Sinopse

Década de 1930. Salomé é uma jovem à frente de seu tempo, ousada e rebelde. Ela escandaliza a sociedade parisiense ao apresentar um número de dança com véus em que fica seminua no palco. A notícia chega aos ouvidos de sua mãe, Santa, no Brasil. Ela e o marido, o Coronel Antunes, padrasto de Salomé, preocupados com a reputação da moça, decidem que ela deve retornar imediatamente.

Antunes viaja para buscar Salomé e ela só aceita voltar se seus inseparáveis amigos de festas, Berta e Ruggero, forem com ela. Antunes concorda e todos partem juntos. No Brasil, Salomé vai morar com a família na fazenda Pindorama, no interior de São Paulo, onde conhece Duda, um jovem aspirante a cantor por quem se apaixona.

Duda era proprietário da Pindorama, mas seu pai, o coronel Venâncio, endividado, viu-se obrigado a vender a propriedade para Antunes. A dor de perder a fazenda fez Venâncio se suicidar. Algum tempo depois, Duda, desempregado, voltou à fazenda, conseguiu trabalho e decidiu ficar, iniciando um romance secreto com Santa, que se apaixonara pelo rapaz.

A relação de Salomé com sua mãe não é fácil e torna-se ainda mais delicada quando Santa percebe a paixão recíproca de Duda pela filha. Salomé também desperta o desejo do padrasto Antunes, que não resiste à sua beleza. Ciente do sentimento do marido por sua filha, Santa faz de tudo para atiçá-lo contra Duda, chegando a sugerir que ele mate o rapaz por ele ter se aproveitado de Salomé.

Enciumado, Antunes encomenda a execução de Duda, mas ele escapa da tocaia. Após muitos desencontros, Salomé e Duda se entendem. Ele se torna um renomado cantor, recupera a propriedade da família e os dois iniciam uma nova vida na fazenda Pindorama. Santa, depois de assassinar Antunes, termina louca e sozinha.

Globo – 18h
de 3 de junho a 5 de outubro de 1991
107 capítulos

novela de Sérgio Marques
baseada no romance homônimo de Menotti Del Picchia
escrita por Sérgio Marques e Alcides Nogueira
colaboração de Elizabeth Jhin e Márcia Prates
direção de Herval Rossano e Marco Aurélio Bagno
direção geral de Herval Rossano

Novela anterior no horário
Barriga de Aluguel

Novela posterior
Felicidade

PATRÍCIA PILLAR – Salomé Antunes
PETRÔNIO GONTIJO – Duda (Eduardo Venâncio)
IMARA REIS – Santa
CARLOS ALBERTO – Coronel Antunes
RUBENS DE FALCO – MacGregor
MAYARA MAGRI – Mônica
LÍLIA CABRAL – Ernestina
SUZY RÊGO – Berta
MATHEUS CARRIERI – Ruggero
JANDIR FERRARI – Guto
ANDRÉIA VEIGA – Carmem Terezinha
ANDRÉ VALLI – Maestro Coti
ABRAHÃO FARC – Albino Nunes Prado
PRISCILA CAMARGO – Graça
EDWIN LUISI – Rosendo
ANSELMO VASCONCELLOS – Capivara
FÁBIO JUNQUEIRA – De Paula
ELIAS GLEIZER – Padre Nazareno
RICARDO PETRÁGLIA – Nelo
CLÁUDIA BORIONI – Tereza
DEDINA BERNADELLI – Isolda
FLÁVIA MONTEIRO – Carolina
TESSY CALLADO – Laura
CLÁUDIA VIANNA – Rita
PAULO NIGRI – Frederico
ARACY CARDOSO – Leocádia
SUZANA FAINI – Firmina
ÊNIO SANTOS – Tonho
MIRIAN PIRES – Mariana
TÂNIA LOUREIRO – Chica Treme-Treme
ARMANDO PAIVA – Quico
CÂNDIDO DAMM – Boiardo
NAURA SCHNEIDER – Cecília
JUAN DE BOURBON – Otávio
GUILHERME LINHARES – Olímpio
ALCIONE MAZZEO – Sarita
GERMANO FILHO – Jairo

