Sinopse

Renato, viúvo quarentão e bem sucedido, vive com a filha adolescente, Cris, e a cunhada Estela, mulher possessiva que nutre um amor doentio por ele. Ao conhecer e se apaixonar pela psicóloga Teca, uma mulher engajada e independente, Renato terá que enfrentar o ciúme de Estela e suas armações, principalmente quando ela coloca Cris contra o pai.

Estela é também a responsável pelos problemas psicológicos da irmã, Eunice – uma viúva reprimida que sofre com a morte do marido -, impedindo-a de viver sua própria vida, principalmente quando Nélio, amigo de Renato, desperta interesse pelos problemas de Eunice. Enquanto isso, Cris tem um movimentado namoro com o jovem Rodrigo.

Ainda os problemas de Maurício, casado com Raquel, uma contrabandista, e seu amor maduro pela antiga namorada, Zoraide, uma mulher sofrida e amargurada que impede sua filha Beatriz de namorar Geraldo, o filho de Maurício e Raquel.

Globo – 19h
de 4 de setembro de 1978
a 17 de março de 1979
169 capítulos

novela de Silvio de Abreu
direção de Régis Cardoso

Novela anterior no horário
Te Contei?

Novela posterior
Feijão Maravilha

ARACY BALABANIAN – Teca (Tereza Cristina)
JUCA DE OLIVEIRA – Renato
RENÉE DE VIELMOND – Estela
ARMANDO BÓGUS – Nélio
NEUZA AMARAL – Eunice
NÁDIA LIPPI – Cris
NEY SANT´ANNA – Rodrigo
CLÁUDIO CAVALCANTI – Bruno
LÚCIA ALVES – Betinha
EDWIN LUISI – Sérgio
JOÃO CARLOS BARROSO – Geraldo
KÁTIA D’ANGELO – Beatriz
ELOÍSA MAFALDA – Zoraide
ROGÉRIO FRÓES – Maurício
RENATA FRONZI – Raquel
FELIPE CARONE – Mariano
YARA CÔRTES – Alice
ÉLIDA L’ASTORINA – Aninha
CARLOS GREGÓRIO – Táio
ALCIONE MAZZEO – Vera
MYRIAN RIOS – Patrícia
IDA GOMES – Aída
OSWALDO LOUZADA – Bilú
LEONOR NAVARRO – Delfina
THELMA ELITA – Ully
LÚCIA MELLO – Gisélia
LADY FRANCISCO – Helena / Wânia
AGNES FONTOURA – Tita
ALCÍRIO CUNHA – Barbosa
JULCILÉIA TELLES – Heloísa
MARLY AGUIAR – Diná
JUAN DANIEL – Miguel
PEPA RUIZ – Sarita
REGINA LARA – Marta
ROSANA MARTINS – Rosa
e
ANTÔNIO PATIÑO – Honório (pai de Rodrigo e Bruno)
ÊNIO SANTOS
GILDA SARMENTO – Olívia
MOACYR DERIQUÉM – Comandante Arthur (pretendente de Gisélia no último capítulo)
ROBERTO BONFIM – Augusto (pretendente de Betinha)
TONY FERREIRA
Plínio (ex-marido de Eunice)
Joel (professor de Teca)
Dr. Castilho (médico de Rodrigo)

– núcleo de TECA (Aracy Balabanian), mulher batalhadora e independente. Psicóloga, trabalha com jovens:
a mãe AÍDA (Ida Gomes), viúva, uma mulher dócil, tem grande preocupação com o futuro da filha: seu maior desejo é vê-la bem casada
a tia DELFINA (Leonor Navarro), irmã de Aída. Viúva, passa a viver intensamente, fazendo tudo o que nunca foi permitido. Extrovertida e alegre, procura ajudar os outros, mas não permite que se intrometam em sua vida
a amiga ULLY (Thelma Elita), colega da faculdade, mora em Paris e trabalha como modelo
a secretária em seu consultório, DINÁ (Marly Aguiar)
o velhinho BILÚ (Oswaldo Louzada), solteiro convicto, vive de rendas fazendo o que mais gosta: viajar. Numa de suas viagens, conhece Delfina, de quem se torna amigo e que o apresenta à sua família. Acaba apaixonando-se por Aída
a amiga de Delfina e Bilú, SARITA (Pepa Ruiz), professora de balé, tem um vigor de fazer inveja e não se preocupa com a idade.

