Sinopse

No fabuloso mundo da moda, com modelos exuberantes, grandes empresários e a dura vida de quem trabalha para manter esse
glamour, está o drama da batalhadora Luzia, que sustentou seus filhos e sofre ao vê-los seguir caminhos tortuosos. Luzia tenta ajudar os três, André, Pedro e Mário, apesar das provações pelas quais passam.

André abandona os irmãos e a mãe ao se casar com uma milionária ciumenta, Olga. Mário, ingenuamente, participa de um assalto e termina preso. O episódio acaba por envolver Pedro, que se vê obrigado a abandonar a cidade. Superando os problemas, Luzia tenta ajudar a encaminhar os três, apesar da desilusões amorosas e injustiças sofridas no trabalho.

A luta pela ascensão social é uma tônica da trama, que põe em cena inimizades, jogos de interesse, inclusive a questão da desapropriação de casas para a construção de um prédio. Complementando os tramas centrais encontra-se a questão do alcoolismo e dos meninos de rua, que são tratados de forma especial.

SBT – 18h / 21h
de 6 de maio a 6 de dezembro de 1996
168 capítulos

novela de Analy A. Pinto e Zeno Wilde
colaboração de Nara Gomes
supervisão de texto de Chico de Assis
adaptação da novela Meus Filhos, Minha Vida de Crayton Sarzy, Henrique Lobo e Ismael Fernandes
direção de Del Rangel, Antonino Seabra e Bete Coelho
direção geral de Nilton Travesso e Henrique Martins
supervisão geral de Nilton Travesso

IRENE RAVACHE – Luzia
JOANA FOMM – Yara
MARCO RICCA – André
PETRÔNIO GONTIJO – Pedro
GABRIEL BRAGA NUNES – Mário
ADRIANA ESTEVES – Zilda
MAYARA MAGRI – Olga
GIANFRANCESCO GUARNIERI – Alcides
FÚLVIO STEFANINI – Delegado Renato
EDUARDO CONDE – Álvaro
VERA ZIMMERMANN – Sílvia
SEBASTIÃO CAMPOS – Pascoal
BEL KUTNER – Rosa
RAUL GAZOLLA – Ruffo
CLÁUDIA MELLO – Jandira
CLÁUDIA LIZ – Júnia
CÁSSIO SCAPIN – Miro
LOLITA RODRIGUES – Carmem
ANA PAULA ARÓSIO – Bruna
PAULO HESSE – Humphrey
ELIZABETH HARTMANN – Gretel
ELIANA ROCHA – Rosely
LU MARTAN – Alípio
ERNANDO THIAGO – Rafael
JOSMAR MARTINS – Eduardo
GUILHERME LINHARES – Jô
TÂNIA SEKLER – Guiomar
JU COLOMBO – Vitória
ADÃO FILHO – Zé Carlos
NÍVIO DIEGUES – Jordão
PATRÍCIA MAYO – Vitória
RAFAEL PARDO – Nino
LUCIANO AMARAL – Rato
FERNANDA SOUZA – Patrícia
PAULO DE ALMEIDA – Arcílio Quinto (comprador de tecidos da fábrica de Yara)
MIRÓ
e
CLÉO VENTURA – Deise Campos
HENRIQUE MARTINS – Raul Macedo

Apesar de ter o mesmo título de uma outra novela do SBT, produzida em 1983, esta Razão de Viver não tem nada a ver com a produção homônima.

Trata-se do remake de outra novela do SBT dos anos 1980, Meus Filhos, Minha Vida, levada ao ar em 1984.
Esta, por sua vez, ao que tudo indica, foi uma adaptação não assumida da novela mexicana Corona de Lágrimas, de Manuel Canseco Noriega, de 1965 – que ganhou um remake pela Televisa, já exibido no Brasil, pelo SBT, em 2012: Lágrimas de Amor.

