Sinopse

Miguel é um jovem milionário, considerado gênio da matemática, que passou os últimos cinco anos fazendo doutorado na Inglaterra. Apaixonado por escaladas, quando volta ao Brasil pretende se dedicar a este esporte. Será numa escalada que conhecerá Joana. Ela é uma jovem guia de esportes de aventura, moça pobre, moradora de uma das muitas favelas do Rio de Janeiro, a comunidade do Torto. Apesar de já ser noivo de uma elegante e rica estilista, a fútil e mimada Erínia, Miguel se apaixona por Joana, e ela por ele.

Anos antes, Joana um namorado no colégio, Jeferson, que depois se tornou traficante de drogas, foi preso e passou quatro anos na cadeia. É solto justamente quando Miguel rompeu o noivado e começou a namorar Joana. O bandido volta ao bairro onde morava liderando uma quadrilha e toma numa batalha a boca de fumo, transformando-se no todo poderoso “gerente” do local. Ele resolve então ter Joana de volta, à força se necessário, ameaçando Miguel de morte. Por outro lado, a ex-noiva de Miguel não se conforma com o rompimento e tudo fará para separar o casal.

O confronto de Miguel e Joana com o traficante Jeferson resultará em uma revolta da comunidade contra os bandidos e a morte destes, junto com um policial corrupto. O acontecimento terá terríveis desdobramentos, atraindo contra o casal uma série de infortúnios. A situação se agrava quando o lugar de Jeferson na quadrilha de traficantes é tomado pelo seu irmão Jacson, um sujeito tão perigoso quanto ele. E Jacson está disposto a tomar para si tudo o que fora de seu irmão, inclusive Joana.

A mãe de Miguel, Ísis Campobello, é viúva e preside as empresas que o falecido marido lhe deixou. Ela vivia sozinha desde a morte do cônjuge, até o retorno de uma paixão na juventude, o italiano Bóris, há trinta anos dado como morto. Ele a ajudará a proteger o filho e a enfrentar os vilões que a cercam: o vice-presidente Mário, que trai sua confiança e prepara um golpe para tomar sua fortuna; Félix, um advogado aproveitador e dissimulado; e Maria Lúcia, uma parente que não hesita em se aliar aos que tramam contra ela.

Entre a complicada situação em que Miguel e Joana se metem, é travada uma batalha entre a honestidade e a corrupção dentro da Justiça e da Polícia. De um lado, o perverso delegado Nogueira, perigoso psicopata que se esconde atrás de uma máscara de homem de bem, refinado e culto. Do outro, o íntegro e corajoso promotor Leonardo, batendo-se contra os inimigos da lei e tendo de dar conta das três mulheres que atormentam sua vida: a mãe Lisinha, a filha Carla e a ex-esposa Patrícia, além da delegada Maria do Carmo, por quem se apaixona.

A história também acompanha o dia a dia dos moradores do Torto, onde Joana vive com a mãe, Lucília, o pai, Haroldo, que será assassinado por bandidos, o primo Carlinhos, rapaz dividido entre o futebol e o crime, filho da batalhadora Carmem, irmã de Lucília, e Madalena, uma órfã que será entregue à milionária Ísis. A trama retrata o universo dos marginais, a vida nas cadeias, as gangues e guerras entre quadrilhas, misturando amor e violência, riqueza e pobreza, sonho e realidade brutal, honestidade e corrupção, ordem e caos, heroísmo e vilania.

Record – 22h
de 21 de novembro de 2006
a 27 de agosto de 2007
240 capítulos

novela de Marcílio Moraes
colaboração de Luiz Carlos Maciel, Joaquim Assis, Paula Richard, Antônio Carlos da Fontoura e Melissa de Araújo
direção de Alexandre Avancini, Edgard Miranda, Vicente Barcellos, Jairo Mattos, Hamsa Wood, Daniel Ghivelder e Guto Arruda Botelho
direção geral de Alexandre Avancini