– núcleo de RENATO (Juca de Oliveira), viúvo, executivo bem sucedido. Apaixona-se por Teca, psicóloga de sua filha. É vice-presidente de uma joalheria em São Paulo que pertence à sua cunhada:
a filha rebelde CRIS (Nádia Lippi), perdeu a mãe quando tinha dois anos. Mora no Rio com as tias, irmãs de sua mãe. Paciente de Teca, a quem se apega muito
as cunhadas, irmãs de sua falecida mulher: ESTELA (Renée de Vielmond), nutre uma paixão doentia por ele, escondida atrás de uma implicância. Por ciúmes, interfere no namoro dele com Teca,
e EUNICE (Neuza Amaral), apesar de sua riqueza, vive perturbada com a morte do marido. Verdadeira dona da joalheria, entrega sua direção a Renato. Dominada por Estela, vive em constantes crises de depressão
o amigo NÉLIO (Armando Bógus), executivo da joalheria. A princípio, ama Estela, mas não é correspondido, até que começa a se interessar pelos problemas de Eunice
a amiga de Cris, PATRÍCIA (Myrian Rios), garota sonsa, tem inveja dela
a secretária GISÉLIA (Lúcia Mello), solteirona, sonha com um grande romance, mas não conhece quase ninguém e vive no mundo da fantasia. Muito competente em seu trabalho
uma de suas conquistas, HELENA (Lady Francisco), milionária. Apesar de amiga e confidente de Estela, se encontra às escondidas com Renato em São Paulo
a empregada em sua casa em São Paulo, MARTA (Regina Lara), informante de Estela, para quem repassa os nomes de todas as mulheres que vão ao apartamento
a empregada na casa de Eunice e Estela, no Rio, ROSA (Rosana Martins).

– núcleo de RODRIGO (Ney Sant´Anna), apaixonado por Cris, que a princípio é namorada de seu melhor amigo, com quem mora com seu irmão. Veio do interior com o irmão para estudar. Trabalha como guia turístico numa agência de viagens. Ao longo da trama, descobre que sofre de uma doença grave:
o irmão TAIO (Carlos Gregório), tímido e desengonçado, vive de sonhos e tem uma visão crítica do mundo. Trabalha como garçom numa lanchonete
o melhor amigo BRUNO (Cláudio Cavalcanti), com quem divide um apartamento com o irmão. No início é namorado de Cris. Envolve-se com Helena.

– núcleo de BETINHA (Lúcia Alves), um pouco imatura para sua idade. A princípio, namora Rodrigo e não admite perdê-lo para Cris. Por outro lado, não percebe que o tímido Taio é apaixonado por ela, fazendo o rapaz sofrer com sua indiferença. Acaba envolvida por Bruno:
a irmã ANINHA (Élida L´Astorina), garota esperta, adora se misturar à turma da irmã, apesar de ainda ser adolescente. É apaixonada por Taio em segredo
e os pais MARIANO (Felipe Carone), trabalha para dar um futuro às filhas e zela pelo conforto da família,
e ALICE (Yara Côrtes), dona de casa e costureira
a vizinha TITA (Agnes Fontoura), amiga de Alice. Sabe de todas as fofocas das redondezas e vigia os passos dos moradores do prédio, de onde é síndica, fazendo valer sua autoridade.

– núcleo de RAQUEL (Renata Fronzi), mulher autoritária. Com o marido, é dona da agência de turismo onde Rodrigo trabalha. Controla os negócios, o marido e a vida dos filhos. Muambeira, mantém em casa um estoque de artigos importados, que traz de suas viagens ao exterior para revender aqui:
o marido submisso MAURÍCIO (Rogério Fróes), homem de paz, dirige a agência com ela e faz todas as suas vontades
os filhos SÉRGIO (Edwin Luisi), dominado por ela, procura não contrariá-la. Professor de matemática, tímido, tem dificuldade de se relacionar afetivamente. Apaixonado por Teca, mas não correspondido
e GERALDO (João Carlos Barroso), amigo de Rodrigo, Bruno e Taio. Não aguenta a pressão da mãe e, para ter mais liberdade, vai morar numa república para estudantes
a secretária na agência VERA (Alcione Mazzeo), interesseira e carreirista, não mede esforços para conseguir o que quer: dar o golpe do baú. Envolve-se com Sérgio
o fiscal da alfândega BARBOSA (Alcírio Cunha), quem tem uma queda por ela. Raquel tira proveito disso, pedindo a liberação dele para suas muambas
a cliente HELOÍSA (Julciléia Telles), mulher bonita que já fora miss e hoje está sempre viajando. Ao final, descobre-se que ela é da polícia e investiga os contrabandos de Raquel.

