Sinopse

Renato, um viúvo quarentão, charmoso e mulherengo, vive na ponte aérea. Em São Paulo, administra a joalheria da família da falecida mulher. No Rio, mora a única filha, a problemática Cris, sempre lhe cobrando atenção. Com a morte da mãe, Cris foi morar com a tia Estela, uma mulher formal e controladora que assumiu a sua educação e a trata como uma filha. Por trás da constante implicância de Estela com Renato, esconde-se a paixão platônica que ela sempre nutriu pelo cunhado.

Estela vigia a vida de Renato por meio de Cris, que nunca aprova as namoradas do pai. Na verdade, a tia alimenta na sobrinha a ideia de que Renato não pode dividi-la com outra mulher. Até aí, tudo bem, Renato não deseja compromisso. Até o dia em que ele conhece Teca, a psicóloga de Cris, mulher independente por quem acaba arrebatado. Para dar conta desse romance, Renato terá de enfrentar a fúria de Estela e suas armações, principalmente quando ela coloca Cris contra o pai por causa de Teca.

Estela controla até a irmã mais velha, Eunice, que vive em depressão desde que perdeu o marido. Quando Estela declara guerra a Renato, ela faz o possível para sabotar a aproximação de Nélio, melhor amigo do cunhado, que desperta interesse pelos problemas de Eunice. Enquanto isso, a rebelde Cris troca o namorado Bruno pelo melhor amigo dele, Rodrigo, um rapaz que veio do interior para estudar no Rio. Ao longo da trama, Rodrigo descobre que sofre de uma doença grave.

Rodrigo trabalha na agência de turismo de Raquel, mulher autoritária que controla os negócios, o marido Maurício e os filhos, Sérgio e Geraldo. Muambeira, Raquel mantém em casa um estoque de artigos importados que traz do exterior para revender. Maurício fica sabendo que a namorada de Geraldo, Beatriz, é filha de Zoraide, a mulher que amou na juventude. Zoraide, por sua vez, nunca o perdoou por ter sido preterida por Raquel, que tinha dinheiro, e faz o possível para impedir que Beatriz namore Geraldo.

Globo – 19h
de 4 de setembro de 1978
a 17 de março de 1979
169 capítulos

novela de Silvio de Abreu
direção de Régis Cardoso

Novela anterior no horário
Te Contei?

Novela posterior
Feijão Maravilha

ARACY BALABANIAN – Teca (Tereza Cristina)
JUCA DE OLIVEIRA – Renato
RENÉE DE VIELMOND – Estela
ARMANDO BÓGUS – Nélio
NEUZA AMARAL – Eunice
NÁDIA LIPPI – Cris
NEY SANT´ANNA – Rodrigo
CLÁUDIO CAVALCANTI – Bruno
LÚCIA ALVES – Betinha
EDWIN LUISI – Sérgio
JOÃO CARLOS BARROSO – Geraldo
KÁTIA D’ANGELO – Beatriz
ELOÍSA MAFALDA – Zoraide
ROGÉRIO FRÓES – Maurício
RENATA FRONZI – Raquel
FELIPE CARONE – Mariano
YARA CÔRTES – Alice
ÉLIDA L’ASTORINA – Aninha
CARLOS GREGÓRIO – Taio
ALCIONE MAZZEO – Vera
MYRIAN RIOS – Patrícia
IDA GOMES – Aída
OSWALDO LOUZADA – Bilú
LEONOR NAVARRO – Delfina
THELMA ELITA – Ully
LÚCIA MELLO – Gisélia
LADY FRANCISCO – Helena / Wânia
AGNES FONTOURA – Tita
ALCÍRIO CUNHA – Barbosa
JULCILÉA TELLES – Heloísa
MARLY AGUIAR – Diná
JUAN DANIEL – Miguel
PEPA RUIZ – Sarita
REGINA LARA – Marta
ROSANA MARTINS – Rosa

e
ANTÔNIO PATIÑO – Honório (pai de Rodrigo e Bruno)
ÊNIO SANTOS
GILDA SARMENTO – Olívia
MOACYR DERIQUÉM – Comandante Arthur (pretendente de Gisélia no último capítulo)
NATÁLIA DO VALLE – mulher que sai com Renato
ROBERTO BONFIM – Augusto (pretendente de Betinha)
TONY FERREIRA – Júlio
Plínio (ex-marido de Eunice)
Joel (professor de Teca)
Dr. Castilho (médico de Rodrigo)

