel que Rômulo)
GUSTAVO NOVAES – Agnaldo (juiz das corridas de moto das quais participam Brandão e Xavier)
GUSTAVO OTTONI – jornalista que publica uma nota maldosa sobre o relacionamento de Ludmila e Januário
HÉLIO RIBEIRO – Adalberto (pai de Ludmila, lê nos jornais sobre o romance da filha com Januário)
HENRI PAGNOCELLI – juiz no julgamento de Brandão
HERTON GUSTAVO – Tião (motorista de Julieta)
ÍSIO GHELMAN – promotor público no julgamento de Brandão
JAIME LEIBOVITCH – Dr. Alencar da Torrefação (negocia com Julieta)
KARIZE BRUM – uma das moças que observam Rômulo no lago
LANA GUELERO – vizinha no cortiço que dá a Jane trabalho de lavadeira
LEONARDO JOSÉ – Geraldo (fazendeiro que tem a sua plantação queimada por Xavier)
LEONARDO SERRANO – ator contratado por Julieta para se passar por padre e realizar o casamento de Jane e Camilo
LÉO WEINER – médico de Cecília no sanatório
LUANA XAVIER – Mercedes (empregada de Julieta em São Paulo)
MARCELO AQUINO – curador do museu que inicialmente rejeita os quadros de Januário para uma exposição por ele ser negro
MARCELO BORGHI – homem que agarra Jane quando esta segue Camilo para ver onde ele trabalha à noite
MARCELO PORTINARI – Júlio Rinoceronte (luta com Camilo)
MARCELO TORREÃO – Francisco (Governador de São Paulo, procurado por Julieta para trocar o delegado do Vale do Café)
MÁRCIO RICCIARD – Dimas (fazendeiro que se recusa a se associar a Julieta pois já tem um acordo com Xavier)
MARIA CRISTINA GATTI – mulher na hospedaria onde Elizabeta, Ema e Jane param para comer quando estão indo para São Paulo
MILTON VALLEY – luta com Ernesto e perde
MÔNICA CORAZZA – Madame Yvette (cafetina do bordel em São Paulo)
MURILO NUNES
NADO GRIMBERG – cocheiro que leva Uirapuru e Lídia quando eles fogem do hotel
NATÁLIA CURVELLO – Anastácia (uma das moças hospedada no mesmo hotel que Rômulo)
REGINA SAMPAIO – Dolores (empregada do Barão de Ouro Verde)
RICARDO CONTI – ladrão detido por Brandão após tentar roubar a casa de chá de Agatha
RICCA BARROS – ilusionista que hipnotiza Petúlia numa festa na casa de Julieta
ROBERTO LOPES – fazendeiro que tem uma mina d’água nas suas terras, faz negocio com Julieta)
SAULO RODRIGUES – cocheiro que leva Jane e Elizabeta ao bordel de Madame Ivette para serem leiloadas
SÉRGIO STERN – padre que casa Amélia e Jorge na capela do hospital
SILVIO MATTOS – Amaral (vende terras para Julieta antes que elas sejam leiloadas por um preço menor, no início)
TARCÍSIO MEIRA – Lorde Willliamson (pai de Darcy e Charlotte)
THALES MIRANDA – um dos meninos que quase morrem no incêndio no cafezal e são salvos pelo Motoqueiro Vermelho
THEO DE ALMEIDA LOPES – um dos meninos que quase morrem no incêndio no cafezal e são salvos pelo Motoqueiro Vermelho
THIAGO JUSTINO – Dr. Jonatas (médico no Vale do Café)
TONY CORRÊA – Manoel (português, dono do bar em São Paulo onde Ernesto e Camilo trabalharam)
VERA MARIA MONTEIRO – mulher de Amaral
WELL AGUIAR – Baltazar (novo delegado do Vale do Café)
ZECA ASSUMPÇÃO – Hércules (segurança que Charlotte deixa na porta do quarto do hotel vigiando Uirapuru)