Assim como a trama original, Razão de Viver não conseguiu ter bom desempenho no Ibope, capengando entre 7 e 13 pontos.

A novela estreou às 21 horas mas o SBT passou a reapresentar os capítulos também às 18 horas, numa tentativa de chamar a atenção do público para a trama. O curioso é que a exibição às 18 horas era uma reapresentação desde o início do que já havia ido ao ar às 21 horas, com um mês – mais ou menos – de defasagem.

Uma das autoras, Analy Pinto, em entrevista à Folha de São Paulo, desabafou:
“A baixa audiência é resultado de uma série de fatores. Primeiro, o SBT a lançou muito mal. Na época das Olimpíadas, ainda deixou de exibir a novela e, quando exibia, editava tudo e mutilava a história, desrespeitando o gancho de cada capítulo.”

A autora disse que, com tantas mudanças de horário, o público tinha de “perseguir” a novela.
“Assim, não há fidelidade que resista. E o problema é que, em termos de folhetim, não dá para recuperar o público que se desinteressou. (…) Mas, como somos o filho enjeitado da emissora, o patinho feio da casa, o melhor horário vai para uma produção mexicana”, disse.

Um dos autores de Meus Filhos, Minha Vida, Ismael Fernandes, estaria à frente deste remake também. Mas quando a novela já estava em pré-produção, Ismael faleceu e o texto passou para a dupla de autores Zeno Wilde e Analy Pinto.

O ator Lu Martan foi o mordomo Alípio nas duas versões da novela.

O repórter Wagner Montes e o seu programa na época, o Aqui Agora, fizeram uma participação na novela, documentando a prisão dos bandidos da ficção Ruffo (Raul Gazolla) e Miro (Cássio Scapin).

O tema de abertura, Redescobrir, interpretado por Elis Regina, também seria usado na abertura da novela Ciranda de Pedra, apresentada pela Globo em 2008.

Razão de Viver estreou em 06/05/1996, às 21h, juntamente com outras duas novelas no SBT: Colégio Brasil, às 18h30, e Antônio Alves, Taxista, às 20h..

Sonoplastia: José Carlos Jardim, Benjamin Diniz e Genivaldo Rodrigues
Direção Musical: Eduardo Ramos
Trilha: Ricardo Botter Maio

MAIS SIMPLES – Zizi Possi (tema de Zilda)
TERNURA DO GESTO – Ivan Lins

Tema de Abertura: REDESCOBRIR – Elis Regina

Como se fora brincadeira de roda (memória)
Vai o bicho-homem fruto da semente (memória)
Renascer da própria força, própria luz e fé (memória)
Entender que tudo é nosso, sempre esteve em nós (história)
Somos a semente, ato, mente e voz (magia)
Não tenha medo meu menino povo (memória)
Tudo principia na própria pessoa (beleza)
Vai como a criança que não teme o tempo (mistério)
Amor a se fazer é tão prazer que é como fosse dor (magia)
Como se fora brincadeira de roda (memória)
Jogo do trabalho na dança das mãos (macias)
O suor dos corpos na canção da vida (história)
O suor da vida no calor de irmãos (magia)
Como um animal que sabe da floresta (perigosa)
Redescobrir o sal que está na própria pele (macia)
Redescobrir o doce no lamber das línguas (macias)
Redescobrir o gosto e o sabor da festa (magia)
Vai o bicho homem fruto da semente (memória)
Renascer da própria força, própria luz e fé (memória)
Entender que tudo é nosso, sempre esteve em nós (história)
Somos a semente, ato, mente e voz (magia)
Não tenha medo, meu menino bobo (memória)
Tudo principia na própria pessoa (beleza)
Vai como a criança que não teme o tempo (mistério)
Amor se fazer é tão prazer que é como se fosse dor (magia)
Como se fora brincadeira de roda (memória)
Jogo do trabalho na dança das mãos (macias)
O suor dos corpos na canção da vida (história)
O suor da vida no calor de irmãos (magia)

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