e
CAIO MORAIS – filho de Chica e Capivara, no final
CATALINA BONAKI
CÉSAR AUGUSTO
CÉSAR PEZUOLLI – diretor da emissora de rádio
CLÁUDIA POUGET
EDUARDO VALENTE
ESTÉFANO BOEHRING
FLÁVIA SEIXAS
FREDDY MONTERO
GILDA VILLAÇA
GUILHERME DE PÁDUA
GUILHERME SCHNABELL
GUSTAVO OTTONI
HERVAL ROSSANO – Coronel Venâncio (pai de Duda, morre nos primeiros capítulos)
JACONIAS DA SILVA
JOÃO DUARTE
JORGE GOMES
KARLA SABAH
LÍLIAN MORAES
LIZANE PAULO
MARCELO GALDINO – Cristiano
MÁRCIA CASTANON
MARTIN JACCARD – Perez (amor de Santa na juventude, pai biológico de Salomé)
MARTHA BAZIN
RENATA RANGEL – Santa (jovem)
RENATO MENEZES
ROBERTO MARCONI
ROGÉRIO TRINDADE – um dos janotas que frequentam o Café Parisiense e a Casa de Chá
RÚBEM FARIA
SÉRGIO MARANHA
SILVANA BUGARELLI
STELVIO ROSSI – Renato Tortorella (diretor de cinema italiano com quem Carolina se casa)
TIMBÓ
VERA SEEMAN

– núcleo de SALOMÉ (Patrícia Pillar), jovem bela, rebelde, ousada, à frente de seu tempo. Tem medo de amar e perder a própria liberdade:
a mãe SANTA (Imara Reis), com quem entrava em constantes conflitos. Proprietária de uma fazenda, mulher orgulhosa e rancorosa
o padrasto CORONEL ANTUNES (Carlos Alberto), que tem um forte desejo por ela. Homem de temperamento violento
os amigos BERTA (Suzy Rêgo), companheira de estudos, alegre e bom caráter
e RUGGERO (Matheus Carrieri), italiano boa-praça, envolve-se com Berta
a agregada ERNESTINA (Lília Cabral), tida como louca, vive de favor numa tapera dentro da fazenda, esperando o retorno do marido assassinado.

– núcleo de DUDA (Petrônio Gontijo), tímido, melancólico e cínico. Cantor de modinhas no início. Amante de Santa, até se apaixonar por Salomé:
o pai CORONEL VENÂNCIO (Herval Rossano), fazendeiro, morre no início
o amigo DE PAULA (Fábio Junqueira), jornalista que luta a favor do povo
o casal de amigos TONHO (Ênio Santos), administrador da fazenda, e MARIANA (Mirian Pires), que o criou quando seu pai faleceu
a neta de Tonho e Mariana, RITA (Cláudia Vianna).

– núcleo de MÔNICA (Mayara Magri), jovem doce e frágil, apaixonada por Duda, de quem fora noiva no início. Sente-se obrigada a se casar com um rico banqueiro para tirar a família das dívidas:
os pais ALBINO (Abrahão Farc), homem conformado, e GRAÇA (Priscila Camargo), que não mede esforços para ver a filha casada com um homem rico
o banqueiro norte-americano MACGREGOR (Rubens de Falco), homem poderoso frio e desonesto com quem se casa por imposição, para saldar uma dívida do pai
o capanga de MacGregor, CAPIVARA (Anselmo Vasconcelos), homem bruto, primitivo e sem escrúpulos
as amigas ISOLDA (Dedina Bernadelli), audaciosa, provocadora e sensual,
e CAROLINA (Flávia Monteiro), o oposto de Isolda, de ideias conservadoras
o namorado de Isolda, OLÍMPIO (Guilherme Linhares).

– núcleo de ROSENDO (Edwin Luisi), covarde, ambicioso, carreirista e bajulador, vive em torno dos poderosos da região:
a mulher LAURA (Tessy Calado), cética e desiludida.

– núcleo de CARMEM (Andréa Veiga), cantora de música popular muito talentosa que faz dupla com Duda, com quem se envolve, passando a disputá-lo com Salomé:
a mãe LEOCÁDIA (Aracy Cardoso), mulher humilde
o irmão GUTO (Jandir Ferrari), atlético e irresponsável, se torna jogador de futebol. Apaixona-se por Berta, formando um triângulo com Ruggero
o maestro COTI (André Valli), descobre sua vocação para música e a revela para o sucesso. Também fora professor de música de Duda e Mônica, no início.