– núcleo de TECA (Aracy Balabanian), mulher batalhadora e independente. Psicóloga, trabalha com jovens. Muito segura de seus sentimentos, não se rende facilmente ao amor. Vai conhecer um homem que abalará suas estruturas:
a mãe AÍDA (Ida Gomes), viúva, uma mulher dócil, tem grande preocupação com o futuro da filha: seu maior desejo é vê-la bem casada
a tia DELFINA (Leonor Navarro), a mais velha das irmãs de Aída. Viúva aposentada, passa a viver intensamente, fazendo tudo o que nunca foi permitido. Extrovertida e alegre, procura ajudar os outros, mas não permite que se intrometam em sua vida
a amiga ULLY (Thelma Elita), colega da faculdade, mora em Paris e trabalha como modelo
a secretária em seu consultório, DINÁ (Marly Aguiar)
os amigos de Delfina: BILÚ (Oswaldo Louzada), velhinho solteirão, vive de rendas fazendo o que mais gosta: viajar. Delfina o apresenta à sua família e ele acaba apaixonado por Aída,
e SARITA (Pepa Ruiz), professora de balé, tem um vigor de fazer inveja e não se preocupa com a idade.

– núcleo de RENATO (Juca de Oliveira), viúvo, executivo bem sucedido, vice-presidente de uma joalheria em São Paulo que pertence à sua cunhada. Charmoso, mulherengo e conquistador, acaba apaixonando-se verdadeiramente por Teca, psicóloga de sua filha. Vive na ponte aérea, já que precisa ir constantemente ao Rio para ver a filha e prestar contas às cunhadas:
o amigo NÉLIO (Armando Bógus), executivo da joalheria, seu confidente. Mais responsável que ele, está sempre tirando-o das confusões em que se mete por causa das mulheres
a secretária GISÉLIA (Lúcia Mello), extremamente eficiente. Solteirona, sonha com um grande romance, mas não conhece quase ninguém e vive em um mundo de fantasia
a empregada MARTA (Regina Lara), na verdade uma “espiã” em sua casa.

– núcleo de ESTELA (Renée de Vielmond), irmã mais nova da falecida mulher de Renato. Após a morte da irmã, ficou responsável pela criação da sobrinha, filha de Renato, que ficou morando com ela no Rio de Janeiro, enquanto ele trabalha e mora em São Paulo. Mulher controladora, formal, um tanto esnobe. Nutre uma paixão doentia pelo cunhado, escondida atrás de uma implicância. Por ciúmes, usa a sobrinha para interferir no namoro de Renato e Teca, colocando-a contra o pai. Paga para Marta, empregada de Renato, lhe passar informações sobre as conquistas do cunhado:
a sobrinha CRIS (Nádia Lippi), perdeu a mãe quando tinha dois anos. Mora no Rio com as tias, irmãs de sua mãe. Carente e rebelde, vive cobrando atenção do pai e batendo de frente com Estela, que é muito controladora. Paciente de Teca, é apegada a ela, mas a situação muda quando descobre que a psicóloga envolveu-se amorosamente com seu pai
a irmã mais velha EUNICE (Neuza Amaral), a outra cunhada de Renato. Verdadeira dona da joalheria, confiou sua direção ao cunhado. Apesar de sua riqueza, vive perturbada com a morte do marido, sofrendo de crises de depressão. Desperta o interesse de Nélio, que, apaixonado, tenta ajudá-la, apesar da rejeição de Estela
a amiga HELENA (Lady Francisco), milionária e independente. É confidente de Estela, mas esconde da amiga que se encontra em São Paulo com Renato, com quem tem um caso
a amiga de Cris, PATRÍCIA (Myrian Rios), garota sonsa, tem inveja dela
a empregada ROSA (Rosana Martins).

– núcleo de RODRIGO (Ney Sant´Anna), apaixonado por Cris, que a princípio é namorada de seu melhor amigo. Veio do interior com o irmão para estudar. Divide um apartamento com o irmão e outros dois amigos. Trabalha como guia turístico em uma agência de viagens. Ao longo da trama, descobre que sofre de uma doença grave:
o irmão TAIO (Carlos Gregório), sujeito tímido e desengonçado. Tem uma visão crítica do mundo, um tanto pessimista. Trabalha como garçom em uma lanchonete
o melhor amigo BRUNO (Cláudio Cavalcanti), artista plástico em início de carreira com quem mora. Foi namorado de Cris. Acaba envolvendo-se com Helena.