– núcleo de ZORAIDE (Eloísa Mafalda), faxineira da agência de turismo de Raquel e Maurício. Esforça-se para educar a filha. Seu passado é um mistério, que vai sendo revelado aos poucos: fora antiga namorada de Maurício, preterida por Raquel por ser pobre:
a filha BEATRIZ (Kátia D´Angelo), tem vergonha de sua condição humilde, por isso esconde dos amigos a mãe faxineira. Namora Geraldo, mas a mãe, sem maiores explicações, proíbe terminantemente esse namoro. Paira no ar a dúvida se Geraldo é ou não meio-irmão de Beatriz.

Estreia de Silvio de Abreu como autor de novelas na Globo. No ano anterior (1977), ele havia adaptado com relevante sucesso o romance Éramos Seis, de Maria José Dupré, para a TV Tupi, com a parceria de Rúbens Ewald Filho. Os dois autores foram então contratados pela Globo. Silvio escreveu Pecado Rasgado, atração das sete horas, enquanto Rúbens adaptou para o horário das seis outro livro de Dupré: Gina.

Em Pecado Rasgado, Silvio de Abreu pouco pôde mostrar de suas habilidades. Seu primeiro sucesso só veio com Jogo da Vida, em 1981.
O elenco de coadjuvantes, numeroso para os padrões da época, e o acúmulo de situações comprometeram o bom andamento da novela. Ismael Fernandes em “Memória da Telenovela Brasileira”

Ele comentou acerca das dificuldades de Pecado Rasgado:
“Foram muitas, a começar pelo estilo que eu estava querendo implantar em novelas, que privilegiava a comédia em detrimento do romance, coisa que só consegui emplacar em 81, com Jogo da Vida, e em 83, com Guerra dos Sexos. Tudo era muito novo e assustou o conservadorismo da emissora e do público. Para mim, foi uma novela sem graça e desinteressante, que desperdiçou vários talentos e resultou no meu pedido de demissão da Rede Globo, jurando que nunca mais escreveria uma novela. (…) A Globo nunca reclamou da novela, mas eu via que a repercussão era insignificante. (…) Acho que minha falta de experiência, na época, foi a grande responsável por este mico em minha carreira.”

Cinéfilo de carteirinha, Silvio quis impor à novela algumas características de comédias norte-americanas clássicas e desenvolver situações engraçadas. Mas desde o início não se deu bem com o diretor da novela, Régis Cardoso. Sua reclamação maior era de que escrevia uma comédia e Régis dirigia um drama. Fábio Costa em “Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”.

Para o livro “A Seguir Cenas do Próximo Capítulo” (de André Bernardo e Cintia Lopes), Silvio afirmou que “o diretor, além de ficar contra o texto, também fez com que os atores tivessem a mesma opinião.”

Os psicólogos não gostaram e reclamaram do comportamento da personagem Teca (Aracy Balabanian), uma psicóloga, emocionalmente instável demais para uma profissional dessa área.

Os seis primeiros capítulos foram gravados em Paris, onde Teca (Aracy Balabanian) e Renato (Juca de Oliveira), se conheceram. O diretor Régis Cardoso teve que usar de propina para conseguir gravar à vontade na Torre Eiffel e no aeroporto Charles de Gaulle. A novela também teve cenas feitas em Buenos Aires, para onde alguns personagens viajaram em excursão.

Raul Travassos foi o responsável pela cenografia. Ele criou 14 cenários fixos que deslizavam sobre duas estruturas, onde eram colocados painéis de dupla face. A ideia era montar de um lado da parede um quarto; e do outro, o fundo de uma cozinha. Esse sistema permitia uma maior agilidade na montagem. Peças como escadas e janelas eram inseridas nos painéis para complementar o ambiente. Os painéis formavam também quatro paredes, que aumentavam as possibilidades de cenas e takes, melhorando a qualidade das imagens.
Os camarotes, os corredores, o salão de baile e o restaurante de um navio foram reproduzidos com todos os detalhes para as cenas que mostravam a viagem dos personagens à Argentina.
Fonte: site Memória Globo.

Primeira novela na Globo das atrizes Nádia Lippi e Élida L’Astorina, e do ator Ney Sant´Anna.