– núcleo da vila onde mora a família de Carmem:
o padre NAZARENO (Elias Gleizer), bonachão, de grande coração
o artista NELO (Ricardo Petraglia), escultor
a mulher de Nelo, TEREZA (Cláudia Borioni)
o funcionário de Nelo em sua oficina QUICO (Armando Paiva)
a parteira FIRMINA (Suzana Faini), amiga de Leocádia e Tereza, mulher fofoqueira
a prostituta CHICA (Tânia Loureiro), que tenta mudar de vida, mas a população não a aceita.

Novela que teve como ponto de partida o romance homônimo do modernista Menotti Del Picchia, publicado em 1940, por sua vez inspirado na passagem bíblica segundo a qual a dançarina Salomé, enteada do rei Herodes Antipas, lhe pede a cabeça do profeta João Batista em uma bandeja, atendendo a sugestão de sua mãe Herodíade – que queria vingar-se de João Batista por ele tê-la acusado de adultério. Na novela, os personagens foram vividos por Patrícia Pillar (Salomé), Petrônio Gontijo (Duda/João Batista), Imara Reis (Santa/Herodíade) e Carlos Alberto (Antunes/Herodes Antipas). Entretanto, pouquíssimo da passagem bíblica ou do livro de Del Picchia foi visto na novela.

O diretor Herval Rossano tinha o projeto de Salomé desde 1978, quando pensou em Gilberto Braga para desenvolvê-lo. Porém, na época, o novelista passou para o núcleo das 20 horas (no qual estreou com Dancin´ Days, naquele ano). (Site Memória Globo)
Em 1989, quando Rossano trabalhou com Sérgio Marques em Pacto de Sangue, sugeriu que ele adaptasse o livro de Menotti Del Picchia.

Antes da estreia de Salomé, o então vice-presidente de operações da TV Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, vetou o projeto inicial de exibir a novela com apenas 60 capítulos. Ele queria que ela dobrasse de tamanho, mas acabou aceitando os 107 capítulos. Os motivos eram os custos, muito elevados, por ser uma produção de época, e com a necessidade de serem diluídos no maior número de capítulos possível. (“Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas”, Fábio Costa)

Mudanças de valores, agitação política, legitimação da MPB e do futebol foram algumas características dos anos 1930 retratadas na novela como pano de fundo para a história.

Caprichada reconstituição da década de 1930, fornecendo possibilidades infinitas, principalmente para figurinos e caracterizações.

Patrícia Pillar – louríssima em um corte chanel – protagonizava a novela como prêmio pelo sucesso de sua personagem Alaíde na novela Rainha da Sucata, do ano anterior. Sua beleza e talento proporcionavam chances infinitas para uma Salomé inesquecível. Entretanto, sua trajetória na novela não correspondeu. A personagem pouco ousou e quase que passou a trama inteira conversando com a amiga Berta (Suzy Rêgo). (“Memória da Telenovela Brasileira”, Ismael Fernandes)

O corte de cabelo de Suzy Rêgo – à la garçonne, curto, com nuca batida, topete com ondas marcadas, seguras por gel – foi inspirado em um corte da atriz Kathrine Hepburn, de 1935, um visual então considerado modelo de rebeldia.

Entre as musas que inspiraram o figurinista Billy Accioli estavam Jean Harlow, Marlene Dietrich e Theda Bara, com muitos decotes e tecidos característicos da década de 1930, como crepes, cetins e sedas. Accioli criou mais de 70 figurinos somente para Patrícia Pillar (incluindo peças íntimas), e quase o mesmo número para Suzy Rêgo. O figurinista também dedicou atenção especial aos personagens mais populares, como o futebolista Guto (Jandir Ferrari), que usava roupas de brim, algodão e popeline da então Fábrica Bangu. (O Globo, 08/06/1991, TV Pesquisa PUC-Rio)