– núcleo da família Benedito, conhecida na região do Vale do Café, interior do estado de São Paulo. Passam por dificuldades financeiras e bons casamentos para as filhas podem salvá-los da falência:
os pais FELISBERTO (Tato Gabus Mendes), um intelectual, sujeito calmo, sossegado, avesso às impetuosidades da mulher e à ideia das filhas se casarem,
e OFÉLIA (Vera Holtz), sem papas na língua, tem uma missão na vida: casar as cinco filhas. Falastrona, exagerada e ansiosa, é o oposto do marido. Passa os dias pensando em bons pretendentes para as jovens, já que, quanto mais tempo as filhas demoram a se casar, mais a situação financeira da família piora
as cinco filhas: ELISABETA (Nathalia Dill), a mais velha. Uma jovem à frente de seu tempo, é avessa ao casamento, para o desespero da mãe, e se recusa a casar por conveniência. Voluntariosa, de temperamento livre, forte e decidido, não leva desaforo para casa. Bom caráter, tem um grande senso de justiça,
JANE (Pamela Tomé), a mais bela, doce e tímida, de atitudes comedidas, olhar baixo e voz suave
MARIANA (Chandelly Braz), aventureira e romântica, está sempre em busca de um amor forte e explosivo,
CECÍLIA (Anaju Dorigon), curiosa e intuitiva, sonhadora e fantasiosa. Está sempre cercada de livros e adora histórias de mistério,
e LÍDIA (Bruna Griphão), a caçula, a mais extrovertida, atrapalhada e engraçada. De atitudes infantis, é espevitada e um tanto irresponsável.

– núcleo de DARCY WILLIAMSON (Thiago Lacerda), nascido no Brasil, é filho de um industrial inglês que, ainda no Império, veio implantar estradas de ferro no país. Um tipo sério, austero, de ar aristocrata e orgulhoso. Encanta-se pelo jeito livre e impetuoso de Elisabeta. Os dois, a princípio, se estranham, mas logo se descobrem apaixonados, apesar de classes sociais diferentes. Ela o fará questionar seus preceitos tradicionalistas:
o pai LORDE WILLIAMSON (Tarcísio Meira, participação), empresário e aristocrata inglês, preconceituoso e conservador. Mora em Londres e é contra o envolvimento do filho com Elisabeta, por ela ser de origem humilde, uma “plebeia”
a irmã CHARLOTTE (Isabella Santoni), nasceu e viveu no Brasil até a adolescência. Moça romântica, foi seduzida por um conquistador e partiu para Londres para viver com o pai e esquecer a decepção amorosa que tivera
a tia LADY MARGARETH (Natália do Valle), inglesa, arrogante e preconceituosa, detesta o Brasil e a classe trabalhadora. Capaz de tudo para atingir seus objetivos, vem ao Brasil para impedir a união de Darcy e Elisabeta e fazer com que ele cumpra uma promessa do passado de casar-se com sua filha
a prima BRIANA (Bruna Spínola), filha de Margareth. Moça retraída, totalmente dominada pela mãe perversa. Irá rebelar-se contra a mãe quando perceber que Darcy não a ama, e nem ela a ele.

– núcleo de EMA CAVALCANTE (Agatha Moreira), melhor amiga de Elisabeta, cresceu com as irmãs Benedito. Diferente da amiga, é de uma família tradicional e de posses, neta de um barão, mas que está à beira da falência. Linda, leve e alegre, faz um contraponto com Elisabeta, por ser presa às tradições e muito apegada à família. É uma casamenteira nata e esforça-se em ajudar Ofélia a encontrar maridos para as filhas dela. Porém, de tanto pensar nos outros, esquece-se de si mesma, sendo avessa a namoros e pretendentes:
o pai AURÉLIO (Marcelo Faria), afastado da condução dos negócios da família, não consegue prever a ruína dos Cavalcante. Vai se apaixonar pela mulher que pretende tomar o lugar deles no Vale do Café
o avô AFRÂNIO CAVALCANTE, o BARÃO DE OURO VERDE (Ary Fontoura), título que ganhou do finado imperador Pedro II, de quem cultua a memória. Vive preso a uma cadeira de rodas. É um homem conservador, preconceituoso, arrogante, ranzinza e amargurado. De tão rabugento, torna-se engraçado. Derrete-se de amor pela neta e esconde dela a real situação financeira da família. Reluta até o último momento em vender suas propriedades para saldar as dívidas
a empregada DOLORES (Regina Sampaio).