A criativa abertura mostrava, numa animação, Adão e Eva correndo atrás de uma maçã – a marca registrada da novela – ao embalo da música Não Existe Pecado ao Sul do Equador, de Chico Buarque interpretada por Ney Matogrosso.
Esse tema ganhou um novo arranjo para a abertura da novela Dona Anja, produzida pelo SBT em 1997, com um verso que havia sido censurado nos anos 1970 e não pôde aparecer em Pecado Rasgado: “vamos fazer um pecado safado debaixo do meu cobertor”.

Guilherme Bryan e Vincent Villari citam no livro “Teletema, a História da Música Popular através da Teledramaturgia Brasileira” sobre uma música do disco nacional de Pecado Rasgado:
“‘Fique um Pouco Mais’, gravada por Rosana, que então iniciava sua carreira cantando na Casanova´s, banda de seu pai, Aldo Fiengo, com a qual chegou a gravar uma cena da novela.”

Pecado Rasgado foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo de 05/09/1983 a 10/02/1984.
Por conta desta reprise, seu tema de abertura chegou a ser substituído por uma música instrumental que nem estava na trilha da novela.

Trilha Sonora Nacional
rasgadot1
01. MEU PENSAMENTO É VOCÊ – Serginho (tema de Rodrigo e Cris)
02. SENHORITA – Hermes Aquino (tema de Bruno)
03. SOSSEGO – Tim Maia
04. VENHA – Fábio (tema de Renato)
05. SOL DA MEIA-NOITE (MIDNIGHT SUN) – Miúcha
06. FIQUE UM POUCO MAIS – Rosana (tema de Maurício e Zoraide)
07. NÃO EXISTE PECADO AO SUL DO EQUADOR – Ney Matogrosso (tema de abertura)
08. HEY BABY – Harmony Cats (tema do núcleo jovem)
09. QUERO – Sidney Magal
10. DE FOGO, LUZ E PAIXÃO – Marcelo (participação especial Gal Costa) (tema de Teca)
11. DANCE COMIGO – Gemini (tema do núcleo jovem)
12. ELE OU VOCÊ – Elizângela
13. NADA MAIS – Golden Boys (tema de Geraldo e Beatriz)
14. VENHA DE LÁ – Aquarius (tema de Estela)

Trilha Sonora Internacional
rasgadot2
01. YOU AND I – Rick James
02. GREASE – Mike Brook
03. YOU MAKE ME FEEL (MIGHTY REAL) – Sylvester
04. YOUR LOVE – Danny Shann (tema de Estela)
05. KEEP ON JUMPIN’ – Musique
06. WHEN YOU’RE LOVED – Debbie Boone (tema de Bruno e Helena)
07. LOVE NOW, HURT LATER – Giorgio Moroder & Chris Bennett
08. YOU – Rita Coolidge (tema de Betinha)
09. DO OR DIE – Grace Jones
10. I WILL STILL LOVE YOU – Stonebolt (tema de Beatriz e Geraldo)
11. LA BOOGA ROOGA – Bjorn Skifs (tema geral)
12. PLACES – Steve McLean (tema de Cris e Rodrigo)
13. THEMES FROM ‘THE WIZARD OF OZ’ – Meco
14. QUE HAY QUE HACER PARA OLVIDAR – Danny Cabuche (tema de Teca e Renato)

Sonoplastia: Nestor de Almeida
Pesquisa de Repertório: Arnaldo Schneider
Direção de Produção: Guto Graça Mello

Tema de Abertura: NÃO EXISTE PECADO AO SUL DO EQUADOR – Ney Matogrosso

Não existe pecado do lado de baixo do Equador
Vamos fazer um pecado rasgado, suado a todo vapor
Me deixa ser teu escracho, capacho, teu cacho
Um riacho de amor
Quando é lição de esculacho, olha aí, sai de baixo
Que eu sou professor

Deixa a tristeza pra lá, vem comer, me jantar
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
Vê se me usa, me abusa, lambuza
Que a tua cafusa
Não pode esperar
Deixa a tristeza pra lá, vem comer, me jantar
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
Vê se me esgota, me bota na mesa
Que a tua holandesa
Não pode esperar

Não existe pecado do lado de baixo do Equador
Vamos fazer um pecado rasgado, suado a todo vapor
Me deixa ser teu escracho, capacho, teu cacho
Um riacho de amor
Quando é missão de esculacho, olha aí, sai de baixo
Eu sou embaixador…

Veja também

  • eramosseis77_logo

Éramos Seis (1977)

  • plumasepaetes_logo

Plumas e Paetês

  • jogodavida_logo

Jogo da Vida

  • guerra83_logo

Guerra dos Sexos (1983)