Nos primeiros capítulos, na reproduzida Paris dos anos 30, Salomé insinuou a dança dos véus, mas quem esperava uma nudez de Patrícia Pillar se decepcionou. A tão alardeada dança aconteceu no capítulo de estreia, quando, na trama, a personagem se apresentou em um teatro em Paris. Usando um turbante preto e prata com uma pluma de pavão, descalça e vestida apenas com lenços coloridos, Patrícia Pillar dançou ao som de um piano e fez um strip-tease que a deixou com os seios à mostra, ainda que na penumbra.
A coreografia foi criada pela supervisora da TV Globo Elizabeth Oleosi com a colaboração da professora de dança Márcia Rubin. A gravação foi feita no Teatro Municipal João Caetano, no Centro de Niterói. (O Globo, 07/03/1991, TV Pesquisa PUC-Rio)

A cidade cenográfica construída em Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ocupava uma área de 3.500m². Ali foi feita uma réplica da capital paulista dos anos 1930, com mansões e casas coloniais, prédios de tijolinhos e ruas com calçamento em pé-de-moleque. Para tornar o cenário mais crível, foi utilizada uma técnica de envelhecimento nas construções.
Foram projetados 30 diferentes cenários para a novela, dando ao diretor a possibilidade de usar mais de 150 ambientes distintos.
Alguns interiores foram gravados nos estúdios da Cinédia, em Jacarepaguá (bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro), e em mansões de Petrópolis (RJ).
As sequências da Fazenda Pindorama foram gravadas na Fazenda Vista Alegre, em Valença, no Rio de Janeiro. (Site Memória Globo)
O Café Parisiense – um dos cenários – foi todo montado em art déco – com objetos em ébano e materiais nobres – e o bistrô frequentado por Salomé, em art nouveau. Os salões do Clube Fluminense, em Vassouras, foram transformados em um célebre cabaré da capital francesa. (O Globo, 08/06/1991, TV Pesquisa PUC-Rio)
Uma equipe de 11 pessoas (entre diretor, atores e técnicos) foi a Paris, na França, gravar cenas para o início da novela. (O Globo, 01/06/1991, TV Pesquisa PUC-Rio)

O papel de Duda – o protagonista masculino – tinha sido inicialmente oferecido a Marcos Winter, que recusou por compromissos com teatro. O nome de Jayme Periard foi anunciado, mas o ator, que fazia um estágio de direção na novela, sofreu um acidente e quebrou o braço, afastando-se definitivamente da produção. O diretor Herval Rossano decidiu então apostar no estreante Petrônio Gontijo, que já estava escalado para a próxima novela das oito, O Dono do Mundo, na qual viveria o personagem Humberto (papel que acabou ficando com Marcelo Serrado). (O Globo, 13/03/1991, TV Pesquisa PUC-Rio)

Também a primeira novela do ator Cândido Damm e da autora Elizabeth Jhin, que atuou como colaboradora do titular Sérgio Marques.

Maurício Sherman foi inicialmente escalado e começou a gravar como o banqueiro americano MacGregor. Porém, problemas de saúde o afastaram da produção, o que fez com que o diretor Herval Rossano escalasse Rubens de Falco para o papel. A novela já estava com gravações adiantadas e De Falco teve de gravar 26 capítulos em cinco dias. (O Globo, 16/06/1991, TV Pesquisa PUC-Rio)

O ator Carlos Alberto estava há 12 anos longe das novelas globais – a última foi Pai Herói, em 1979, em uma participação.

As tramas dos cantores Carmem Terezinha e Duda (Andréia Veiga e Petrônio Gontijo) eram levemente inspiradas na trajetória dos cantores Carmem Miranda e Mário Reis. Em seus shows, Carmem Terezinha era acompanhada por alguns dos melhores músicos de samba e chorinho de então: Jorge Simas (violão de sete cordas), Alexandre de la Peña (violão), Roberto Méier (flauta), Alceu Maia (cavaquinho) e Paulinho da Aba (pandeiro), tocando músicas que foram sucesso com o grupo do músico Garoto ou dos Diabos do Céo (que tocaram com Carmem Miranda no início de sua carreira). Os músicos da novela gravavam quase todas as semanas, dublando em playback. Para a trilha sonora, eles gravaram em estúdio um repertório de 15 músicas com o produtor Renato Ladeira, com arranjos de Jorge Simas. (O Globo, 31/07/1991, TV Pesquisa PUC-Rio)