– núcleo de JULIETA BITTENCOURT, a RAINHA DO CAFÉ (Gabriela Duarte), conhecida assim pela mão de ferro com a qual conduz os seus negócios. Viúva, esconde sobre o luto a juventude e beleza. Mulher altiva, prepotente e severa. Educou o único filho sozinha, amando-o, mas sem conseguir lhe dar o carinho que precisava. Quer comprar as terras do Barão de Ouro Verde, que a detesta. É cortejada por Aurélio, apaixonado por ela, mas reluta envolver-se emocionalmente com outra pessoa. Aos poucos, atenderá aos apelos de Aurélio e passará por uma redenção, vencendo seus traumas com a ajuda dele:
o filho CAMILO (Mauricio Destri), rapaz doce e romântico, mas de personalidade fraca, dominado pela mãe. É o melhor amigo de Darcy, a quem considera um irmão mais velho. Apaixona-se por Jane, mas o casal enfrentará a fúria de Julieta, que não aceita a relação
a empregada MERCEDES (Luana Xavier).

– núcleo de SUSANA (Alessandra Negrini), mulher ardilosa, dissimulada e manipuladora. Esconde o nome verdadeiro, GENÉSIA, que detesta. No início, é o braço direito de Julieta, ajudando-a no que for preciso em troca de teto e companhia. Mas sempre está do lado de quem pode tirar algum proveito. Vê em Darcy o alvo perfeito para se dar bem na vida e tenta a todo custo chamar a sua atenção. Por isso fará de tudo para afastá-lo de Elisabeta:
a empregada PETÚLIA (Grace Giannoukas), seu capacho, pau-mandando e parceira de golpes. Xingamentos e humilhações fazem parte de seu dia a dia. Submissa e subserviente, chama a patroa de “Madama”, mas sabe revidar quando preciso. Mestre em disfarces, quase sempre se mete em confusões por causa das missões que recebe da patroa
o parceiro de golpes OLEGÁRIO (Joaquim Lopes), com quem quase se casou no passado, quando um tentava passar a perna no outro. Um tipo sedutor e inescrupuloso. Chega ao Vale do Café por intermédio de Susana, para trabalhar como guarda-costas de Julieta.

– núcleo Mansão do Parque, um casarão misterioso de propriedade da família Tibúrcio, onde – corre a lenda no Vale do Café – aconteceu um crime no passado – o que sempre despertou a curiosidade de Cecília:
o patriarca ALMIRANTE TIBÚRCIO (Oscar Magrini), um homem taciturno, severo, quase rude. Ficou assim principalmente depois da morte de sua esposa, cultuada em enorme retrato na sala principal da mansão. Comenta-se que ele tenha algo a ver com a morte da mulher:
os filhos: RÔMULO (Marcos Pitombo), médico recém-formado, é atraente e tem porte atlético. Cai de amores por Cecília, com quem se casa, contra a vontade do pai. Leva a esposa para morar na mansão, onde ela será aterrorizada psicologicamente,
e EDMUNDO (Nando Rodrigues), ao contrário do irmão, é um playboy farrista, baderneiro e arruaceiro. Após a morte da mãe, passou por sérios desentendimentos com o pai e acabou saindo de casa, indo morar na capital. Mas está de volta
a mulher JOSEPHINNE (Christine Fernandes), que todos julgavam morta, mas estava bem viva. No passado, quando os filhos eram crianças, o marido descobriu sua traição e a expulsou de casa, inventando a sua “morte”. Retorna à Mansão do Parque para o assombro de todos
a governanta FANI (Tammy di Calafiori), jovem amargurada e vingativa, cuja missão é arruinar a família Tibúrcio. Quem irá sofrer com seu amargor é Cecília, quando ela se muda para lá. Nutre um sentimento de devoção por Josephinne. Acaba apaixonando-se por Edmundo, quando ele retorna à mansão.