– núcleo de BETINHA (Lúcia Alves), prima de Teca. Moça um pouco imatura para sua idade. A princípio, namora Rodrigo e não admite perdê-lo para Cris. Por outro lado, não percebe que o tímido Taio é apaixonado por ela, fazendo o rapaz sofrer com sua indiferença. Acaba envolvida por Bruno:
os pais: MARIANO (Felipe Carone), de classe média baixa, trabalha duro para dar um futuro às filhas e zela pelo conforto da família,
e ALICE (Yara Côrtes), dona de casa, costureira. Tia de Teca, irmã de Aída e Delfina. De personalidade forte, é mais prática que as irmãs
a irmã ANINHA (Élida L´Astorina), garota esperta, adora se misturar à turma da irmã, apesar de ainda ser adolescente. É apaixonada por Taio em segredo
o pretendente AUGUSTO (Roberto Bonfim)
a vizinha DONA TITA (Agnes Fontoura), amiga de Alice. Sabe de todas as fofocas das redondezas e vigia os passos dos moradores do prédio, de onde é síndica, fazendo valer sua autoridade.

– núcleo de RAQUEL (Renata Fronzi), mulher autoritária e arrogante. De caráter dúbio, só pensa em levar vantagem. Com o marido, é dona da agência de turismo onde trabalham Rodrigo e Betinha. Controla os negócios, o marido e a vida dos filhos. Muambeira, mantém em casa um estoque de artigos importados que traz de suas viagens ao exterior para revender aqui. Na verdade, comete crime de contrabando:
o marido MAURÍCIO (Rogério Fróes), homem submisso, dirige a agência com ela e faz todas as suas vontades
os filhos: SÉRGIO (Edwin Luisi), dominado pela mãe, procura não contrariá-la. Professor de Matemática. Tímido, tem dificuldade de se relacionar afetivamente. Apaixonado pela psicóloga Teca, mas não correspondido,
e GERALDO (João Carlos Barroso), amigo de Rodrigo, Bruno e Taio. Não aguentando a pressão materna e, para ter mais liberdade, foi morar com os amigos
a secretária na agência VERA (Alcione Mazzeo), interesseira e carreirista, não mede esforços para conseguir o que deseja: casar-se com um dos filhos dos patrões. Como Geraldo não lhe dá atenção, tenta seduzir o tímido Sérgio
o fiscal da alfândega BARBOSA (Alcírio Cunha), que tem uma queda por ela. Raquel tira proveito disso, pedindo a liberação dele para suas muambas
a cliente HELOÍSA (Julciléa Telles), mulher bonita que já fora miss e hoje está sempre viajando. Ao final, descobre-se que ela é da polícia e investiga as atividades ilícitas de Raquel.

– núcleo de ZORAIDE (Eloísa Mafalda), mulher humilde e amargurada. Vai trabalhar como faxineira na agência de turismo de Raquel sem saber que ela é mulher de Maurício, com quem tivera um romance no passado. Ele a trocou por Raquel, que tinha mais dinheiro. Controla os passos da filha:
a filha BEATRIZ (Kátia D´Angelo), tem vergonha de sua condição humilde, por isso esconde a mãe faxineira dos amigos. Namora Geraldo, mas a mãe, sem maiores explicações, proíbe terminantemente esse namoro. Paira no ar a dúvida se Beatriz é filha de Maurício, logo meia-irmã de Geraldo.

Estreia de Silvio de Abreu na Globo como autor de novelas. No ano anterior (1977), Silvio havia adaptado, com relevante sucesso, o romance “Éramos Seis”, de Maria José Dupré, para a TV Tupi, com a parceria de Rubens Ewald Filho. Os dois autores foram, então, contratados pela Globo. Silvio escreveu Pecado Rasgado, atração das sete da noite, enquanto Rubens adaptou, para o horário das seis, outro livro da Srª Dupré: “Gina”.

“O elenco de coadjuvantes, numeroso para os padrões da época, e o acúmulo de situações comprometeram o bom andamento da novela”, afirmou Ismael Fernandes no livro “Memória da Telenovela Brasileira”.

Pecado Rasgado não é uma boa lembrança para Silvio de Abreu. O autor não conseguiu se entender com o diretor Régis Cardoso. Silvio escrevia uma coisa e Régis dirigia outra. O resultado afetou o bom andamento da novela e culminou com o pedido de demissão de Silvio.

Cinéfilo de carteirinha, Silvio quis impor à novela algumas características de comédias norte-americanas clássicas e desenvolver situações engraçadas. Porém, desde o início não se deu bem com o diretor. Sua reclamação maior era de que escrevia uma comédia e Régis dirigia um drama. (“Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”, Fábio Costa).