Novela anterior no horário
Cidadão Brasileiro

Novela posterior
Os Mutantes

MAYTÊ PIRAGIBE – Joana
LÉO ROSA – Miguel
HEITOR MARTINEZ – Jacson
MARCELO SERRADO – Delegado Denis Nogueira
LAVÍNIA VLASAK – Erínia
LUCINHA LINS – Isis Campobello
NICOLA SIRI – Bóris Sanchez
TÁSSIA CAMARGO – Lucília
JUSSARA FREIRE – Carmem
CECIL THIRÉ – Mário
FLÁVIA MONTEIRO – Maria Lúcia
LUCIANO SZAFIR – Leonardo
RAQUEL NUNES – Maria do Carmo
RAUL GAZOLA – Hélio
ANA PAULA TABALIPA – Neusa
BABI XAVIER – Patrícia
ROGER GOBETH – Félix
MÁRIO SCHÖEMBERGER – Sérgio
SILVIA BANDEIRA – Cilene
NILL MARCONDES – Torres
GILSON MOURA – Mofado
FELIPE MARTINS – Pé de Pato
RAFAEL QUIROGA – Inhame
LEANDRO FIRMINO – Sovaco
HENRIQUE PIRES – Carangueijo
PHELIPE HAANGENSEN – Pavio
ALEXANDRE PATERNOST – Pedro
ÍRIS BRUZZI – Lisinha
ANDRÉ VALLI – Berloque
CRISTINA PEREIRA – Margarida
JOÃO SABIÁ – Inspetor Silvio
BUKASSA KABENGELE – Marcelo
MARCELO ESCOREL – Roberto
GABRIELA DURLO – Daniela
LEANDRO LÉO – Carlinhos
THAÍS BOTELHO – Mariana
SILVIO GUINDANE – Cicio
JULIANA LOHMAN – Carla
GUSTAVO DUQUE – Marcos
DANIEL DALCIN – Alfredo
JULIANA LOPES – Cláudia
VALQUÍRIA RIBEIRO – Isabel
ROBERTA SANTIAGO – Rosária
NANDA ZIEGLER – Latife
MARIA SILVIA – Mercedes
MARISE GONÇALVES – Amélia
DULCE BRESSANE – Ruth
TELMA CUNHA – Sueli
RENATA QUINTELA – Cristina
MARCOS BARRETO – Fausto
VALNEI AGUIAR – Eleutério
ANA FERRAZ – Marcinha
TILA TEIXEIRA – Eneida
BLOTA FILHO – Dr. Renato Abreu
TELCY MIRANDA – Irene
AUGUSTO VARGAS – Renato
JONATHAN NOGUEIRA – Chico
CLÁUDIO GARCIA – Martinho
PEDRO MALTA – Felipe
ANA BEATRIZ CISNEIROS – Madalena
LEONARDO BRANCCHI – Wilson
BIANCA SALGUEIRO – Letícia
ALESSANDRO MACIEL – Cotia
e
ALEXANDRE SILVA – guia de Miguel na escalada em Cascais
ANDRÉ GAGO – Ciprião de Almeida
ANDRÉ SCHMIDT – Badalhoca
ÂNGELO PAES LEME – Jeferson
CACO BARESI – Rúbens Laranjeira
CAMILO BEVILACQUA – Oliveira
CARLO MOSSY – Blue Eyes
CHICO TENREIRO – Efigênio Cavaquinha
CINARA LEAL – Vanda
CLERI DIGON – Frida
CRÉO KALLEB – Pernilongo
CYRANO ROZALÉM – juiz
DANIELA FARIA – fotógrafa da escalada de Miguel em Cascais
DANIEL BARCELOS – Feitosa (dono do cassino)
DAVID HERMANN – Figueiredo
ED OLIVEIRA – Bolado
FRANCISCO SILVA – Dr. Araújo
GABRIEL GRACINDO – jornalista da Record
JALUSA BARCELOS – juíza de menores
JOEL SILVA – mestre de cerimônias da luta de boxe
KITO JUNQUEIRA – Oscar Tostão
LUKA RIBEIRO – comparsa de Bolado
MÁRCIO GARCIA – Alencar Martins
MÁRCIO ROSÁRIO – Xavier
MARQUES D´AREDE – Teodoro de Azevedo
MILHEM CORTAZ – Sextavado
RAYMUNDO DE SOUZA – Haroldo
RICARDO CARRIÇO – Fernando Cunhal
ROBSON OTONI – garoto de programa
ROGÉRIO FRÓES – Francisco
ZÉ CARLOS MACHADO – juiz de paz do casamento de Erínia e Miguel

Diferente das novelas da Globo, que mostram um Rio de Janeiro glamoroso, como uma cidade 100% maravilhosa, a intenção de Vidas Opostas era justamente a contrária: apresentar a cidade como ela realmente é, com seus problemas sociais, marcados pela pobreza e violência, em contraste com a camada mais rica da população. O romance entre o rapaz rico, da Zona Sul, com a moça moradora da favela deu o tom da trama.