– núcleo da Família Pricelli, camponeses de origem italiana. Vivem com dificuldades econômicas. Fani é filha, mas desde que mudou-se para a Mansão do Parque renega a família:
os pais GAETANO (Jairo Mattos), lavrador, homem rude e bruto, ríspido no trato com os filhos. Explorado, trabalha em um cafezal em péssimas condições. Resignado, sabe que não pode parar de trabalhar se quiser alimentar a família,
e NICOLETTA (Rosane Goffman), mãe abnegada e dócil. Cheia de energia e falante, uma verdadeira “mamma”. Tenta apaziguar a revolta dos filhos por causa do pai. Sofre por Fani estar longe de casa e de sua vista
os outros filhos (além de Fani): VIRGÍLIO (Giordano Becheleni), o mais velho. Trabalha com o pai no cafezal. Diferente dos irmãos, segue à risca o modo de vida do pai. Violento e revoltado, aos poucos revela um caráter dúbio e perigoso,
ERNESTO (Rodrigo Simas), rapaz cheio de vida. Um idealista, tem vontade de mudar o mundo. A princípio, apaixona-se por Elisabeta, mas fica difícil concorrer com Darcy. Muda-se para São Paulo, onde dedica seu tempo à causa anarquista. Acaba por conquistar a amizade do Barão de Ouro Verde e o coração de Ema,
e LUCCINO (Juliano Laham), o caçula. O mais calado dos irmãos, não é muito compreendido pelos pais, que o consideram muito distante, já que ele nunca fala da vida pessoal e passa a maior parte do tempo no trabalho: é mecânico numa oficina.

– núcleo do CORONEL BRANDÃO (Malvino Salvador), militar, comanda o exército na região. Solteirão, é um tanto recluso e regrado. No passado, foi amante de Josephinne. Apaixona-se por Mariana e sua energia intensa. Adora pilotar motos e participa de corridas. Esconde-se sob o disfarce do MOTOQUEIRO VERMELHO, uma figura misteriosa que, a princípio, assusta o povo do Vale do Café. Mariana também vai se interessar por corridas de motos, mas como esse é um esporte restrito a homens, ela se disfarça de um, MÁRIO, e conquista a amizade Brandão sem ele saber de sua verdadeira identidade. O mecânico Luccino é o único que sabe do segredo dos dois – que Brandão é o Motoqueiro Vermelho e que Mariana é Mário:
os soldados: RANDOLFO (Miguel Rômulo), tímido, atrapalhado e gago, esconde um fogo que será despertado por Lídia, por quem se apaixona. Mas ela apenas o usa em suas confusões
e OTÁVIO (Pedro Henrique Müller), disputa Lídia com Randolfo. Ganha a parada, a princípio, e o casal vai ao altar, mas ela diz não. No fundo, Otávio se sente aliviado, pois desperta sentimentos por Luccino. Os dois viverão um romance proibido.

– núcleo de JORGE (Murilo Rosa), advogado dos cafeicultores, ganhou muito dinheiro em seu ofício. De bom senso e olhar justo, é amigo de Ema de longa data. O que ela nem desconfia – ou não quer enxergar – é que ele é apaixonado por ela. Para sufocar esse amor, por não acreditar ser correspondido, ele envolve-se com outra moça e vai morar em São Paulo:
a noiva AMÉLIA (Letícia Persilles), mulher afável, de personalidade doce. Frágil de saúde, possui uma doença incurável, o que afasta seus pretendentes. Isso nunca abateu sua maneira esperançosa de ver a vida. É esse amor pela vida que acaba atraindo Jorge, quando ele está aos pedaços após ser rejeitado por Ema. Acabam unindo-se
os amigos em São Paulo: LUDMILA (Laila Zaid), moça à frente de seu tempo, viajada, sofisticada e espirituosa. Sempre de piteira na mão, vive na boemia. Conhece e faz amizade com Elisabeta, fazendo aflorar nesta uma mulher intelectual com aptidão para a escrita. A amizade entre as duas provoca ciúmes em Ema,
JANUÁRIO (Silvio Guindane), pintor e boêmio, de bem com a vida. É filho de pais escravos que se esforçaram para lhe dar a melhor educação possível. Vai envolver-se com Ludmila,
e MARIKO (Jacqueline Sato), jovem médica, filha de imigrantes japoneses
a empregada TENÓRIA (Polly Marinho), treina para ser cozinheira, seu maior sonho. Ao longo da trama, descobre ser filha bastarda do Barão de Ouro Verde, mas terá que enfrentar o preconceito dele
o filho de Tenória, ESTILINGUE (JP Rufino), rapazote levado, mas muito esperto. Conquista o coração do Barão, seu avô que desconhecia.