Para o livro “A Seguir Cenas do Próximo Capítulo” (de André Bernardo e Cintia Lopes), Silvio afirmou que “o diretor, além de ficar contra o texto, também fez com que os atores tivessem a mesma opinião.”
Em seu livro “No Princípio Era o Som”, Régis Cardoso descreveu a situação em que parte dos atores de Pecado Rasgado se rebelaram contra Silvio de Abreu. De acordo com o diretor, tudo começou com o atraso do autor em entregar os roteiros da novela, o que teria gerado más condições para o elenco durante gravações em um navio:
“O elenco se rebelou, veio falar comigo e eu fiz ver a eles que toda a culpa daquela improvisação era do atraso da entrega dos capítulos. Eles, então liderados pelo Rogério Fróes, fizeram um abaixo-assinado e enviaram para o então diretor do departamento de novelas. (…) Ele me pediu que fizesse um memorando relatando o acontecido. Fiz e recebi de volta uma acusação de Silvio de que ele escrevia uma novela cômica e eu a teria transformado num drama. Imaginem vocês!”

Silvio comentou sobre as dificuldades de Pecado Rasgado e o seu pedido de demissão após o término da novela:
“Foram muitas, a começar pelo estilo que eu estava querendo implantar em novelas, que privilegiava a comédia em detrimento do romance, coisa que só consegui emplacar em 82, com Jogo da Vida, e em 83, com Guerra dos Sexos. Tudo era muito novo e assustou o conservadorismo da emissora e do público. Para mim, foi uma novela sem graça e desinteressante, que desperdiçou vários talentos e resultou no meu pedido de demissão da Rede Globo, jurando que nunca mais escreveria uma novela. (…) A Globo nunca reclamou da novela, mas eu via que a repercussão era insignificante. (…) Acho que minha falta de experiência, na época, foi a grande responsável por este mico em minha carreira.”

Apesar do resultado final de Pecado Rasgado e do pedido de demissão do autor, a Globo não teve dúvidas em chamar de volta Silvio de Abreu, pouco tempo depois. Em 1981, Cassiano Gabus Mendes, impossibilitado de dar continuidade à sua novela Plumas e Paetês, indicou Silvio para finalizá-la – dessa vez, sem o diretor Régis Cardoso. Com o bom trabalho (entenda aumento de audiência), Silvio foi não só recontratado como, diante do sucesso de suas novelas posteriores, tornou-se “queridinho” entre os autores de novelas da casa.

Os psicólogos não gostaram e reclamaram do comportamento da personagem Teca (Aracy Balabanian), uma psicóloga, emocionalmente instável demais para uma profissional da área.

Os seis primeiros capítulos foram gravados em Paris, onde os protagonistas Teca (Aracy Balabanian) e Renato (Juca de Oliveira) se conheceram. O diretor Régis Cardoso ofereceu propina para conseguir gravar à vontade na Torre Eiffel e no aeroporto Charles de Gaulle. (“No Princípio Era o Som”, Régis Cardoso)
A novela também teve cenas feitas em Buenos Aires, para onde, na trama, alguns personagens viajaram em excursão.

Raul Travassos foi o responsável pela cenografia, tendo criado 14 cenários fixos que deslizavam sobre duas estruturas onde eram colocados painéis de dupla face. A ideia era montar de um lado da parede um quarto; e do outro, o fundo de uma cozinha. Esse sistema permitia uma maior agilidade na montagem. Peças como escadas e janelas eram inseridas nos painéis para complementar o ambiente. Os painéis formavam também quatro paredes, que aumentavam as possibilidades de cenas e takes, melhorando a qualidade das imagens.
Os camarotes, os corredores, o salão de baile e o restaurante de um navio foram reproduzidos com todos os detalhes para as cenas que mostravam a viagem dos personagens à Argentina. (Site Memória Globo)

Primeira novela das atrizes Élida L’Astorina e Alcione Mazzeo. Estreia na Globo do então casal de atores Nádia Lippi e Ney Sant´Anna. Único trabalho na Globo da veterana atriz Leonor Navarro, egressa das novelas da TV Tupi.

A cantora Rosana, em início de carreira, gravou uma cena da novela ao lado de seu pai, o músico Aldo Fiengo. Sua música “Fique um Pouco Mais”, seu primeiro sucesso, constava na trilha nacional de Pecado Rasgado. (“Teletema, a História da Música Popular através da Teledramaturgia Brasileira”, Guilherme Bryan e Vincent Villari)

A divertida animação da abertura de Pecado Rasgado – assinada por Hans Donner e Rudi Böhm – exibia uma corrida, por terra, céu e mar, entre Adão, Eva e a serpente com a maçã, a marca registrada da novela.