O autor Marcílio Moraes narrou a Flávio Ricco e José Armando Vannucci para o livro “Biografia da Televisão Brasileira”:
“Como tínhamos uma liberdade maior para propor temas, levei aos diretores [da Record] a ideia de uma novela na favela, num contraponto à velha máxima da Cidade Maravilhosa.”
Surgiram personagens reais, assim como a comunidade em que parte da história se desenrolava. No vídeo, personagens bem humanizados, com seus acertos e erros, certezas e dúvidas, amores e ódios.
“Jamais faríamos aquilo na Globo”, complementou Marcílio.

A exemplo do que já acontecera anteriormente com Prova de Amor, a Record, por mais de uma vez, bateu a Globo em audiência durante a exibição de Vidas Opostas. O feito se deu por duas semanas consecutivas, em capítulos exibidos às quartas-feiras (01 e 07/02/2007), no horário em que a Globo exibia o futebol.

Vidas Opostas registrou seu melhor ibope no último capítulo, na noite de segunda-feira, dia 27/08/2007: 25 pontos de média, com 40% de participação. A emissora ficou em primeiro lugar na audiência, na frente da Globo, durante 44 minutos.
“Sabia que a audiência seria alta, mas foi além das minhas expectativas“, reconheceu Marcílio Moraes.

Segura direção de cena e atores em um texto inspirado, Vidas Opostas foi muito criticada por mostrar uma violência raras vezes vista em telenovelas. O saldo final não poderia ter sido melhor, com o registro de atuações marcantes, como dos vilões interpretados por Heitor Martinez e Marcelo Serrado: o bandido Jacson e o delegado de polícia Nogueira, respectivamente.

A Record ficou na dúvida se exibia Vidas Opostas às 21 horas (quando concorreria diretamente com a trama do horário nobre da Globo na época, Páginas da Vida), ou às 22 horas (quando a concorrência era com a “novela das dez” da Band, que estava estreando, Paixões Proibidas). Vinte dias antes de sua estréia, a emissora decidiu por exibir a novela às 22 horas.

Por seu teor violento, contendo cenas de tráfico e uso de drogas, a novela foi classificada como “imprópria para menores de 14 anos” pelo Ministério Público, o que a impossibilitou de ser apresentada antes das 21 horas.

As cenas da fictícia comunidade do Morro do Torto foram gravadas na comunidade Tavares Bastos, centro do Rio de Janeiro. A tranquilidade do local se dá pelo fato de na comunidade existir um batalhão da polícia militar e também, por estar próxima do Palácio das Laranjeiras (sede do Governo Fluminense) e do Palácio do Catete (antiga sede do Governo Federal). É uma das comunidades mais tranquilas do Rio de Janeiro, daí a opção em fazer as gravações no local. As tomadas aéreas (de helicóptero) eram da favela da Rocinha.
Em 2017, a Tavares Bastos voltou a servir de locação para uma novela, A Força do Querer, desta vez na Globo.

Enquanto Maytê Piragibe fez aulas de alpinismo para compor sua personagem, Heitor Martinez, acostumado ao papel de galã, precisou passar por uma forte caracterização para ficar irreconhecível no papel do bandido Jacson.

Chico Buarque assinou toda a trilha sonora de Vidas Opostas, a convite de Márcio Vip Antonucci, produtor musical da novela e amigo do compositor. As canções eram de sua autoria e foram interpretadas por outros cantores, em versões originais ou regravações. Chico cantou apenas duas músicas: “Ode aos Ratos” e “Porque Era Ela, Porque Era Eu”.

Primeira novela dos atores Léo Rosa, Bukassa Kabengele, Leandro Léo e Daniel Dalcin. E das atrizes Gabriela Durlo, Bianca Salgueiro, Roberta Santiago e Cinara Leal.

Por suas atuações na novela, Marcelo Serrado e Jussara Freire foram eleitos pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) o melhor ator e a melhor atriz na televisão em 2007. Jussara empatou com Camila Pitanga (pela novela Paraíso Tropical, da Globo). Marcelo ganhou também por sua atuação na série Mandrake, da HBO, empatando com Wagner Moura (por Paraíso Tropical).
Vidas Opostas foi ainda premiada com o Troféu Imprensa de melhor novela de 2007, empatada com Paraíso Tropical.