– demais personagens:
DIOGO UIRAPURU (Bruno Gissoni), bonito, sedutor, leviano e malandro, só quer se aproveitar das mulheres que conquista. Suas armas são o charme e a poesia. Seduzirá primeiro Lídia, e depois Mariana. No passado, seduziu Charlotte, abandonando-a em seguida por sua próxima conquista
XAVIER VIDAL (Ricardo Tozzi), dono do cafezal onde Gaetano e Virgílio trabalham. Inescrupuloso, não se importa nem um pouco de explorá-los. Usa Virgílio como capanga, para executar seus serviços sujos. Gosta de competir nas corridas de motocicleta, onde é o maior rival do Coronel Brandão, muitas vezes trapaceando para ganhar
AGATHA (Vânia de Brito), dona da casa de chá, ponto de encontro dos moradores do Vale do Café, onde tudo se comenta. Por estar sempre por dentro das novidades, é uma grande fofoqueira. Nutre uma paixão platônica pelo Coronel Brandão
VICENTE (Emmilio Moreira), gerente geral da empresa de Darcy, seu conselheiro para os negócios
DELEGADO CLEBER (Márcio Vito), está do lado de quem possa tirar algum proveito, por isso não mede esforços para atender aos interesses dos vilões
FRANÇOIS, ou melhor, EUSÉBIO (Amauri Reis), costureiro e modista que finge ser de origem francesa. Um tipo afetado, é velho conhecido do passado de Susana e Olegário
MADAME YVETTE (Mônica Corazza), cafetina de um bordel em São Paulo, também conhecida de Susana e Olegário
VENÂNCIO CASTRO (Jorge Lucas), editor-chefe do jornal que empregará Elisabeta quando ela começar a escrever
DR. JONATAS (Thiago Justino), médico no Vale do Café
MANUEL (Tony Corrêa), português, dono do bar em São Paulo onde Ernesto e Camilo vão trabalhar.

Primeira novela-solo de Marcos Bernstein, roteirista de filmes como Central do Brasil (1998, com João Emanuel Carneiro), O Outro Lado da Rua (2004, com Melanie Dimantas), Zuzu Angel (2006, com Sérgio Rezende), Chico Xavier (2010), Meu Pé de Laranja Lima (2013, com Melanie Dimantas, o qual também dirigiu) e Faroeste Caboclo (2013, com Victor Atherino), da novela Além do Horizonte (2013-2014, com Carlos Gregório), da série A Cura (2010, com João Emanuel Carneiro) e colaborador da novela A Vida da Gente (2011-2012, de Lícia Manzo).

Orgulho e Paixão foi baseada na obra da escritora inglesa Jane Austen (1775-1817). Bernstein, comentou sobre essa inspiração:
“A novela tem seus personagens inspirados no universo da autora inglesa. E dentro do raciocínio de trazer essa linguagem da literatura para a dramaturgia, eu comecei a pensar de quais obras da Jane Austen eu poderia beber na fonte. Pensei logo em Orgulho e Preconceito, que foi a primeira grande trama que eu busquei como ponto de partida para contar essa história. A partir da trama da mãe que busca casar as cinco filhas, de Orgulho e Preconceito, eu pude me permitir criar da minha maneira. Duas das cinco filhas são personagens de outro romance da escritora. Mariana e Cecília foram inspiradas em Razão e Sensibilidade e Abadia de Northanger, respectivamente. Temos também a personagem da Susana, que me inspirei em um breve romance da Jane, chamado Lady Susan, que é uma mulher misteriosa e ardilosa, tudo a ver com a nossa vilã. Para trazer um clima de mistério à novela, eu incluí também o ambiente da mansão A Abadia de Northanger. A governanta é Fani (Tammy di Calafiori), que vem apresentando esse suspense, e também elementos da novela Mansfield Park, que é um dos meus ingredientes em Orgulho e Paixão.”