O primeiro título pensado para a novela foi Ida e Volta – uma referência às viagens do protagonista Renato, na ponte-aérea, entre Rio e São Paulo.
Porém, optou-se por Pecado Rasgado, expressão tirada da música escolhida para a abertura, “Não Existe Pecado ao Sul do Equador”, de Chico Buarque e Ruy Guerra, gravada por Ney Matogrosso em 1978 para o seu álbum “Feitiço”. Um título, diga-se de passagem, aleatório, que nada tem a ver com a trama da novela.
Em 1996, Ney Matogrosso regravou a música, em novo arranjo, para o álbum “Um Brasileiro” (apenas com canções de Chico Buarque) e substituiu, nesta nova versão, o segundo verso (“Vamos fazer um pecado rasgado, suado a todo vapor”) pelo verso original (“Vamos fazer um pecado safado debaixo do meu cobertor”) que havia sido vetado pela Censura Federal em 1973, quando Chico gravou a música pela primeira vez (para o musical “Calabar, o Elogio da Traição”). Esta nova versão serviu então para a abertura da novela Dona Anja, exibida pelo SBT em 1997. (“Teletema, a História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira”, Guilherme Bryan e Vincent Villari)

Pecado Rasgado foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo de 05/09/1983 a 10/02/1984. Não se sabe a razão, mas, para a reprise vespertina, o tema de abertura foi substituído por uma música instrumental, que não constava na trilha da novela.

Trilha Sonora Nacional

01. MEU PENSAMENTO É VOCÊ – Serginho (tema de Rodrigo e Cris)
02. SENHORITA – Hermes Aquino (tema de Bruno)
03. SOSSEGO – Tim Maia
04. VENHA – Fábio (tema de Renato)
05. SOL DA MEIA-NOITE (MIDNIGHT SUN) – Miúcha
06. FIQUE UM POUCO MAIS – Rosana (tema de Maurício e Zoraide)
07. NÃO EXISTE PECADO AO SUL DO EQUADOR – Ney Matogrosso (tema de abertura)
08. HEY BABY – Harmony Cats (tema do núcleo jovem)
09. QUERO – Sidney Magal
10. DE FOGO, LUZ E PAIXÃO – Marcelo (participação especial Gal Costa) (tema de Teca)
11. DANCE COMIGO – Gemini (tema do núcleo jovem)
12. ELE OU VOCÊ – Elizângela
13. NADA MAIS – Golden Boys (tema de Geraldo e Beatriz)
14. VENHA DE LÁ – Aquarius (tema de Estela)

Trilha Sonora Internacional

01. YOU AND I – Rick James
02. GREASE – Mike Brook
03. YOU MAKE ME FEEL (MIGHTY REAL) – Sylvester
04. YOUR LOVE – Danny Shann (tema de Estela)
05. KEEP ON JUMPIN’ – Musique
06. WHEN YOU’RE LOVED – Debbie Boone (tema de Bruno e Helena)
07. LOVE NOW, HURT LATER – Giorgio Moroder & Chris Bennett
08. YOU – Rita Coolidge (tema de Betinha)
09. DO OR DIE – Grace Jones
10. I WILL STILL LOVE YOU – Stonebolt (tema de Beatriz e Geraldo)
11. LA BOOGA ROOGA – Bjorn Skifs (tema geral)
12. PLACES – Steve McLean (tema de Cris e Rodrigo)
13. THEMES FROM ‘THE WIZARD OF OZ’ – Meco
14. QUE HAY QUE HACER PARA OLVIDAR – Danny Cabuche (tema de Teca e Renato)

Sonoplastia: Nestor de Almeida
Pesquisa de Repertório: Arnaldo Schneider
Direção de Produção: Guto Graça Mello

Tema de Abertura: NÃO EXISTE PECADO AO SUL DO EQUADOR – Ney Matogrosso

Não existe pecado do lado de baixo do Equador
Vamos fazer um pecado rasgado, suado a todo vapor
Me deixa ser teu escracho, capacho, teu cacho
Um riacho de amor
Quando é lição de esculacho, olha aí, sai de baixo
Que eu sou professor

Deixa a tristeza pra lá, vem comer, me jantar
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
Vê se me usa, me abusa, lambuza
Que a tua cafusa
Não pode esperar
Deixa a tristeza pra lá, vem comer, me jantar
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
Vê se me esgota, me bota na mesa
Que a tua holandesa
Não pode esperar

Não existe pecado do lado de baixo do Equador
Vamos fazer um pecado rasgado, suado a todo vapor
Me deixa ser teu escracho, capacho, teu cacho
Um riacho de amor
Quando é missão de esculacho, olha aí, sai de baixo
Eu sou embaixador…

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