Inspirada no quadro “O Beijo” (1907), do pintor austríaco Gustav Klimt (1862-1918), a bela abertura da novela, desenvolvida pela equipe do designer Hans Donner, mostrava um casal em suaves movimentos. Enquanto os dois se abraçavam, dezenas de imagens de mosaicos estilo art déco eram projetadas sobre seus corpos, manchando suas roupas de flores, círculos e outras formas geométricas. Ao fundo, uma composição de cores e padrões. (Site Memória Globo)
A reprodução dos traços de Klimt foi feita por Gustavo Garnier, parceiro de trabalho de Donner, e o alfabeto que deu origem ao logotipo da novela foi idealizado por Sylvia Trenker, ex-mulher de Donner. A carinha de melindrosa do logo é a mesma que Sylvia usara para o alfabeto do logotipo da novela Nina, em 1977.

Por causa da novela, o romance “Salomé”, de Menotti Del Picchia – pela primeira vez publicado em 1940 e que não era reeditado desde 1975 – voltou às livrarias com sucesso de vendas. (Site Memória Globo)

Salomé nunca foi reprisada.

Trilha Sonora Nacional

01. SOMBRA EM NOSSO OLHAR (SMOKE GETS IN YOUR EYES) – Selma Reis
02. FIM DE JOGO – Elba Ramalho (tema de Salomé)
03. TE AMO – Biafra (tema de Mônica)
04. NUNCA PENSEI – Elymar Santos (tema de Guto)
05. O QUE É QUE EU FAÇO – Joanna (tema de Santa)
06. FAZ DE CONTA (MAKE BELIEVE) – Edson Cordeiro (tema de Salomé e Duda)
07. NAZARENO – A Caverna (tema do Padre Nazareno)
08. OLHOS DE JADE – Beto Guedes (tema de Duda)
09. RISCOS DO AMOR – Rosana (tema de Carolina)
10. DESTINO – Patrícia Marques (tema de Carmem)
11. RECOMEÇAR – Daniel Rossano (tema de Berta)
12. TÁ FALTANDO ELA – Francis Bringel (tema de Antunes)
13. JURA / TA-HI (PRA VOCÊ GOSTAR DE MIM) / AGORA É CINZA – Duda e Carmem (tema de Duda e Carmem)
14. CAPIVARA – A Caverna (tema de Capivara)

Trilha Sonora Internacional

01. WITH A SONG IN MY HEART – Doris Day (tema de Carmem)
02. I’M CONFESSIN’ – Perry Como (tema de Rita)
03. TEA FOR TWO – Sarah Johnson (tema de Berta)
04. I’M IN THE MOOD FOR LOVE – Johnny Mathis (tema de De Paula e Isolda)
05. ADIOS – Ray Anthony (tema de Ruggero)
06. THIS NIGHT WAS MADE FOR DANCING – Roger Whiteman (tema do Padre Nazareno)
07. I ONLY HAVE EYES FOR YOU – Sweet Memories (tema de Carolina)
08. AS TIME GOES BY – Andy Williams (tema de Salomé)
09. CUANDO VUELVA A TU LADO – Eydie Gormé y Trio Los Panchos (tema de Antunes)
10. EBB TIDE – Righteous Brothers (tema de locação do ateliê de Carolina)
11. STORMY WEATHER – Lena Horne (tema de Mônica)
12. I TUOI OCCHI BELLI – Gianni Turillo (tema romântico geral)
13. FASCINATION – The Chicago Singers (tema de locação – São Paulo)
14. LA MER – Dalida (tema de Sarita)

Sonoplastia: Aroldo Barros
Produção Musical: Renato Ladeira
Direção Musical: Mariozinho Rocha

Tema de Abertura: SOMBRA EM NOSSO OLHAR (SMOKE GETS IN YOUR EYES) – Selma Reis

Sei, só não sei por que
Penso em você tanto assim
Passo a noite em claro
E o teu rosto raro lembra o luar

Sei, quando o sono vem
Sonho com alguém que não posso amar
O amor é cego
Faz nascer não nego
Sombra em nosso olhar

É igual buscar num pesadelo
Alguém que fugiu de nós
E que ri no fim do nevoeiro
Ao nos deixar tão sós

Choro, tua mão imploro
E a escuridão tenta se fechar
Mas teu rosto vem pra iluminar
A sombra em nosso olhar…

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