Nunca uma produção da TV brasileira se aproximou tanto do que convencionou-se qualificar como “Disney”, em referência ao estilo perpetuado pela produtora de cinema. Orgulho e Paixão foi a que mais características reuniu sobre um tipo de dramaturgia e um padrão de produção que há décadas cativa plateias do mundo todo, no cinema e televisão.
Em sua fórmula, fantasia e entretenimento em uma estética colorida, com doses de romance, comédia, música e aventura. O mundo é idealizado, não há compromisso com a realidade e, de repente, tudo pode virar um musical. Os personagens são maniqueístas e, no final, o bem triunfa, a felicidade é potencializada, o mal paga e há espaço para a redenção dos malvados.
Os mocinhos são bravos e corajosos, como os príncipes de contos de fadas. As mocinhas são como as princesas. Cada uma das irmãs Benedito da trama remetia uma “princesa Disney”.
Os vilões, caricaturas do mal, muito próximas dos vilões de desenhos animados: Susana = Dick Vigarista, Petúlia = Muttley, Xavier = Tião Gavião. Lady Margareth mais parecia uma bruxa de conto de fadas, com direito a gargalhada malévola.

Um estilo assumido pela novela e prontamente absorvido pelo público, haja vista a repercussão da trama. A história movimentada experimentou várias narrativas (comédia, aventura, ação, suspense, romance, drama, musical) e em momento algum perdeu o fôlego, mantendo o público cativo.
Orgulho e Paixão fechou com uma média final de 21,5 pontos de audiência no Ibope da Grande SP, dentro do esperado no horário – ainda que inferior às duas últimas produções, Tempo de Amar (22,5) e Novo Mundo (24).

Apesar do convite ao escapismo, a novela tentou um diálogo com temas contemporâneos. Por não haver compromisso com a realidade, a trama de Orgulho e Paixão, ambientada na década de 1910, teve um forte discurso atual que extrapolou os limites da época retratada. O melhor exemplo foi a protagonista Elisabeta (Nathalia Dill): definida como “uma mulher à frente de seu tempo”, suas falas e atitudes eram de uma moça contemporânea. Assumiu-se que Elisabeta era uma personagem surrealista: ao final, foi transformada em super-heroína (quase com super poderes). Para além do discurso politicamente correto, a protagonista muitas vezes ultrapassou a linha tênue que descamba para a chatice: no início falastrona, briguenta e mal-educada, foi podada a tempo de não resvalar na mocinha chata.

Sobre a figura feminina na trama de época, comentou o diretor artístico Fred Mayrinck:
“A novela traz a mulher do início do século 20 no plano principal, mas com questionamentos que são universais e atemporais. A personagem da Elisabeta (Nathalia Dill), por exemplo, poderia ser naturalmente uma mulher dos dias atuais, que busca seu lugar no mundo, independente do seu estado civil. Ou então, a personagem da Julieta (Gabriela Duarte), uma mulher empoderada que foi à luta, criou o filho sem pai e abriu a própria empresa, sem a presença masculina em sua vida.”

Ao mostrar a liberdade sexual da maioria das personagens femininas, o roteiro desconsiderou a moral da época retratada, licenças poéticas permitidas neste tipo de produção, afinal, tratava-se de uma fantasia (não de um documentário sobre o comportamento da mulher nos anos 1910) que assumiu um compromisso com a atualidade.

A direção artística de Fred Mayrink apresentou um belíssimo trabalho de concepção e realização, com cenários, figurinos e arte de tirar o fôlego. Tanto a direção de atores como as das cenas atingiram plenamente o exigido pelo roteiro.

Sororidade, feminismo, racismo, homossexualidade e preconceito social foram abordados com o olhar atual que esse tipo de discussão demanda. O primeiro beijo gay em uma produção das seis da Globo apresentou o permitido no horário, com bom gosto e sutileza. A abordagem foi além: didática na medida certa – com destaque para a interpretação dos atores Juliano Laham (Lucino) e Pedro Henrique Müller (Otávio). O drama dos personagens conquistou as redes sociais e a torcida do público (#Lutavio).

Elogios às atuações irrepreensíveis de boa parte do elenco, em especial a Ary Fontoura, que há tempos não tinha em mãos um personagem tão bom, o irresistível ranzinza Barão de Ouro Verde; a Gabriela Duarte, de volta às novelas com uma personagem que caiu nas graças do público; à dupla vivida por Grace Gianoukas e Alessandra Negrini – Petúlia e Susana, uma reedição dos picaretas Muttley e Dick Vigarista; a Agatha Moreira e Rodrigo Simas, talentosos atores esbanjando carisma; a Vera Holtz em mais um tipo marcante; e a Christine Fernandes e Tammy Di Calafiori, no retorno à Globo em personagens bem defendidos.