Reprisada entre 28/03 e 11/06/2012, às 21 horas. Devido à baixa repercussão desta reprise, a Record a condensou o máximo que pôde para mudar a programação. Dos 240 capítulos originais, foram ao ar apenas 53.

Trilha Sonora

vidasopostast
01. AQUARELA DO BRASIL – (Ari Barroso) Léo Gandelman
02. TATUAGEM – (Chico Buarque / Ruy Guerra) Djavan
03. O MEU AMOR – (Chico Buarque) Tetê Espíndiola
04. IMAGINA – (Chico Buarque / Tom Jobim) Chico Buarque e Mônica Salmazo
05. O QUE SERÁ – (Chico Buarque) Milton Nascimento e Chico Buarque
06. ATRÁS DA PORTA – (Chico Buarque / Francis Hyme) Francis Hyme
07. GOTA D´AGUA – (Chico Buarque) Simone
08. APESAR DE VOCÊ – (Chico Buarque) Beth Carvalho
09. OLHOS NOS OLHOS – (Chico Buarque) Miúcha e Tom Jobim
10. FUTUROS AMANTES – (Chico Buarque) Angela Rorô e Antônio Adolfo
11. ODE AOS RATOS – (Chico Buarque / Edú Lobo) Chico Buarque
12. FOLHETIM – (Chico Buarque) Rosa Passos
13. FEIJOADA COMPLETA – (Chico Buarque) João Nogueira
14. É GUERRA – (ViniMax / Solange Chaves) ViniMax

ainda:
VAI PASSAR – (Chico Buarque / Francis Hime) Joyce
DEIXA A MENINA – (Chico Buarque) Toque de Arte e Chico Buarque
A OSTRA E O VENTO – (Chico Buarque) Claudia Neto e Leandro Braga
PELAS TABELAS – (Chico Buarque) Carlinhos Vergueiro
TROCANDO EM MIÚDOS – (Chico Buarque) Claudio da Matta
PARTIDO ALTO – (Chico Buarque) Evandro Mesquita
MIL PERDÕES – (Chico Buarque) Lúcia Perez
CAÇADA – (Chico Buarque) Mestre Ambrósio
CIRANDA DA BAILARINA – (Chico Buarque / Edú Lobo) Shabella
FLOR DA IDADE – (Chico Buarque) Oswaldo Montenegro
BYE BYE BRASIL – (Chico Buarque / Roberto Menescal) Fátima Guedes
CONSTRUÇÃO – (Chico Buarque) ViniMax
A VOZ DO DONO E O DONO DA VOZ – (Chico Buarque) ViniMax
MINHAS MENINAS – (Chico Buarque) instrumental
COBRA DE VIDRO – (Chico Buarque) instrumental
RODA VIVA – (Chico Buarque) instrumental
VAI LEVANDO – (Chico Buarque/Caetano Veloso) instrumental
DEUS LHE PAGUE – (Chico Buarque)
BASÍLICA – (Daniel Figueiredo) instrumental
CRUNCH – (Daniel Figueiredo) instrumental
FUGA – (Daniel Figueiredo) instrumental
ODE – (Daniel Figueiredo) instrumental

Produção musical: Daniel Figueiredo
Direção musical : Marcio Vip Antonucci

Informações gentilmente cedidas por Daniel Figueiredo

Tema de Abertura: AQUARELA DO BRASIL – Léo Gandelman

Brasil , meu Brasil brasileiro
Meu mulato izoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
O Brasil, samba que dá
Bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil, pra mim, pra mim, pra mim
Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do serrado
Bota o rei Congo no congado
Brasil, pra mim
Deixa cantar de novo o trovador
A merencória luz da lua
Toda a canção do meu amor
Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões arrastando o seu vestido rendado
Brasil, pra mim, par mim, pra mim
Brasil, terra boa e gostosa
Da morena senhora de olhar indiferente
O Brasil, samba que dá
Bamboleio que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil, pra mim, pra mim, pra mim
Ô, esse coqueiro que dá côco
Onde amarro a minha rede nas noites claras de luar
Brasil, pra mim
Ah, ouve essas fontes murmurantes
Aonde eu mato a minha sede
E onde a lua vem brincar
Ah, esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro
Brasil, pra mim, pra mim, Brasil…

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