Sinopse

Um crime. Vários suspeitos. Herdeiros vivendo anos de conflito em função de uma herança indisponível. Assassinatos sucessivos. Rosas vermelhas como prenúncio das mortes. Tudo começa seis anos antes, com um grande banquete promovido pelo milionário Raul Amarante em sua luxuosa mansão. Dez pessoas estão presentes: o milionário, sua esposa, sete convidados e um garçom português. Por ter descoberto uma doença incurável, o milionário decide anunciar seu testamento, no qual todos os presentes – exceto o garçom – têm interesse.

O teor do testamento, porém, causa surpresa: os bens do empresário irão permanecer indisponíveis durante sete anos. Após este período, a segunda parte do documento, que alguém da confiança guarda a sete chaves, será revelada. Durante esses anos, todos os bens deverão ser administrados pela mulher do milionário, Isabel, e por seu sócio, Júlio (presentes no jantar), que, no entanto, não podem se desfazer de nada. Ao final do banquete, os convidados são conduzidos para a sala de estar, onde o garçom serve licores.

De repente, as luzes se apagam e, quase no mesmo instante, ouve-se um tiro. Quando a luz volta, Raul está caído, morto, atingido no coração. A arma, envolta por um lenço, está largada ao lado do corpo. Todos os presentes trocam olhares de acusação mútua. Mais de seis anos depois, os convidados da festa estão ansiosos pela abertura do testamento. Porém, um fato novo vem à tona: Raul deixou uma filha, Daniela, que, apesar de cortejada por rapazes ricos como ela, se apaixona pelo mecânico Toninho, filho do garçom da festa.

Enquanto Daniela e Toninho se envolvem, suas vidas correm risco. O assassino de Raul Amarante arquiteta uma série de atentados em que cada ataque é sinalizado com uma rosa vermelha, em alguma situação que envolva a futura vítima. Neco, o garçom, agora viúvo e dono de uma padaria, se empenha em desvendar o mistério que cerca a sequência de crimes. O cruzamento dos personagens ricos e pobres se dá em função do passado de Raul Amarante. Este vínculo aguça sua curiosidade em busca da resolução do enigma.

Record – 20h15
de 14 de setembro de 1999
a 7 de fevereiro de 2000

escrita por Luís Carlos Fusco e Vívian de Oliveira
baseada na obra de Benjamin Wallace
supervisão de Yves Dumont
direção de Jacques Lagoa e Rodolfo Silot
direção geral de José Paulo Vallone
produzida pela JPO

Novela anterior
Louca Paixão

Novela posterior
Marcas da Paixão

LUCINHA LINS – Isabel
GIUSEPPE ORISTÂNIO – Neco (José Manuel Cordeiro)
MYLLA CHRISTIE – Daniela
JORGE PONTUAL – Antônio (Toninho)
CLÁUDIO LINS – Renato
CLÁUDIO FONTANA – Marcelo
LAERTE MORRONE – Alfredo Gomes
ANGELINA MUNIZ – Lúcia
GEÓRGIA GOMIDE – Conceição
SÔNIA LIMA – Cláudia
DENIS DERKIAN – Vitor Magalhães
KARLA MUGA – Carolina
PAULO CÉSAR GRANDE – Júlio Belini
MYRIAN RIOS – Vanessa
FAUSTO MAULLE – Gabriel
CLÁUDIO MAMBERTI – Aranha (Belarmino Aranha de Melo)
GUILHERMINA GUINLE – Adriana
VANESSA VHOLKER – Mariana
REYNALDO GONZAGA – Rogério Pires
MARCOS BREDA – Carioca (Ronaldo Antunes)
ROSANA MUNIZ – Paula Magalhães
ERI JOHNSON – Pão Doce
CLÁUDIO CURI – Xuxú (Paulo Guilherme Moraes)
MILTON LEVY – Roda Presa
GRACE GIANNOUKAS – Néia
MAURÍCIO AGRELLA – Rodinha
SANDRA THÉA – Gilda
GILSON GOMES – Marujo
RICARDO TAYLOR – Morte Certo
ADRIANA DE CASTRO – apresentadora de telejornal
EDMARZINHO
e
JOHN HERBERT – Raul Amarante
TÂNIA ALVES – Dolores (Maria Dolores Urtiga e Urtiga)
FERNANDO EIRAS – Basílio
ANTÔNIO PETRIN – detetive
ADRIANO REYS – médico
ROSANNA PENNA

– núcleo de RAUL AMARANTE (John Herbert), empresário assassinado no primeiro capítulo:
a mulher ISABEL (Lucinha Lins)
os filhos RENATO (Cláudio Lins), MARCELO (Cláudio Fontana) e DANIELA (Mylla Christie)
a irmã CLÁUDIA (Sônia Lima)
o cunhado VÍTOR (Dênis Derkian), marido de Cláudia
o advogado DR. ARANHA (Cláudio Mamberti)
o motorista ALFREDO (Laerte Morrone)
a jovem CAROLINA (Karla Muga), filha de Alfredo, apaixonada por Renato
a secretária e amante, PAULA (Rosana Muniz)
a empregada GILDA (Sandra Théa).