No entanto, um deslize que merece citação: o mau aproveitamento dos atores Tato Gabus Mendes, Murilo Rosa e Letícia Persiles, em personagens que renderam muito pouco ou aquém de suas possibilidades.

Em maio de 2018, Tarcísio Meira, que vivia Lorde Williamson, pai do protagonista Darcy (Thiago Lacerda), teve que deixar o elenco por problemas de saúde, sendo substituído por Natália do Vale como antagonista, integrando a trama como Lady Margareth, tia perversa de Darcy.

A partir de 13/07/2018, por causa de cenas de violência e insinuação sexual, a novela foi reclassificada pelo Ministério da Justiça, aumentando a classificação indicativa para “Programa não recomendado para menores de 12 anos”. Foi a primeira novela das seis da Globo com essa classificação. A reclassificação não alterou o horário de exibição, já que, desde 2016, não há mais vinculação de horário à faixa etária.

As primeiras cenas externas foram gravadas em Vassouras e Valença, no Rio de Janeiro, além de Ouro Preto, Carrancas, Lavras e Mariana, em Minas Gerais.

Orgulho e Paixão teve duas cidades cenográficas, ambas com cerca de 4 mil metros quadrados. Em uma delas, foram montados a casa da Família Benedito, a Mansão do Parque, a casa de Jorge e a casa de Julieta Bittencourt, dentre outros sets. Já na outra cidade, estava a rua principal da fictícia do Vale do Café, com destaque para a Casa de Chá e o comércio local. Nesta mesma área, a cidade de São Paulo apareceu com o cortiço, que foi montado com 100% de material reaproveitado.

Foram cerca de seis meses de estudo para recriar com verossimilhança todos os ambientes da trama. O estilo art nouveau esteve representado na casa de Julieta Bittencourt, por exemplo, como uma novidade da época.
“Por mais que esse movimento arquitetônico tenha surgido no final do século 19 na Europa, ele não chegou aqui no Brasil neste mesmo período. Por isso optamos por trazer a art nouveau para a casa da Julieta como uma novidade, já que a personagem de Gabriela Duarte é uma mulher antenada e rica”, justificou Eliane Heringer, cenógrafa da novela.

O caracterizador Sérgio Azevedo revelou que buscou no cinema e na história referências para criar a imagem perfeita para as personagens, tanto na maquiagem naturalista quanto nos penteados mais elaborados, porém discretos.
“A inspiração do visual da Ema (Agatha Moreira) é meio Gigi (personagem de Leslie Caron no filme homônimo 1955). Delicada e clássica, essa é a mulher tradicional e rica da época”, afirmou.
Já no caso da personalidade oposta de Ema, Susana (Alessandra Negrini), Sérgio buscou na história da arte o ideal de beleza para ela:
“Susana é uma mulher misteriosa e ardilosa, e para trazermos essa verdade, inspiramo-nos na imagem da Gibson Girl, que é considerada o primeiro ideal de beleza feminina nos Estados Unidos”, explicou Sérgio. Criada pelo artista Charles Dana Gibson (1867–1944), Gibson Girl apareceu em várias revistas e reproduções, tornando-se um dos grandes ícones do século 20.

Orgulho e Paixão foi uma novela clara, solar e com uma paleta de cores muito vibrante. Para trazer essas referências para o figurino da novela, a figurinista Beth Filipeck se inspirou em obras de arte de artistas impressionistas renomados, como Tissot, Manet, Monet e Renoir. Ela destacou esse colorido e suas nuances como o grande diferencial que a novela apresentava.
Para a figurinista, algumas diferenças foram bem marcantes, como Elisabeta (Nathalia Dill) e Ema (Agatha Moreira):
“A roupa da Elisabeta é bem simples, com poucos adereços. O figurino tem sentido com a sua personalidade prática. Já a Ema é quase um bibelô. Com muitos adereços, rendas e camadas com peças sofisticadas em texturas, a personagem de Agatha Moreira é clássica e romântica”.
Todo esse trabalho se traduziu no grande volume e variedade de peças que a produção exigiu. Beth e sua equipe produziram mais de 450 figurinos. Em alguns casos, o figurino tinha seis camadas em uma peça, que multiplicados chegavam a um total de 2.700 peças únicas, confeccionadas exclusivamente nos Estúdios Globo para Orgulho e Paixão.

