Sinopse

Nordeste brasileiro, final da década de 1920. O caixeiro-viajante Vanderlei Lins é popularmente conhecido como Quequé, figura simpática, cheia de carisma, um homem íntegro e trabalhador que se dedica ao único código em que acredita: o amor. Ao amor ele se entrega e, como resposta à sua completa dedicação, mantém três esposas, três famílias bem constituídas.

Em Pernambuco, na cidade de Nova União, Quequé é casado com Eleuzina. Santinha é sua esposa em Chegança, no estado de Alagoas. E, em Catulé, no Sergipe, criou raízes com Nicinha. Essas três mulheres são seus legítimos rabos de saia. Obviamente, umas não sabem das outras, mas com todas ele é feliz e para todas traz felicidade.

De terno de linho, chapéu-panamá, sapato de duas cores e um relógio de bolso, Quequé encarna o machão brasileiro, mulherengo e falastrão. Muda de personalidade, caráter e as cores das roupas para apresentar-se a cada esposa. Ao fazer malabarismos para atender aos desejos da fogosa Eleuzina, veste bege; da aristocrática Santinha, usa azul-marinho e preto; e da semi-adolescente Nicinha, o branco.

Foi com uma enorme gargalhada que Nicinha conheceu o “Quequezão”, tiveram um filho e se tornaram inteiramente felizes. Nicinha é a mais nova das três esposas do caixeiro-viajante. Moleca, livre pela idade, inconsequência e por uma graciosidade irresistíveis, mistura, em dosagens harmônicas, inocência e perigo, ingenuidade e feminilidade.

Santinha, a do meio, é a recatada Dona Santa, que enviuvou cedo, bela e de origem aristocrática. Respeitadíssima em Chegança por seu status e cobiçada por sua beleza, Santinha é a imagem do recato e da fé, na verdade suas armas de sedução. Recolheu-se em sua viuvez até conhecer o Ezequias, com quem se casou três meses depois e teve dois filhos, que cria junto com os dois do primeiro casamento.

Com Eleuzina, a relação madura, meio maternal, profundamente honesta, na qual o caixeiro-viajante pode se mostrar como é. Pois em Eleuzina reside a principal referência de Quequé. Alegre, autêntica, vivida, forte, companheira de boemia, é com Eleuzina que o caixeiro-viajante casou-se primeiro e teve quatro filhos. Ela é uma mulher que o mina com sensualidade e que o ama com proteção.

Se as esposas de Quequé não passam de uma grande fantasia, ou se são três aspectos de uma única “mulher ideal”, o fato é que elas se completam e preenchem a vida do caixeiro-viajante.

Cultura – 19h30
de 7 de junho a 2 de julho de 1982

de Wilson Rocha
baseada no conto Pensão Riso da Noite (Cerveja, Sanfona e Amor) de José Condé
direção de Edison Braga

Telerromance anterior no horário
O Tronco do Ipê

Telerromance posterior
Paiol Velho

OSMAR PRADO – Quequé
em Caruaru (PE)
SOLANGE THEODORO – Eleuzinha Lins
ROBERTO BOLANT – Sólon Macedo (caixeiro viajante)
GUILHERME CORRÊA – Major Sindô Siqueira
DULCE MUNIZ – Dona Loló Siqueira
HENRIQUE LISBOA – Dr. Arlindo (dentista)
LUIS CARLOS GOMES – Pé-de-Bombo (Eleutério)
RICARDO DIAS – Barbosinha
RÚBENS MORAL – Seu Sivuca (farmacêutico)
MARIA VASCO – Dona Etelvina
LÉA CAMARGO – Dona Nicinha
em Penedo (AL)
REGINA DOURADO – Santinha Lins
INDIANARA GOMES – Zizi
AMAURY ALVAREZ – Orlando
ALCEU NUNES – Padre
RAIMUNDO DE MATOS – Seu Quinquim (comerciante)
RÚBENS TEIXEIRA – Seu Prudenciano (advogado)
em Estância (SE)
NICE MARTINELLI – Nicinha
FERNANDO BEZERRA – Compadre Lula da Vazante
SÔNIA CÉSAR – Comadre Maurícia
e
EDSON FRANÇA – Dr. Viana (médico)
BOB STEWART
WILSON RIBALTO
JOSÉ TOLEDO
RÚBENS ROLLO
JANDIRA DE SOUZA
MÁRIO FUSCO
LÍBERO RIPOLI FILHO
CUBEROS NETTO
LEAL DE SOUZA
JEREMIAS SANTOS
VICENTE BACCARO
RUTHINÉIA DE MORAES
RÔ MENDONÇA
DAVID SANTORO
SILVIA POMPEO
ASSUNTA MANDELLI
PAULO GARFUNKEL
JAIME MARQUES SARAIVA
AFONSO CLÁUDIO
EUDES CARVALHO
as crianças
PRISCILA
JUSSARA
CLÁUDIO
ROBERTO
LÍLIAN VIZZACCHERO
ELAINE
MARGARETH
ALEXANDRE
PÉRSIO
ainda
Florência
Juca (caixeiro)
Claudinho (caixeiro)
Jandira
Costinha (dono de bar)
Antônio Oliveira Rodrigues (patrão de Quequé)

Antes de a Globo produzir a minissérie Rabo de Saia (1984), a TV Cultura adaptou o mesmo texto com produção menor e seguimento linear da história, o que deu mais fidelidade ao original do autor José Condé.

Na época em que a TV Manchete esteve nas mãos do Grupo IBF, a emissora comprou esse telerromance da TV Cultura e o reprisou em 1992, como tapa buraco em sua programação.

A TV Cultura também reprisou Seu Quequé na década de 1980 e, novamente, entre 11/05 e 14/06/2005.

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