– núcleo de JÚLIO (Paulo César Grande), sócio de Raul Amarante:
a mulher VANESSA (Myrian Rios)
o filho GABRIEL (Fausto Maulle), noivo arranjado para Daniela.

– núcleo de JOSÉ MANUEL, o NECO (Giuseppe Oristânio), português dono de uma padaria que se põe a investigar os crimes e se envolve com Isabel:
os filhos ANTÔNIO, o TONINHO (Jorge Pontual), mecânico de automóvel,
e ADRIANA (Guilhermina Guinle), moça fogosa
a sogra DONA CONCEIÇÃO (Geórgia Gomide)
um empregado da padaria, PÃO DOCE (Eri Johnson).

– núcleo de LÚCIA (Angelina Muniz), que no passado teve um caso com Raul:
o marido ROGÉRIO (Reynaldo Gonzaga)
a filha MARIANA (Vanessa Vholker), que na verdade é filha de Raul.

– núcleo da oficina mecânica:
o proprietário RONALDO, o CARIOCA (Marcos Breda), que assedia Lúcia depois de ela enviuvar
os mecânicos RODA PRESA (Milton Levy) e RODINHA (Maurício Agrella), pai e filho
a mulher de Roda Presa, CLAUDINÉIA, a NÉIA (Grace Giannoukas).

Mistério, suspense e romance, a história do inglês Benjamin Wallace, roteirizada por Luís Carlos Fusco – que foi colaborador de Cassiano Gabus Mendes – e Vivian de Oliveira, tinha como reforço o humor.
“A comédia está impregnada na história, que procura mostrar situações do cotidiano, exploradas em todo o seu aspecto patético, com deliberada incursão para o nonsense”, definiu Yves Dumont, supervisor do projeto.

Uma trama interessante, mas que não teve o sucesso esperado. A Record tentava emular o êxito de A Próxima Vítima (1995) da Globo, mas não obteve bons índices no Ibope, não passando dos 5 pontos de média na Grande São Paulo.

A trama policial teve momentos originais, como o assassinato de Gabriel (Fausto Maule), que morria de forma “kennedyiana”, e a morte de Paula (Rosana Muniz), com um sanduíche natural envenenado.

Como o Opala preto de A Próxima Vítima, a marca do assassino de Tiro e Queda era uma rosa vermelha. Ao final, a resolução do mistério: a assassina era Carolina (Karla Muga), que matou por raiva, ao ter sido discriminada por ser a filha do motorista, Alfredo (Laerte Morrone). No último capítulo, ela se revela uma louca, tamanha a frieza com que cometia os assassinatos. Nos outros finais gravados, os assassinos eram Aranha (Cláudio Mamberti) e Alfredo (Laerte Morrone).

Tiro e Queda terminou com o seguinte texto, em homenagem a Cassiano Gabus Mendes (falecido em 1993), mestre de Luís Carlos Fusco, um dos roteiristas da novela:
“Este trabalho é dedicado à memória de Cassiano Gabus Mendes, com quem aprendemos a grande arte de rirmos de nós mesmos…”

Trilha Sonora

01. TIRO E QUEDA – Juno (tema de abertura)
02. TE QUERO TANTO – Maurício Manieri (tema de Daniela e Toninho)
03. A ESTRADA – Cidade Negra (tema de Marcelo)
04. GAROTO ZONA SUL – Grupo Molejo (tema de Pão Doce)
05. PRIMAVERA – Jane Duboc
06. UMA HISTÓRIA DE AMOR – Fábio Jr. (tema de Renato e Carolina)
07. SEXTA-FEIRA – Laia Vunje (tema de Rodinha)
08. MÁGICO AMOR – Marcelo Augusto (tema de Mariana)
09. NO COMPASSO DO CRIADOR – Katinguelê (tema de Carioca)
10. PREGUIÇA – Ultraje a Rigor
11. SEM VOCÊ (O SOL NÃO BATE) – Taska
12. CORAÇÃO DE BOLERO – Tânia Alves (tema de Vanessa)
13. QUERO OUVIR A TUA VOZ – Bala, Bombom e Chocolate
14. SOZINHO – Tim Maia (tema de Isabel e Neco)

Tema de Abertura: TIRO E QUEDA – Juno

Deu na primeira edição
Semana inteira
Um crime sem uma explicação
Sem eira nem beira
Doideira, ninguém deu bandeira
É tiro e queda…

Será um crime passional
Uma rosa vermelha sempre dá sinal
Um tiro certo
Um plano secreto
Perigo por perto
Alguém vai se dar mal
É tiro e queda…

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