Trilha Sonora volume 1

01. DOCE COMPANHIA (DULCE COMPAÑIA) – Lucy Alves (tema de abertura)
02. ESTRADA BRANCA – Chitãozinho e Xororó (tema de Ernesto)
03. MAIS BONITO NÃO HÁ – Milton Nascimento e Tiago Iorc (tema de Elisabeta e Darcy)
04. FICA – Anavitória (participação de Matheus e Kauan) (tema de Ema e Ernesto)
05. LEMBRA – Luiza Possi (tema de Elisabeta e Ema)
06. SE VOCÊ JURAR – Mumuzinho (tema de Uirapuru)
07. DONO DA RAZÃO – Wilson das Neves (tema de Julieta)
08. NÔMADE – Renato Godá (tema de Mariana)
09. ERVA VENENOSA (POISON IVY) – Valentina Francisco (tema de Susana)
10. TE AMO TANTO – Paolo e Cláudia Leitte (tema geral)
11. MENINA DE VENTO – Zanna (tema de Cecília e Rômulo)
12. NOITES COM SOL – Flavio Venturini (tema das irmãs Benedito)
13. MAIS QUE O TEMPO – Taryn (tema de Camilo e Jane)
ainda
MORADA – Sandy (tema de Luccino e Otávio)
PAIXÃO – Ana Carolina e Kleiton e Kledir (tema de Julieta e Aurélio)
SINÔNIMOS – Scarcéus e Paula Fernandes (tema de Mariana e Brandão)

Trilha Sonora Instrumental: música original de Iuri Cunha e Rodrigo Marsillac

01. UMA VEZ EM SÃO PAULO – Rodrigo Marsillac
02. VALSA DA AURORA – Iuri Cunha
03. DIAS NA RELVA – Rodrigo Marsillac
04. RED HERO – Iuri Cunha
05. IRMÃOS – Iuri Cunha
06. VALSA DO LUGAR – Rodrigo Marsillac
07. TEM XOTE NO MINUETO – Rodrigo Marsillac
08. LAÇOS DE TERNURA – Iuri Cunha
09. PETÚLIA PETULANTE – Iuri Cunha
10. POLCA DO CAFÉ FORTE – Rodrigo Marsillac
11. PRIMEIROS AMORES – Rodrigo Marsillac
12. PRÍNCIPE DO CAFÉ – Iuri Cunha
13. ORGULHO TORTUOSO – Iuri Cunha
14. O PULO DA PERERECA – Iuri Cunha
15. NA MANSÃO – Rodrigo Marsillac
16. BLOODY MOON – Iuri Cunha
17. CAFÉ COM LEITE – Iuri Cunha
18. AGONIA SOLSTÍCIA – Iuri Cunha
19. BOA VIDA NO CAMPO – Rodrigo Marsillac
20. PRIMEIRO BEIJO – Iuri Cunha
21. LADY W – Iuri Cunha
22. AS MOCINHAS DO VALE – Rodrigo Marsillac

Tema de Abertura: DOCE COMPANHIA (DULCE COMPAÑIA) – Lucy Alves

Hoje só quero silêncio
Não quero nada mudar
Quero ficar bem tranquila
E saborear esta paz

Tenho um momento de calma
Eu sinto o peso ceder
O emaranhado da vida
Já desfiz, sei por que

Nada que venha de fora
Vai me fazer mais feliz
Como sentir os teus olhos
Tranquilos sobre mim

Sua doce companhia
Não me canso de querer
Me sinto ressuscitada
Perto de você

Fico de longe esperando
A hora em que vou te ver
Em tuas mãos eu me entrego
Me rendi a você

Eu já não tenho resposta
Nem esperava encontrar
Meu coração tão cansado
Não queria sequer tentar

Nada que venha de fora
Vai me fazer mais feliz
Como sentir os teus olhos
Tranquilos sobre mim
Me sinto florescer

Sua doce companhia
Não me canso de querer
Me sinto ressuscitada
Perto de você…

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